O primeiro assédio

Este conteúdo é iniciativa da Nova/SB Comunicação. Saiba mais em cip.ig.com.br. O texto desta edição trata sobre o primeiro assédio que as mulheres recebem.

bandDesde a última quinta-feira (22 de outubro), diversas mulheres compartilham relatos no Twitter sobre os primeiros assédios que sofreram na vida. E levaram a hashtag #primeiroassédio aos trend topicsda rede social durante todo o dia. Criada pela ONG feminista Think Olga, #primeiroassédio é uma reação aos assédio sexual  feito por usuários do Twitter a uma menina de 12 anos que participa do reality show Master Chef Junior.

Estreada na última terça-feira (20), a nova edição do programa para aspirantes a chefs de cozinha agora tem crianças de 8 a 13 anos como concorrentes. E assim como as duas edições anteriores, é um sucesso tanto em audiência quanto nas redes sociais – especialmente no Twitter. Com apenas 12 anos, Valetina, uma das crianças participantes chamou a atenção de diversos usuários que passaram a postar comentários constrangedores e criminosos (a lei brasileira classifica esse tipo de assédio como abuso sexual por se tratar de menor de idade). Alguns homens tuitaram coisas como “se tiver consentimento é pedofilia?” e ”a culpa da pedofilia é de meninas gostosas como a Valentina”. Além disso, muitos justificavam os comentários apontando a aparência “mais desenvolvida” da menina.

A Think Olga  lembra que esse tipo de assédio – agravado pela pedofilia – precisa e deve ser punido. E para chamar a atenção para o que classifica de “cultura do estupro”, a ONG convocou as mulheres a acabar com o silêncio. Já são mais de 30 mil relatos comoventes. Eles mostram que desde criança, as mulheres estão vulneráveis ao assédio. Muitas vezes se calam por medo ou por não encontrarem apoio. São histórias de abusos que ficaram escondidas por anos.

Aproveitando a discussão, a Unicef reforçou sua campanha contra a violência sexual na infância.

Em um artigo sobre a polêmica publicado no Brasil Post, a jornalista Carol Patrocínio alerta que quando uma menina de 12 anos em um reality show desperta o desejo de homens adultos é extremamente necessário falar sobre a cultura do estupro. “A cultura do estupro caminha ao lado da ideia de que homens não conseguem conter seus instintos. Ela está totalmente ligada ao falso consenso que poderia dar uma criança. Ela é reforçada pela infantilização de mulheres adultas. A impunidade é sua melhor amiga e a culpabilização da vítima sua principal arma“, afirma.

Ouvida pela articulista, a gerente de conteúdo da Think Olga, Luise Bello, reforçou a importância de oferecer essa oportunidade de desabafo. “Finalmente ela podem ter voz para falar, ter espaço para mostrar o absurdo que isso é. Falar é mostrar que o problema existe, é usar nossa voz para mostrar que acontece sim, que incomoda sim, e que nenhuma criança merece passar por isso”, diz. Dados oficiais e recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que 70% das 500 mil mulheres que são vítimas de estupro por ano no Brasil são crianças e adolescentes – sendo 51% menores de 13 anos.

Veja abaixo alguns dos relatos:

twitter1 twitter2 twitter3 twitter4 twitter5 twitter6

 

Observatórios e ouvidorias: experiências de crítica midiática e cidadania na América Latina

María Patricia Téllez Garzón

A partir de reflexões sobre Observatório de Imprensa do Brasil, Veeduria Ciudadana de Comunicación Social e Compromiso por una Televisión de Calidad, na Colômbia, María Patricia Téllez Garzón busca indagar o papel que desenvolvem estes espaços no processo de democratização da informação na América Latina. Utilizando o Estudo de Caso como estratégia metodológica, a autora descreve antecedentes, estratégias midiáticas utilizadas e, de modo particular, a presença da cidadania no interior destas três experiências selecionadas. A tese de doutorado fecha com uma reflexão sobre a relação entre mídia e democracia a partir dos observatórios e ouvidorias.

DOWNLOAD: Biblioteca 05 – Experiências de crítica midiática e cidadania na América Latina

O Outubro Rosa no esporte

Este conteúdo é iniciativa da Nova/SB Comunicação. Saiba mais em cip.ig.com.br. O texto desta edição comemora o Outubro Rosa. Outubro Rosa é um movimento mundial que mobiliza, desde 1990, governos, ONGs e empresas pela prevenção do câncer de mama, o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, correspondendo a 22% dos novos casos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 57 mil casos novos de câncer de mama serão diagnosticados até o final de 2015. O Blog não possui a permissão do proprietário para o compartilhamento do vídeo.
Para assisti-lo, clique na imagem abaixo.
 

outubro4 Os fãs que costumam acompanhar a NFL, Liga de Futebol Americano, já notaram que os jogos ganharam um toque especial desde o início de outubro. É a Crucial Catch, campanha da Liga Nacional de Football (NFL) e da Sociedade Americana de Câncer  que celebra o Outubro Rosa promovendo a prevenção do câncer de mama e oferecendo gratuitamente recursos para mamografia de triagem para as mulheres nos estádios e em comunidades carentes.

A parceria entre a NFL e a Sociedade Americana de Câncer  existe desde 2009,  quando a esposa do jogador Brett Favre venceu a luta contra a doença ao diagnosticá-la com antecedência. Desde então, patrocinadores, organizadores eoutubro2 jogadores abraçaram a causa do Outubro Rosa.  O rosa está em ítens dos uniformes usados pelos jogadores e treinadores – como luvas, chuteiras e bonés na cor rosa – além da adaptação das logomarcas do patrocinadores e da própria NFL, exibida no centro dos campos e nas bolas oficiais dos jogos.

Após cada jogo da liga, os ítens são vendidos em um leilão oficial da NFL. O objetivo é ajudar a Sociedade Americana de Câncer a implementar o programa CHANGE, que há três anos vem capacitando sistemas de saúde de pequenas comunidades para aumentar o acesso aos exames de câncer de mama. De acordo com a NFL, desde o

05 Oct 2014, Charlotte, North Carolina, USA --- 05 October 2014: Carolina Panthers quarterback Cam Newton (1) takes a moment to reflect during a Cancer Awareness Sunday prior to first quarter action between the Chicago Bears and the Carolina Panthers at Bank of America Stadium in Charlotte, NC. --- Image by © Jim Dedmon/Icon Sportswire/Corbisinício da campanha Crucial Catch já foram arrecadados aproximadamente $8 milhões de dólares. Os recursos ajudaram, segundo a organização, a salvar a vida de mais de um milhão de mulheres nos estados Unidos. Para ajudar a Sociedade Americana de Câncer, acesse donate.cancer.org.

 
 
Marque Esse Gol
 
 

rafaelO Outubro Rosa também chegou ao principal campeonato esportivo do Brasil. Em uma ação realizada na última quarta-feira durante um jogo pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras, em parceria com a ONG Meninas de Peito, promoveu uma série de ações para engajar seus torcedores na campanhaMarque Esse Gol, que alerta para a importância da prevençnao e disgnóstico precoce do câncer de mama.

No início da partida, todos os jogadores entraram em campo ao lado de mulheres que lutam – ou lutaram – contra o câncer, vestindo camisas personalizadas com um símbolo no formato de uma cicatriz rosa no lugar do escudo do Palmeiras. Além disso, estão sendo oferecidos exames de mamografia gratuitos no Allianz Parque, o estádio do time, até o dia 16 de outubro. Basta fazer um cadastro no site oficial da campanha e se dirigir ao estádio, que conta com caminhões devidamente adaptados.

No final do mês será a vez do maior rival do Palmeiras aderir à ação. Entre os dias 26 e 31 de outubro, o Corínthians também irá oferecer os exames de forma gratuita, mas em seu próprio estádio, em Itaquera. Já o Santos,  em parceria com o Instituto Neo Mama e a Prefeitura de Santos, irá realizar uma série de ações nos antes e no intervalo dos jogos que serão realizados na Vila Belmiro. No sábado (17), pelo Campeonato Brasileiro feminino, as Sereias da Vila vão entrar com 11 mulheres que venceram a doença e estarão com bonés rosas, na partida contra o Centro Olímpico. A entrada é gratuita.  No domingo (18),  na partida contra o Goiás, é a vez do time masculino. Além disso, bandeiras e faixas estarão no gramado para alertar sobre a importância da prevenção.

Cidades criativas, soluções inventivas – O papel da copa, olimpíadas, museus e bibliotecas internacionais

Em tempos de Olimpíada Rio-2016 a questão do legado social e a discussão sobre benefícios e prejuízos para as cidades ressurgem na pauta. Lançado em 2010, “Cidades criativas, soluções inventivas – o papel da Copa, Olimpíadas e dos Museus Internacionais”, organizado pela pesquisadora e consultora Ana Carla Fonseca, especialista em economia criativa, (http://garimpodesolucoes.com.br/o-que-fazemos/livros/) busca identificar o legado dos grandes eventos culturais e esportivos para a economia criativa e cidades criativas. O estudo analisa cinco casos práticos: Olimpíada de Londres, Olimpíada de Barcelona, Copa da África do Sul, Museu Guggenheim de Bilbao e Parques-Bibliotecas de Bogotá e Medellín. Embora fora do contexto dos megaeventos esportivos, o caso inspirador da Colômbia merece uma leitura atenta pela proximidade e semelhança dos desafios brasileiros.

Download Cidades-Criativas-Soluções-Inventivas – O PAPEL DA COPA, DAS OLIMPÍADAS E DOS MUSEUS INTERNACIONAIS. Organização: Ana Carla Fonseca Reis. Edição: Garimpo de Soluções. Autor/es: Ana Carla Fonseca Reis, Graham Hitchen, Avril Joffe, Jordi Pardo, Roberto Gómez de la Iglesia, Miren Morato, Germán Rey. Ano: 2010

A Imprensa e o autoengano do interesse público

*Alberto Dinesexclusivo

Altamente concentrada, indiferenciada, corporativa – quase um pool – e cada vez menos pluralista e transparente, nossa imprensa está substituindo sua razão de ser – a defesa do interesse público – por um processo de preservação dos próprios privilégios desobrigada de explicar suas escolhas e oferecer satisfações sobre seus procedimentos.

Ao escolher a então nascente rede mundial de computadores como plataforma, o grupo de fundadores do “Observatório da Imprensa” fez algumas opções cruciais. A primeira delas — não tão óbvia como pode parecer hoje — referia-se ao modelo a ser adotado: serviço público.

Em 1996, a internet aparecia como alternativa à obsessão quantitativa da grande imprensa. Jornais apostavam nos recursos de marketing,  distribuição de colecionáveis, nas grandes tiragens, na impressão em cor e na cadernização desenfreada.

A internet assumia-se como serviço auxiliar, segmentado. Focado exclusivamente na crítica da mídia, porém franqueado a toda sociedade, o OI pretendia empurrar a discussão sobre o desempenho da imprensa para um ambiente que raramente frequentava: seus usuários.

Não era expressivo o número nem a audiência de publicações acadêmicas sobre jornalismo e comunicação, mas a vertiginosa multiplicação das escolas e faculdades de comunicação social indicava um nicho promissor embora pouco atuante e passivo.

A noção (sequestrada da física quântica) de que a observação de um fenômeno pode funcionar como uma intervenção no seu desenrolar e a certeza de que leitores, ouvintes e telespectadores, devidamente motivados podem constituir um legítimo contra-poder ao poder dos grupos  empresariais de mídia, consolidaram as premissas iniciais do projeto.

O resto da história é conhecido. Inesperadas, surpreendentes, foram as contradições que fomos obrigados a superar ao longo de quase duas décadas porque a imprensa, embora formalmente classificada como um serviço público vital para a manutenção do Estado de Direito democrático comportava-se cada vez mais distanciada dos seus compromissos históricos.  Talvez seja a única atividade econômica que conseguiu obter garantias constitucionais para o seu exercício apesar de cada vez mais distanciada e desatenta às contrapartidas previstas no seu “contrato social”.

Altamente concentrada, indiferenciada, corporativa – quase um pool – e cada vez menos pluralista e transparente, nossa imprensa está substituindo sua razão de ser – a defesa do interesse público – por um processo de preservação dos próprios privilégios desobrigada de explicar suas escolhas e oferecer satisfações sobre seus procedimentos.

As divergências ontológicas e orgânicas entre o “Observatório da Imprensa” e a grande imprensa ficam claras quando se examina o comportamento desta ao embargar qualquer notícia ou comentário sobre o drástico enxugamento ocorrido na redação dos veículos impressos do Grupo Globo no último dia 1 de Setembro. A turbulência interna mais expressiva no jornalismo impresso desde a redemocratização do país está sendo mascarada e disfarçada tanto pelo veículo que a promoveu como pelos supostos concorrentes (na verdade parceiros).

Um esmerado processo de manipulação de informações escondeu dos leitores e cidadãos o tamanho da crise que revirou nosso jornalismo de ponta cabeça. Nenhum colunista foi afastado ainda que alguns tenham aceito revisões no contrato de trabalho na condição de Pessoas Jurídicas. O importante era fingir que nada aconteceu. Mesmo que as edições diárias exibam os danos causados por ostensivo enxugamento.

Como um serviço público comprometido com a busca da verdade o “Observatório da Imprensa” não poderia compactuar com este factoide coletivo. Demitir empregados é um recurso extremo, porém  absolutamente legal desde que respeitada a legislação laboral. Outra coisa é camuflar um vultoso processo de reengenharia com demissões em massa de funcionários e colaboradores. Se a imprensa sente-se liberada para revelar demissões e reorganizações de montadoras de automotivos de modo a alertar o leitor- contribuinte para o que se passa na economia real então porque se impõe a autocensura no sistema midiático?

Os executivos que costuraram a cortina de silêncio sobre a crise dos jornais não imaginaram que o noticiário acabaria vazando para blogs e redes sociais?  Porventura concluíram que o estrago seria minimizado caso as notícias ficassem restritas à mídia digital? Ou trata-se do velho pavor da palavra impressa com todas as letras?

A grande verdade é que a recente escamoteação de fatos protagonizada pelo “Globo” & empresas amigas enfiou nosso jornalismo impresso na estranha categoria dos veículos corporativos e alavancou o jornalismo crítico para o estágio superior de meta-jornalismo.

(*) Alberto Dines, jornalista, escritor, fundador do Observatório da Imprensa.

Consumidores são vítimas das grandes marcas

No Brasil, apesar dos avanços e do papel ativo das instituições fiscalizadoras, as empresas estão longe de um padrão de civilidade e respeito aos direitos do cidadão/consumidor. Todo ano, o volume de reclamações permanece como se fizesse parte do modelo de atendimento. Grandes marcas continuam com uma comunicação em dissonância com a prática.

Anualmente, o Procon publica um relatório, denominado “Ranking das Reclamações Fundamentadas”, que apresenta todas as reclamações julgadas pertinentes. De acordo com a definição apresentada no próprio documento, “reclamação fundamentada é aquela que, após passar por uma análise jurídica, é julgada procedente, ou seja, o pleito ou reclamação do consumidor tem fundamento e segue os trâmites previstos em lei”.

Ao analisar o relatório referente ao ano de 2013, publicado pelo Procon-DF, verificou-se que foram registradas 4122 reclamações. Dessas, apenas 44% foram atendidas. As 10 empresas que mais receberam reclamações foram: Ricardo Eletro (144), Via Varejo (143), Banco do Brasil (144), LG (96), TIM (89), Claro (75), Oi Móvel (63), Banco Panamericano (62), Carrefour (62) e Submarino Shoptime Americanas.com (60). Nota-se que das 10 primeiras posições, quatro são ocupadas por grandes empresas de telefonia e duas por instituições financeiras.

Em 2014, registrou-se um aumento no número de reclamações, totalizando 5090 registros. Desses, apenas 42% foram atendidos e as 10 empresas que mais receberam reclamações foram: Banco do Brasil (158), Ricardo Eletro (153), Qualicorp Administradora de Benefícios (148), Oi Móvel (120), GVT (114), Oi (99), Via Varejo (88), Claro (86), TIM (86) e Banco BMG (73). Neste ano, das 10 primeiras posições, cinco são ocupadas por grandes empresas de telefonia e duas por instituições financeiras.

É um panorama que se repete em outros estados. De acordo com o Procon-SP, na lista incômoda das 10 empresas com maior volume de queixas, no Estado de S. Paulo, em 2014, estão Vivo, Claro, Lenovo CCE, Itaú, Oi, Bradesco, Pão de Açúcar, Tim, Sky e Caixa Econômica Federal.

No consolidado nacional, em 2014, os Procons de todo o País receberam 2,490 milhões de reclamações no ano passado, uma média de 206 mil consumidores atendidos por mês. O número subiu em relação ao ano anterior – quando foram feitos 2,481 milhões de atendimentos – e é 22,6% maior do que o de 2012. Os dados fazem parte do Boletim Sindec 2014, documento que reúne informações sobre as demandas dos consumidores apresentadas aos Procons integrados ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec).

No âmbito nacional, a líder entre as empresas com mais reclamações entre as companhias de telecomunicações foi a Oi, com 196.377 queixas. Entre os bancos, o Itaú foi o campeão de reclamações, com 81.537. Ponto Frio, Casas Bahia e Extra estão no topo da lista do varejo, com 50.585 queixas. Na indústria, a Samsung é a que mais teve reclamações: 29.250. A Celpav (distribuidora de energia do Pará) teve 7.864 demandas nos Procons e liderou no setor de energia elétrica. Entre as empresas que oferecem planos de saúde, a Amil teve 2.685 queixas. A campeã das reclamações entre as companhias aéreas foi a TAM, com 3.507 reclamações.

De volta aos dois relatórios do Procon sobre o mercado do Distrito Federal, constata-se que seis empresas estiveram entre as 10 primeiras posições durante os dois anos. São elas: TIM, Claro, Oi Móvel, Banco do Brasil, Via Varejo e Ricardo Eletro.

A partir destes dados, pergunta-se: apesar dos grandes investimentos em marketing e publicidade, por que grandes empresas continuam a liderar rankings como este? Hoje, há uma preocupação por parte das empresas em instituírem meios de comunicação que possibilitem uma comunicação pública? Considerando que os temas das reclamações sejam recorrentes, há um trabalho destas empresas junto aos consumidores/clientes para sanar os respectivos problemas?

Falta “Comunicação Pública”?

Dentre os conceitos existentes na literatura sobre comunicação pública, Jorge Duarte aponta a centralidade do cidadão, aspecto relevante e pertinente na situação apresentada acima. Segundo ele:

“Comunicação pública, então, deve ser compreendida com sentido mais amplo do que dar informação. Deve incluir a possibilidade de o cidadão ter pleno conhecimento da informação que lhe diz respeito, inclusive aquela que não busca por não saber que existe, à possibilidade de expressar suas posições com a certeza de que será ouvido com interesse e a perspectiva de participar ativamente, de obter orientação, educação e diálogo”. (DUARTE, 2009, p.64)

O jornalista Maurício Lara caminha neste mesmo sentido. Ele utiliza uma metáfora quando diz em um de seus livros que há “sete portas” na comunicação pública. Quando se refere à uma das “portas”, a da ‘relação com o público’, ele coloca:

“Uma empresa atua em uma área que vive na mira dos órgãos de defesa do consumidor, mas afirma que faz tudo direito, que cumpre a lei e que quase todas as reclamações acabam bem resolvidas, com o cliente satisfeito. Só que não é isso que sai na imprensa. Ao contrário, vira e mexe a empresa aparece como a vilã de ‘mais uma reclamação no Procon’. Pergunta: alguém da cúpula dessa empresa já visitou os órgãos de defesa do consumidor para dizer que a organização está aberta a sugestões e críticas, que os índices de solução nas reclamações são quase totais, que as reclamações vêm caindo mês a mês, porque os sistemas estão sendo aperfeiçoados e a meta é chegar a zero?”. (LARA, 2007, p. 88)

Outros autores também trabalham com este norte. Pierre Zémor trata sobre este tema e elenca três pilares fundamentais para o exercício de uma comunicação pública: a recepção do usuário/cliente, a escuta e o diálogo.

Apesar de expressivos investimentos em marketing e publicidade as empresas devem se preocupar, cada vez mais, em instituírem meios de comunicação efetivos entre a empresa e o cidadão/consumidor.

Por fim, com base nos rankings publicados pelo Procon-DF nos últimos dois anos, sugere-se, como prosseguimento das investigações em comunicação pública, levantar e buscar entender porquê reiteradamente grandes empresas estão sempre presentes nas reclamações registradas pelos consumidores.

Provisoriamente, na pesquisa da autora, constata-se que a repetição de um padrão recorrente de reclamações, nocivo aos interesses do consumidor, está relacionada à gestão de recursos humanos nas empresas, como falta de treinamento adequado, ausência de funcionários e pressões para alcance de metas e resultados.

Em vez de gerarem esse prejuízo na reputação, as organizações podem efetivamente ouvir os consumidores. As reclamações/insatisfações apresentadas pelos consumidores configuram como uma “consultoria gratuita”, uma vez que as empresas têm a oportunidade de tomar conhecimento do que não está mais atendendo seu cliente, bem como de qual produto ou serviço necessita de reformulação.

O objetivo fim é instituir uma relação de confiança entre a empresa e o consumidor. Quando assim a comunicação pública for entendida, e o cliente for colocado em primeiro lugar, haverá grandes chances de ocorrer uma redução no número de reclamações registradas nos órgãos de defesa do consumidor.

(*) Lorena Martins é formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub); pós-graduada em Assessoria em Comunicação Pública, pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB); e funcionária do Banco de Brasilia, atuando na área de Comunicação há quatro anos.

(obs.) Este texto é um resumo do artigo “Comunicação Pública: A relação Consumidor x Ouvidoria dos Bancos Públicos”, apresentado como conclusão do curso de Pós-Graduação de Assessoria em Comunicação Pública, IESB, Brasília, 2013.

Referência bibliográfica

Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2014.
Disponível em: <http://www.procon.df.gov.br/relatorios/fundamentadas2014.html>.
Acesso em 11 mai. 2015.
Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2013.
Disponível em: <http://www.procon.df.gov.br/relatorios/fundamentadas2013.html>.
Acesso em: 11 mai. 2015.
Cadastro de Reclamações Fundamentadas 2014.
Disponível em: <http://sistemas.procon.sp.gov.br/reclamacao_fundamentada/>.
Acesso em: 26 ago. 2015.
Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) Boletim Sindec 2014. Disponível em: <http://www.justica.gov.br/noticias/em-2014-mais-de-2-4-milhoes-de-consumidores-reclamaram-aos-procons/boletim-sindec-2014.pdf >.
Acesso em: 26 ago. 2015.
DUARTE, Jorge. (org.) Comunicação Pública: estado, mercado, sociedade e interesse público. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2009.
LARA, Maurício. As sete portas da comunicação pública – como enfrentar os desafios de uma assessoria. 1.ed. Belo Horizonte: Gutenberg, 2007.
OLIVEIRA, Maria José da Costa. (org.) Comunicação Pública. Campinas, SP: Editora Alínea, 2004.

Jornalismo Número Zero

Este espaço será ocupado por resenhas de livros, discos, filmes e outras manifestações culturais. O novo livro de Umberto Eco, “Número Zero” (Editora Record, 207 páginas) inaugura esta seção. O romance aborda uma imaginária publicação jornalística que é uma máquina de difamação, manipulação e chantagem de adversários. De forma engenhosa, o livro mistura ficção e realidade, convidando o leitor a desconfiar de tudo. Muito além do sensacionalismo, o engano é o espírito do nosso tempo.

A trama é curiosa. Uma equipe editorial sem histórico profissional recomendável é reunida sob o patrocínio do Comendador Virmecat para elaborar um novo jornal, batizado de “Amanhã”. A publicação terá sucessivas edições experimentais (números zero) destinadas puramente à chantagem.

O conteúdo da apuração obedece essencialmente à lógica de difundir informações capazes de alarmar setores econômicos e políticos. A decisão de publicar, ou não caberia, ao Comendador. Aqueles “que ele não se importa de alarmar”, explica um personagem, seriam os alvos preferenciais das matérias.

A verossimilhança das reportagens com a realidade, de teor constrangedor ou no mínimo embaraçoso junto a pessoas influentes, dará o impulso para a negociação. A contrapartida de favorecimentos, ou pagamentos em dinheiro, será simplesmente o jornal não circular.

“Número Zero” remete, em vários momentos, para eloquentes exemplos de mau jornalismo e consagração do sensacionalismo. Situações que estão presentes, por exemplo, nas narrativas de Samuel Wainer (“Minha razão de viver – memórias de um repórter”, Editora Record, 1987) e na biografia de Assis Chateaubriand, criador do império Diários Associados (Chatô, o Rei do Brasil, por Fernando Morais, Companhia das Letras, 1994).

Ao escrever para o Estado de S.Paulo (18/07/2015), o crítico Luiz Zanin Oricchio observou que o livro descreve “práticas que bem podem servir de carapuça para parte da imprensa contemporânea”. Num dos trechos, um dos protagonistas ensina como produzir matérias com acusações que, mesmo sem provas, intimidam e acabam não sendo alvo de processos daqueles que foram difamados. A cínica lição ensinada pelo chefe é: não mentir, claro, mas distorcer a realidade só contando verdades.

Outra passagem do livro mostra como “editorializar” reportagens, isto é, como contaminar uma matéria factual por meio da seleção e inclusão de declarações de fontes que expressam a mesma opinião do jornal. No manual de redação do “Amanhã”, essas falas deveriam ser mais racionais e elaboradas em comparação com as falas escolhidas dos representantes de outro ponto de vista, também presente na matéria dentro do ritual perfeito de mascarar a imparcialidade.

O pano de fundo do romance é a realidade política da Itália a partir do pós-guerra, o que requer certa familiaridade com os personagens e meandros históricos inseridos na trama.

Mas as críticas tradicionais ao jornalismo estão longe de oferecer novidade para o apetite dos leitores. O que tem sabor especial são as teorias conspiratórias que pairam hoje sobre os acontecimentos. Alimentadas pelo espírito investigativo de destacado integrante da equipe editorial as ‘conspirações’ merecem instigante abordagem de Umberto Eco.

O pano de fundo da história diz respeito aos complexos dilemas jornalismo na sua vã tentativa de domar a subjetividade. Por um lado, o conflito entre transparência e informação ocorre no terreno minado das ocultações do poder político-econômico. Por outro, reproduzir ou reconstruir fatos significa admitir que a realidade (sobretudo o mundo da política) é assombrada por alucinações, versões, fantasias, delírios.

“Você tem dois coquetéis perfeitos, e já não sabe qual é o mais autêntico”, afirma uma personagem ao abordar as circunstâncias misteriosas que engendram a transformação de “exaltadas fantasias” em “indícios de realidade”.

Mais do que a crítica ao jornalismo sensacionalista, a originalidade do livro é apontar, com ironia e sutileza, que desconfiar dos jornais não basta. “O engano é um estado de espírito, e é o espírito do Estado” (p.198). Ou, de forma mais ampla: o engano paira sobre o espírito de nosso tempo.

(resenha: Armando Medeiros de Faria – Conexão Pública)

Democracia e República: desafios governamentais e da esfera pública no século XXI

O Estado brasileiro confronta-se, neste início de século, com extraordinários desafios. De um lado, é herdeiro de séculos de patrimonialismo, clientelismo e múltiplas formas de apropriação privada dos recursos públicos, materiais e imateriais, contribuindo para reproduzir e ampliar desigualdades na repartição da riqueza social e dos meios de exercício do poder. De outro lado, defronta-se com novos e intensos ataques a conquistas que marcaram o processo de transição democrática e da própria consolidação democrática subsequente, e que afirmaram um conjunto de direitos econômicos, sociais, culturais e participativos ainda não plenamente realizados.

A comunidade acadêmica tem acompanhado os embates e conflitos sociais e políticos que interpelam as administrações públicas e, de modo mais amplo, o próprio Estado brasileiro, em suas múltiplas facetas: formas de representação e exercício do poder político; administração da coisa pública; garantia de direitos e soberania do povo brasileiro. Embora nem sempre adequadamente organizada e divulgada, a produção acadêmica e científica pode contribuir em muito para o debate qualificado e democrático de problemas e caminhos possíveis.

Ao mesmo tempo, pela sua posição particular e seu engajamento na formação de profissionais e pesquisadores, a comunidade acadêmica e científica do Campo de Públicas pode propiciar um rico e dinâmico diálogo com as múltiplas e diversas formas de expressão e organização da sociedade civil, de quem, em última instância, deverão emergir opções e caminhos para a reinvenção da esfera pública e a construção e consolidação de um Estado brasileiro efetivamente republicano e democrático.

O Campo de Públicas é designado como um campo multidisciplinar de ensino, pesquisa e fazeres tecnopolíticos, no âmbito das Ciências Sociais Aplicadas e das Ciências Humanas, que se volta para assuntos, temas, problemas e questões de interesse público, de bem-estar coletivo e de políticas públicas inclusivas, em uma renovada perspectiva republicana ao encarar as ações governamentais, dos movimentos da sociedade civil organizada e das interações entre governo e sociedade, na busca do desenvolvimento socioeconômico sustentável, em contexto de aprofundamento da democracia.

Sua expressão no âmbito do ensino é configurada por um número crescente, notadamente a partir de 2005, de cursos de graduação, sobretudo de bacharelado, com as denominações de Administração Pública, Gestão de Políticas Públicas, Gestão Pública, Gestão Social e Políticas Públicas. No âmbito da pós-graduação também vem despontando grande número de novos cursos, com variadas denominações particulares. Conquistou reconhecimento e identidade institucional em 2014, como campo de formação acadêmica e profissional, com a edição de Diretrizes Curriculares Nacionais próprias.

A geração, a expansão, o aprofundamento e a disseminação de conhecimentos próprios do campo são condições para a sua consolidação e a sua materialização enquanto comunidade científica.

Com o objetivo de reunir, discutir e divulgar a produção científica do Campo, bem como propiciar o intercâmbio entre professores, pesquisadores, estudantes, profissionais, organizações governamentais e não governamentais, será realizado, neste ano de 2015, em Brasília – DF, o I Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa no Campo de Públicas – I ENEPCP, focado no tema Democracia e República: Desafios Governamentais e da Esfera Pública no Século XXI.

A realização do encontro, de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2015, representa importante passo rumo aos propósitos de fortalecimento desta comunidade acadêmico-científica, assim como de afirmação da relevância de sua contribuição na formação de quadros profissionais e na elaboração de novas abordagens teórico-conceituais, metodológicas e práticas.

O evento, organizado no formato de conferências, mesas redondas, sessões temáticas e sessões livres, irá reunir pesquisadores, profissionais, professores e estudantes, de graduação e pós-graduação, em um ambiente propício para a exposição, o intercâmbio e o debate de pesquisas, estudos e experiências sobre temas inerentes ao Campo.

Mais informações:
https://www.facebook.com/groups/983819088304825/
http://www.enepcp.org/acp/c/Programacao
____________
CAPACITAÇÃO EM COMUNICAÇÃO PÚBLICA
Caso seu interesse na área pública seja capacitação em:

  • Media Training;
  • Gestão de Riscos em Comunicação;
  • Gestão de Mídias Sociais;
  • Consultoria, Planejamento e Estratégia em Comunicação,
  • Legislação, elaboração de Projetos Básicos e Termos de Referência;

Fale conosco: contato@conexaopublica.com.br

Por um código de ética na comunicação pública e de governo

O Código de Ética na Comunicação Pública e de Governo foi fruto de um trabalho coletivo no âmbito de um curso de pós-graduação na USP. Envolveu os alunos em busca de definições, premissas e deveres da comunicação pública. A proposta era complementar o Código de Ética que rege ocupantes de cargos e funções públicas. Foi formulada pelos participantes do primeiro curso de extensão sobre “Comunicação Pública e de Governo”, ministrado pelo professor Bernardo Kucinski, na ECA-USP, durante o 1º semestre de 2009.

POR UM CÓDIGO DE ÉTICA NA COMUNICAÇÃO PÚBLICA DE GOVERNO

I – Sobre o lugar da Comunicação Pública  no Estado Democrático

1 – É dever intransferível do Estado e direito do cidadão a prestação de contas e da informação veraz pronta e clara sobre os atos, serviços e propostas de políticas públicas de todos os níveis de governo;

2 – A Comunicação Pública  é um bem público constitutivo do Estado  Democrático fundado nos princípios  da  publicidade , moralidade , legalidade e impessoalidade dos seus atos;

3 – A Comunicação Publica é a determinante básica dos processos internos de elaboração, compartilhamento  e consolidação das informações;

4 – A Comunicação Pública é estratégica na criação de sentidos de interesse público, e na participação popular na formulação , implantação e avaliação de políticas públicas;

5 – A Comunicação Pública é co-responsável por políticas públicas de democratização e universalização da informação e inclusão digital

 II-   Sobre os deveres da Comunicação Pública

6 – A Comunicação Pública deve pautar-se pela verdade factual e contextualizada;

7 – A Comunicação Pública não pode dificultar, de nenhuma  forma, o acesso do cidadão e da imprensa à informação pública;

8 – A informação de Estado é um patrimônio documental da sociedade, não podendo ser alterada arbitrariamente ou utilizada para fins que não sejam do interesse público;

9 – A Comunicação Pública deve ser a–partidária e laica;

10 – A Comunicação Pública não pode se valer de sofismas, meias – verdades ou da linguagem da sedução, nem mesmo em suas operações de propaganda paga;

11 – A Comunicação Pública deve zelar pelo bom entendimento público das políticas, declarações  e posições de governo;

12 – A informação na Comunicação Pública deve evitar ambigüidades de interpretação

13 – Sempre que necessário, deve ser explicitada a metodologia usada na geração  da informação;

14 – A informação na Comunicação Pública deve ser  completa, pertinente e voltada ao atendimento do cidadão;

15 – A Comunicação Pública deve estimular a participação do cidadão na formulação das políticas públicas;

16 – A Comunicação Pública deve ser ágil, atenciosa, disponível a todos os públicos;

17 – A Comunicação Pública deve se esforçar  para  contatar públicos com menos acesso à informação.

18 – A Comunicação Pública deve  apoiar, valorizar e facilitar  o  trabalho da imprensa,

19 – A Comunicação Pública deve procurar sempre o máximo alcance social e benefício público

20 – A Comunicação Pública deve informar de modo  responsável, evitando criar situações de  pânico,  medo ou insegurança;

21 – A Comunicação Pública deve se pautar pelo princípio da eficácia, procurando sempre os melhores recursos técnicos e a linguagem  adequada para cada público;

22 – A Comunicação Pública abrange os veículos estatutários  de informação de Estado, tais como o Diário Oficial, Editais e Proclamas

23 – Nas relações com a mídia a Comunicação  Pública deve zelar  pelos princípios éticos do jornalismo, de respeito à veracidade  de interesse público;

24 – As  relações da Comunicação  Pública com a mídia devem se pautar pelo tratamento  eqüitativo, evitando o favoritismo;

25 – As relações da Comunicação  Pública com a mídia devem ser formais ,sendo vedado o vazamento e o anonimato;

III-     Sobre o uso de propaganda paga na Comunicação Pública

26 – A Comunicação Pública deve reservar o uso da propaganda paga às campanhas de utilidade pública ou situações excepcionais, nas quais esse é o único meio eficaz de informar;

27 – O recurso à propaganda paga  deve se pautar  pelos princípios da essencialidade, impessoalidade, eficácia e parcimônia;

28 – A alocação dos recursos, sem prejuízo dos princípios do item 23, deve ser compatibilizada com políticas públicas de democratização e universalização da informação; 

29 – As campanhas e operações que se valem da compra de espaços publicitários devem ser gerenciadas diretamente  pelas equipes da própria administração  pública e , quando possível, por elas concebidas;

IV-    Sobre as relações internas na Comunicação Pública

30 – As relações de trabalho dos condutores da Comunicação Pública com seus superiores e subordinados devem se pautar pelos princípios da impessoalidade, interesse público austeridade e participação;

31 – A Comunicação Pública deve ser sempre pensada como responsabilidade do Estado concebida e executada coletivamente e em equipe;

32 – A lealdade às administrações  é essencial ao funcionamento coletivo e harmônico da comunicação pública, mas não pode prevalecer sobre os direitos de cidadania que caracterizam o Estado de Direito, transparente e democrático, austero e participativo;

Participantes e suas  Instituições de origem 

Alexandra Penhalver Netto Câmara Municipal de SP – Assessora de Imprensa – Vereador José Police Netto
Alexandre do Nascimento Souza Observatório Brasileiro de Mídia – Analista de mídia
Anésia José Mirabili Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus – Assessoria de Comunicação
Belmira Estela Batistini Companhia do Metrô – Analista de Gestão de Processos Operacionais
Cássia Fontana Rodrigues Perez Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania – Assistente Técnico de Direção
Clarissa Alves Passos Editora ZAP – Assessoria de Imprensa
Cristina Miyuki Sato Mizumura MDA/INCRA – Assessoria de Comunicação
Daniela Monteiro Bispo Aranha Prefeitura Municipal de Taboão da Serra – Assessoria de Imprensa
Daniele Cristine Galdino Siqueira Relações Públicas – Prefeitura Municipal de Caçapava
Fábia Renata Souza de Oliveira Câmara Municipal de São Paulo – Assessoria de Imprensa de Eventos Esportivos – Vereador Penna
Flávia Alves de Almeida Banco Bradesco S/A – Analista de Comunicação
Inês Fernandes Correia Momentum Editora & Comunicações – Consultora / PMSP – Assessora Técnica
João Carlos Bigarian Junior Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania – Assistente de Comunicação
Jordana Dias Pereira Estudante – Unicamp
Elias Pereira Observatório Brasileiro de Mídia
Márcia Regina Couto Guimarães Entre Empregos – Atendimento assinaturas Ed. Três, Globo e Abril
Marina Koçouski Ministério do Desenvolvimento Agrário/INCRA – Assessoria de Comunicação
Marisa do Carmo Ramazotti Prefeitura de Santana do Parnaíba – Coord. de Com. Social – Secretária Municipal de Com. Social
Maurício de Araújo Prefeitura Municipal de Mairiporã – Assessoria de Imprensa
Paula Kasparian Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes – Coordenadora de Comunicação
Rafael Machado Simões Observatório Brasileiro de Mídia – pesquisador
Rafaela Beraldo Maciel Leme Bragança Jornal Diário – jornalista
Renato Rovai Junior Editor – Revista Fórum e Publisher Brasil
Ricardo Antonio Liberato PMSP – Secretaria Municipal de Saúde – Assistente Técnico Comunicação Visual
Alexandre Souza Observatório Brasileiro de Mídia
Rosane Maria Bertotti CUT – Dirigente Sindical – Comunicação
Rosângela Rodrigues Hospital Infantil Darcy Vargas – Secretaria de Estado da Saúde
Sandra Regina Rodrigues de Souza Fundação Nacional de Saúde – FUNASA/MS – Assessoria de Comunicação
Silmara Helena Pereira de Paula Prefeitura Municipal de Suzano – Secretaria de Comunicação – Jornalista
Vandirson da Fonseca Costa Aeroporto de Guarulhos – Aeroportuário e Sindicalista
Verônica Reis Cristo Arquivo Público do Estado de SP – Assessoria de Imprensa
Veronika Anna Theodora Paulics Instituto Pólis – Coordenação de Comunicação

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.