O que te move no Dia Mundial Sem Carro?

Este conteúdo é iniciativa da Nova/SB Comunicação. Saiba mais em cip.ig.com.br. O texto desta edição comemora o Dia Mundial Sem Carro, celebrado em 22 de setembro. Como continuam intensas as discussões sobre mobilidade urbana, uso de ciclovias e faixas para pedestres, reproduzimos o conteúdo.

O Dia Mundial sem Carro começou a ser comemorado em 1997, na França. No Brasil, tivemos poucas campanhas e mais ações políticas como o lançamento da Cartilha do Ciclista pelo Ministério das Cidades e autoridades como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, indo de bicicleta para o trabalho (em outros países como Inglaterra e EUA,as autoridades também deixaram o carro e foram para o trabalho usando transporte público). No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes proibiu, por decreto, a circulação dos carros oficiais do municípios no dia de hoje


A pesquisa de Mobilidade Urbana, da Rede Nossa São Paulo e a Fecomercio-SP, divulgada hoje (22), apontou que o tempo médio gasto no trânsito da cidade é de uma hora e 44 minutos, a mesma média da pesquisa anterior. Para 23% dos moradores, duas horas é o tempo mínimo gasto no deslocamento principal do dia, para ir ao trabalho ou à escola. A parcela de 35% perde entre uma e duas horas para chegar ao destino. A pesquisa entrevistou 700 pessoas a partir dos 16 anos, entre agosto e setembro do ano passado. O carro é o meio de locomoção de 60% dos entrevistados e 32% dos donos de carros usam esse meio todos os dias, 36% de vez em quando e 25% raramente.

Além disso, 90% dos entrevistados disseram concordar com com a construção de corredores e faixas exclusivos de ônibus. Meios de transporte alternativos como a bicicleta são usadas por 7% da população. Entre os que não usam, 44% disseram que passariam a usar caso houvesse mais segurança, 18% se houvesse mais sinalização nas ruas e 13% se existissem mais ciclovias.

A empresa Liberty Seguros aproveitou para divulgar o Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana (confira mais aqui). A maior parte das marcas aproveitou as redes sociais para fazer posts sobre o tema. Uma das exceções foi o Uber, que lançou uma campanha mais agressiva para usuários de transportes coletivos via email marketing para sua base de usuários.

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As cidades são para as pessoas, não para os carros. Essa é a mensagem do aplicativo Uber para lembrar o Dia Mundial Sem Carro, celebrado hoje, dia 22 de setembro. Essa mensagem pode parecer contraditória partindo de uma empresa que oferece serviços de motoristas particulares. A empresa apresentou um projeto que incentiva os passageiros a deixar os carros e utilizar outros tipos de transporte na cidade, entre eles, ônibus, barca, metrô e usar o Uber de forma complementar. Entre os dias 22 de setembro e 22 de outubro, o Uber irá conectar seus serviços com o transporte público através do programa UberCONCETA. Quem utilizar os serviços da empresa a partir de estações e terminais de transporte público ganharão um desconto de 10% na viagem. O mesmo funciona para os passageiros que utilizarem o Uber para chegar à esses pontos.

O objetivo é complementar o uso do uber com o transporte público e o valor máximo de desconto é R$40 viagem. Para saber os terminais e estações determinados pelo programa, acesse o blog newsroom.uber.com. “Em 2014, os cariocas perderam cerca de 99 horas no trânsito nos horários de pico. O UberCONECTA é uma maneira para que as pessoas possam acessar a rede, deixar seu carro em casa e passar mais tempo fazendo o que realmente importa“, explica o Uber no e-mail-marketing enviado aos clientes.

Para participar da promoção, basta baixar o aplicativo e escolher entre os serviços uberX ou UberBLACK. O desconto será dado automaticamente ao fim de cada viagem. A empresa aproveita o Dia Mundial Sem Carro também para levantar a discussão sobre a importância da diminuição do uso de carros nas cidades. Para isso, ela convida os internautas a utilizarem a hashtag #oquetemove para falarem o que os move no Dia Mundial Sem Carro e porque gostaria de passar menos tempo no trânsito.

Greenpeace traz amor de volta e desamarra o trânsito

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O Greenpeace fez uma série de ações para o Dia Mundial Sem Carro. Junto com outras organizações, criou lambe-lambes e banners, além de um aplicativo que inclui um badge na imagem de perfil do Facebook. A campanha incentiva o uso da hashtag #desamarreacidade que é o mote da campanha.

Este conteúdo é iniciativa da Nova/SB Comunicação. Saiba mais em cip.ig.com.br.

Gestão Pública: O conteúdo local, o bebê e a água do banho

*Cássio Marx Rabello da Costa

Nunca uma empresa brasileira esteve no centro das atenções dos brasileiros como a Petrobras nos dias de hoje. Em meio a tantas notícias ruins, quando o assunto é Petrobras, espera-se sempre algo negativo. O caldo entornado pela revelação dos mal feitos trouxe consigo uma série de questões que transcendem à simples gestão de uma grande empresa.

Tudo que acontece com a Petrobras, desde a campanha “O Petróleo é nosso!”, se mistura com a vida cotidiana dos brasileiros, de alto a baixo, desde o abastecimento dos tanques dos carros, o preço das passagens de ônibus, ou de avião, até a taxa de formação bruta de capital do País.

O setor Petróleo e Gás (P&G) afeta todas as sociedades contemporâneas, aqui e alhures. Quando uma crise se instala na empresa que, no caso brasileiro, se confunde com o próprio setor de petróleo e gás, é inevitável o seu transbordamento pelos diversos setores da sociedade.

A crise da Petrobras, para além da questão da corrupção e a devida apuração de responsabilidades, que segue curso próprio, trouxe à tona a discussão sobre três pontos fundamentais que envolvem o ambiente regulatório do setor de P&G: o regime de partilha ou de exploração, a obrigatoriedade de participação da Petrobrás em novos investimentos e a exigência de conteúdo local nas contratações da empresa.

Frequentemente, atribui-se ao ambiente regulatório parte dos desafios que a Petrobras enfrenta. Falando especificamente sobre o conteúdo local, vale lembrar que as regras estabelecidas e os percentuais exigidos são definidos por meio de profunda discussão com o setor produtivo. Onde há dificuldades ou falta de competição os percentuais são flexibilizados.

Contudo, há que se considerar que, em tempos de crise global, as encomendas se encolhem e a competição se torna acirrada e até mesmo desleal. Se não houver algum dispositivo que estimule a produção doméstica e a apropriação de tecnologias pela indústria, corre-se o risco de “primarizar” o setor de P&G, o que equivale a condena-lo a se tornar um mero produtor de mais uma commodity, com todos os riscos que isso representa, inclusive o emblemático fenômeno da “doença holandesa”.

Uma das críticas à política de conteúdo local se assenta na falsa premissa de que qualquer tentativa de incentivar a produção local estimularia a criação de reservas de mercado e perda de competitividade. Falando de competitividade, há que se considerar que o ambiente de negócios brasileiro, sob o enfoque de métricas mundialmente aceitas, é pouco competitivo. Boa parte de fatores que determinam a competitividade não estão sob a governança do empresário.

Sendo assim, ou aceitamos que o nosso setor produtivo está submetido a condições desvantajosas que lhe impõem perda de competitividade e, portanto, deve contar com compensações, ou tratamos imediatamente da melhoria das condições competitivas, a começar pela melhoria da eficiência nas atividades de responsabilidade do Estado. Esse é o dilema central. Reduzir a questão à produtividade aos fatores “da portão para dentro” das fábricas é pura miopia.

A cadeia de suprimentos do setor de P&G tem um enorme poder de arraste no setor produtivo. Cria ou destrói empregos de milhares de engenheiros, metalúrgicos, pesquisadores, empresas de bens de capital e por aí vai. São milhares de estudantes, profissionais e empresas que anseiam um lugar ao sol nesse fantástico mundo de oportunidades que a geologia reservou ao Brasil.

Vale lembrar que o ordenamento jurídico brasileiro, a começar pela Constituição Federal, estabelece que as regras para a exploração dos chamados “bens da União”, entre os quais estão incluídos os recursos minerais e a  concessão de serviços públicos, é competência de Estado. Adicionalmente, a própria constituição federal define que o mercado interno “integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio econômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País”.

Não há, a priori, nada de errado no ambiente regulatório brasileiro, o incentivo à produção local é instrumento fundamental de política industrial adotado largamente, principalmente nas economias mais desenvolvidas. Basta citar o bem sucedido by american act, legislação que dá suporte a políticas de apoio a compras de produtores locais dos EUA, desde meados do século passado.

Ao contrário do que alguns querem supor, a política de conteúdo local não significa reservar mercado para meia dúzia de empreiteiros, funcionários e políticos corruptos. Nesses tempos de necessária lavagem a jato é preciso ter claro o que interessa e o que não interessa à sociedade brasileira e cuidar para que, no processo de limpeza, o bebê não seja atirado fora, junto com a água suja do banho.

(*) Cássio Marx Rabello da Costa é engenheiro mecânico, mestre em engenharia de produção e especialista em política industrial da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O artigo não reflete necessariamente a opinião da Agência.

Considerações sobre a publicação de uma foto minha no jornal

*Michelle Daher Vieira

Nossa sociedade, ao longo das últimas décadas, vem passando por uma transformação no modo e intensidade de seexclusivo
comunicar, isto ocorre em conjunto com uma revolução tecnológica e, mesmo já estando integrados a estas novas formas de se expressar, como se jamais pudéssemos ter vivido de outro jeito, ainda estamos descobrindo como melhor utilizar tanta novidade e avaliando qual o impacto que isto tem sobre nossas vidas. Junto com tudo isso, nossa percepção a respeito da realidade que nos cerca é diretamente influenciada pela quantidade e qualidade de informação que nos chega e pelos veículos de difusão que temos acesso.

A internet não só ganhou espaço em nossas vidas como se tornou onipresente na medida em que a temos na palma da mão em nossos aparelhos smartphones e vem ocupando o lugar de provedor de conteúdo antes ocupado apenas pelos veículos tradicionais, como televisão e jornal, que têm tentado se adequar e sobreviver aos novos tempos. Contudo, a chamada grande mídia, como são conhecidas as empresas de comunicação, ainda exercem muita influência como fonte de informação. Mesmo recebendo uma intensa quantidade de dados que nos chega de modo pulverizado – pela internet, panfletos, livros, debates, mídia alternativa, etc – a comunicação massiva ainda é realizada por fontes concentradas nas mãos de poucos que decidem o que é ou não notícia e com que enfoque ela será transmitida. Destacar esta questão é de extrema importância, pois é muito difícil determinar até que ponto nossa percepção da realidade não é afetada e determinada pelo modo como as informações a respeito dos acontecimentos são elaboradas, construídas e apresentadas pelos detentores do monopólio dos meios de comunicação.

Por outro lado, qualquer um de nós pode ser fonte de informação ou notícia e ter alcance mundial, basta publicarmos na internet. As redes sociais proporcionam uma conexão entre as pessoas permitindo que qualquer dado possa se espelhar rapidamente, antes isto era restrito aos grandes grupos econômicos, mas, agora, é possível qualquer indivíduo fazer circular conteúdo e até formar opinião. É aqui que eu entro nesta história.

Num dia desses, durante o expediente de trabalho, posei para uma foto de uma campanha cuja mensagem era comunicar o orgulho em trabalhar na Petrobras, a qual os idealizadores tinham a intenção de tornar viral nas redes sociais, porém esta foto foi utilizada pelo jornal O Globo numa matéria que tinha o objetivo inverso, transparecer que havia um mal estar entre os funcionários, ainda estávamos no início dos escândalos da Lava Jato. É claro que não está tudo maravilhoso dentro da empresa, acredito que os funcionários tem um senso de responsabilidade muito grande com a companhia e trabalham sempre buscando o melhor resultado, sabem que não estamos no nosso melhor momento, mas continuamos trabalhando como sempre trabalhamos. Portanto, o fato de uma foto minha ilustrar mais uma matéria para denegrir a Petrobras me chateou bastante e resolvi utilizar uma rede social para contar a minha versão.

Meu caso é um exemplo de um fenômeno que pode acontecer devido às conexões entre as pessoas via redes sociais. Nunca fui popular, nem no mundo real nem virtual, ninguém se importava com nada que eu publicasse, talvez por isso não tive tanto pudor e preocupação com o que escrevi, simplesmente disse tudo que me veio à cabeça, tudo que sentia a respeito da publicação da minha foto no jornal. Não que desconhecesse que isso poderia ocorrer, mas, sinceramente, não acreditava que muita gente fosse ler e tendo ocorrido não sei se seria capaz de repetir o feito. Então, fiz meu desabafo e ele viralizou na rede, além de ter sido publicado na grande maioria dos blogs de notícias que hoje são minha maior fonte de informação. Não pedi a ninguém que compartilhasse, não fiz nenhuma outra forma de divulgação ou publicidade somente postei e o que ocorreu depois foi absolutamente espontâneo.

A única preocupação que tive era não constranger e ofender aos colegas de trabalho, porque havia mais pessoas na foto, não queria que parecesse ser porta voz dos empregados da Petrobras e nem da própria empresa, principalmente por não ser esta atribuição minha. Contudo, como não controlo o pensamento das pessoas, isso aconteceu, tive todo tipo de retorno, desde xingamentos, a acusações de não trabalhar na Petrobras, de ter sido paga ou coagida a escrever, ou não ser eu a autora, como também tive muito retorno positivo. Não há como agradar a todos e ter unanimidade, ainda bem que existe a diversidade de opinião, mas muita gente se sentiu representada, recebi muitos e-mails e telefonemas de colegas de trabalho, muitos deles agradecendo e afirmando que falei em nome deles.

O fato das pessoas terem interagido, positiva ou negativamente, reforça o quanto já estão íntimas deste estilo de vida que ainda é tão recente, ou seja, emitem a opinião sobre o que pensam a respeito de qualquer assunto através de suas conexões nas redes sociais e, também dialogam, não comigo a emissora da mensagem, mas com o tema em si que é de interesse público e eu só o personifiquei naquele momento. Acredito que isto vem demonstrar que o movimento de adquirir e produzir conteúdo está sendo apropriado pelo público de um modo geral, contudo ainda é disperso porque a grande mídia, que são os grandes detentores dos meios de comunicação e os donos do capital, ainda detém o monopólio da mensagem. Isto ficou claro quando o jornal O Globo tentou se apropriar da mensagem que a foto queria comunicar, para transmitir outra que era de seu interesse.

Sendo assim, o que esse exemplo demonstra é que se torna cada vez mais patente a necessidade de ampliar a pluralidade de vozes, estamos carentes de conteúdo de interesse coletivo e não dos advindos dos proprietários dos veículos de comunicação. As pessoas precisam de multiplicidades de fontes de informação e variedades de opiniões para poder formar as suas próprias, principalmente entender que há uma ditadura ideológica instrumentalizada pretendendo ser aceita como verdade absoluta e imputando um único modo de pensar como legítimo, mas que beneficia apenas uma minoria. Por falta dessa maior diversidade de conteúdo com amplo alcance, existe uma massa de indivíduos que aceitam ideias prontas sem maiores questionamentos por nem sequer saber que existe a possibilidade de questiona-las, estão prisioneiros de um modo de pensar e não conseguem enxergar por outras perspectivas, como se só existisse uma única via de pensamento, apenas as reproduzem e acreditam que tais opiniões são autenticamente suas. A internet e as redes sociais, de certo modo, estão mudando este panorama, mas ainda é insipiente perto do poder reunido por certos grupos de comunicação.

A Petrobras é um caso emblemático, existe uma infinidade de interesses envolvidos (são econômicos, geopolíticos, partidário, governamental, etc, que não vem ao caso discuti-los aqui), só para ter uma dimensão basta lembrarmos que os EUA reativaram a sua Quarta Frota quando a empresa anunciou a descoberta do Pré-Sal. Sendo assim, praticamente tudo que se fala a respeito da Petrobras serve a algum propósito e quem tem o monopólio dos meios de comunicação fará com que a informação que lhe convém se sobressaia em relação às informações pertinentes aos outros interesses. Portanto, terá a mais ampla divulgação justamente o que convém a determinado grupo e não, necessariamente, o que é para benefício da sociedade como um todo.

Não há dúvidas a respeito do interesse sobre a companhia, haja vista o bombardeio diário que vem sofrendo ao longo dos últimos meses e as sucessivas denúncias de vazamento seletivo de informações, por diversos órgãos e pela mídia alternativa, de modo a construir um senso comum negativo a respeito da Petrobras, visando, em parte, destruir o sentimento nacionalista que sempre a vinculou ao povo. Também não é segredo para ninguém o antigo desejo de parcela de nossa sociedade e de algumas transnacionais de que a petroleira seja privatizada em prejuízo à população brasileira como um todo. Utilizam-se da nobre justificativa de combater a corrupção para esconder as verdadeiras intensões, muitas vezes, as ações adotadas passam longe da solução deste problema e podem tornar as coisas ainda piores. Temos assistido diariamente uma espetacularização das investigações da Lava Jato que acima de qualquer coisa tem minando a imagem da companhia.

A Petrobras também tem a sua comunicação e a utiliza para fazer promoção e defender seus interesses, mas tem pouca penetração na sociedade para difundir as informações pertinentes e mostrar às pessoas o seu ponto de vista, a sua versão dos fatos. É preciso entender que o negócio da Petrobras é petróleo, refino e comercialização de derivados, é nisto que investe e desenvolve sua expertise, na “guerra” da comunicação está em imensa desvantagem em comparação a quem é especialista e uma das maiores empresas deste ramo no mundo. Em seu blog “Fatos e Dados” grande parte das postagens é composta por respostas às reportagens da grande mídia, porém dificilmente vemos estas respostas veiculadas e quando o são é feito como “nota de rodapé”, com trechos selecionados de modo a prevalecer o ponto de vista da empresa de mídia, mas com uma aparência de isenção.

Dito tudo isto, devo destacar a necessidade de aprofundar a reflexão sobre estes temas. No caso da Petrobras talvez fosse mais producente repensar e investir numa comunicação mais eficaz, pois esta se bem feita pode trazer retorno na medida em que valoriza a sua imagem e consequentemente a marca da companhia; uma estratégia bem comunicada favorece o relacionamento com outras instituições, inclusive as financeiras; um diálogo bem feito com o mercado proporciona credibilidade e pode elevar o valor de suas ações e; também pode recuperar a empatia das pessoas caso seja necessário defende-la. Nós, como parte integrante da sociedade, devemos refletir a respeito da comunicação que queremos, que melhor atenda nossas necessidades de conteúdo para que seja mais democrática, valorizando a pluralidade de vozes e ao governo cabe promover esta diversificação. Por fim, o que tentei fazer quando publiquei a crítica ao jornal é o que penso sobre como devemos agir enquanto indivíduos: ponderar a respeito das informações que nos chegam, se existem interesses privados dos comunicadores que a transmitem, buscar fontes confiáveis, entender o contexto em que elas se inserem, buscar referências históricas, ouvir o que os especialistas nos assuntos tem a nos dizer e principalmente ter sempre em mente que não existem verdades absolutas.

(*) Michelle Daher Vieira é formada em engenharia metalúrgica na UFRJ e ciências sociais pela UFF, trabalha como Analista de Comercialização e Logística na Petrobras há 9 anos, tendo ingressado em 2006.

Participação e deliberação análise do impacto de novas tecnologias digitais na dinâmica dos orçamentos participativos de BH e Recife

por Dimas Enéas Soares Ferreira

Alguns municípios brasileiros têm adotado mecanismos de participação política e de deliberação pública online, como o OP digital. São experiências que mesclam e- government e e-democracy, usando as NTICs nos processos políticos de participação e deliberação pública. Inovação democrática que se insere nas tendências contemporâneas de democracia eletrônica. Belo Horizonte e Recife adotaram formas de orçamentação participativa, por meio de institutos políticos de e-participation que têm produzido diferentes impactos sobre as formas tradicionais de inclusão, mobilização e, sobretudo, participação e deliberação pública. Nosso objetivo é verificar se a participação se potencializa e se o processo deliberativo se qualifica através da constituição de arenas de deliberação pública online, apesar disto ser ainda visto com ressalvas pelos céticos. A análise do desenho institucional destes arranjos de deliberação pública online, bem como a análise empírica de indicadores quantitativos da participação e da deliberação política através das NTICs foram nossos métodos de pesquisa.

Procuramos compreender porque a participação política online pode ser pensada para além da ótica meramente agregativa e como experiências de OP digital podem mesclar a participação off-line e online, criando arenas deliberativas híbridas com diferentes dinâmicas de mobilização e interação. Também buscamos saber se estes novos institutos reduzem os custos da participação política criando possibilidades de oxigenação da democracia. Finalmente, verificamos se as NTICs têm sido usadas não só como ferramentas de consulta política, facilitando a comunicação entre cidadãos e agentes públicos, mas como possibilidades de se difundir valores democráticos através de fluxos comunicativos entre cidadãos e Estado, além de interatividade e fluxos horizontais multidirecionais entre os cidadãos e entre os diferentes grupos de interesses presentes na sociedade civil.

Para tanto, analisamos o desenho institucional do Orçamento Participativo de Belo Horizonte e a etapa digital do Orçamento Participativo de Recife de modo a verificar o impacto do uso das NTICs sobre o processo político e sobre a qualidade da deliberação pública, trabalhando com algumas dimensões institucionais, como participação, mobilização, interação e controle social. Assim, verificamos quantitativamente, a partir dos desenhos institucionais das duas experiências de OP em questão, os níveis de qualidade da deliberação pública produzidos pela introdução de formas de e- participation e e-deliberation. Por fim, realizamos análises empíricas de dados quantitativos e informações qualitativas obtidas em trabalho de campo, além da análise dos conteúdos discursivos dos comentários postados no site do OP Digital de BH (2008 e 2011), através de uma Matriz da Qualidade da Deliberação Online baseada em preditores, como participação; inclusividade; provimento de razões; reciprocidade; respeito mútuo; orientação para o bem comum e para a mobilização.

Nossos resultados de pesquisa sinalizam para a possibilidade de se ampliar o cânone democrático, não só por conta da maior agregação numérica de indivíduos ao processo, mas também pela possibilidade de desenvolvimento de novas formas de inclusão, participação, mobilização e interação virtual que podem se dar por meio da Internet, como mails, chats, blogs, posts, twitters e redes sociais (facebook, orkut etc). Além disso, estas NTICs têm permitido maior acesso dos cidadãos às informações a respeito da gestão pública, elevando assim o controle social e a accountability.

DOWNLOAD: Participação e Deliberação análise do impacto de novas…

Participação popular na era da informação

O caso das consultas públicas eletrônicas na administração pública federal do Brasil, por RAQUEL SACHETO.

Este estudo analisa em que medida o governo faz uso da aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para oferecer soluções que propiciem, facilitem ou incrementem a participação dos cidadãos nas tomadas de decisão política a partir do estudo dos serviços de consulta pública eletrônicos oferecidos pelos órgãos da administração pública federal do Brasil. O objetivo é verificar se a existência desse canal de comunicação em ambiente virtual favorece o fortalecimento da prática democrática, garantindo acesso à informação, assim como uma real possibilidade ao cidadão, de contribuir na formulação, adequação ou aprimoramento de políticas, estratégias, projetos e resoluções, em um espaço público de discussão e deliberação.

DOWNLOAD: Participação Popular na Era da Informação – 2008_RaquelSacheto

Participação e deliberação na internet

Um estudo de caso do Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte, por Rafael Cardoso Sampaio.

Este trabalho empreende uma investigação empírica acerca da participação política e da deliberação pública dos cidadãos na plataforma digital oferecida pelo Orçamento Participativo Digital de Belo Horizonte, um programa que visa incentivar os eleitores da cidade a escolherem entre obras pré-selecionadas e que abriga em seu site ferramentas discursivas, como fóruns, chats e comentários.

Em relação ao conceito da participação política, apresentamos alguns teóricos democratas da Nova Esquerda da década de 60 e 70, que defendiam que os cidadãos não são apáticos, mas que lhes faltam maiores oportunidades de tomadas de decisão e que essa participação pode oferecer diversos benefícios.

Em seguida, apresenta-se resumidamente a discussão acerca das novas instituições participativas, em especial do orçamento participativo brasileiro, que tendem a enfatizar a importância do desenho institucional para participações qualificadas.

Já em relação à deliberação, é apresentado o modelo de democracia Deliberativa de Jürgen Habermas, enfatizando-se, primeiramente, a importância dada pelo autor à capacidade dos cidadãos para influenciar as decisões políticas; e, em segundo lugar, a proposta do autor para uma deliberação ampliada em toda a sociedade. Busca-se expandir o conceito de deliberação habermasiano para se permitir e se incentivar outras formas de comunicação, além das racionais; além disso, objetiva-se demonstrar que outros autores defendem a deliberação em arenas restritas.

Em um segundo momento, insere-se o debate acerca da participação política na Internet, que já se dividiu entre otimistas e pessimistas, mas que já possui uma posição mais ponderada, que admite que a Internet não pode, por si só, incrementar ou destruir os valores democráticos.

Com essa premissa, busca-se evidenciar que há duas questões pregnantes: primeiramente, por trás de todo projeto de democracia digital, há um modelo de democracia, que enfatiza diferentes valores.

Em segundo lugar, a forma como as ferramentas digitais são desenvolvidas influi no modo como serão utilizadas.

Finalmente, é tratado o conceito de deliberação online, destacando estudos sobre os diversos fatores que influenciam em seus resultados e apresentando alguns indicativos utilizados para a avaliação do grau de deliberatividade de discussões realizadas online.

À luz dessas perspectivas, essa dissertação propõe analisar trocas discursivas de cidadãos, realizadas no fórum online do OPD, utilizando-se, principalmente, de indicativos extraídos da teoria deliberativa. Tendo em vista que a deliberação não é um processo isento, avalia-se o desenho institucional do programa participativo e o design das ferramentas digitais de participação e deliberação oferecidas em seu site.

Através da análise empírica, conclui-se que os graus de deliberatividade que envolvem a troca discursiva foram baixos, mas que os cidadãos preocuparam-se em justificar suas posições e em ser respeitosos com outros posicionamentos. Apresentamos os diversos indícios que evidenciam que os baixos índices de deliberatividade se devem tanto às ferramentas digitais de baixa sofisticação do site do OPD quanto à falta de incentivo à discussão pela Prefeitura. Já os índices altos aparentam estar ligados, essencialmente, ao fato dos participantes considerarem o fórum como importante ferramenta de mobilização para o voto e também pelo tema da deliberação, que se apresentou como principal explicação para alguns dos resultados obtidos.

 
DOWNLOAD: Participação e Deliberação na Internet

Papel do servidor público na interação entre estado e sociedade

Uma análise sob o prisma de redes, por Lidiane Ferreira Sant’ Ana

Esta dissertação reflete acerca da relação entre Estado e sociedade sob o prisma da comunicação pública e da estrutura de redes. Foi analisado o fluxo interno das demandas e sugestões que os cidadãos apresentam nos guichês da Central de Atendimento BH Resolve, criada pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte em 2010 como modelo de relacionamento presencial com os cidadãos. Por meio de entrevista em profundidade, observação direta e questionários com questões abertas e fechadas foram obtidos dados que possibilitaram fazer análises qualitativas e quantitativas na perspectiva da Análise de Redes Sociais (ARS). A metodologia utilizada permitiu traçar a estrutura da rede de relacionamento intrainstitucional da Prefeitura, mapear os fluxos formais e informais das informações e analisar as relações estabelecidas entre os servidores. O objetivo da pesquisa foi avaliar a possibilidade de os cidadãos contribuírem para a adequação ou elaboração de políticas públicas, a partir das demandas, críticas, sugestões e elogios que apresentam aos atendentes. Foram identificados os servidores que mais enviam e recebem informações e a forma como se relacionam. Levou-se em conta que a utilização integrada das informações relativas ao processo de relacionamento com o cidadão pode prover a Prefeitura de conhecimentos novos, importantes para ampliar sua efetividade e legitimidade. Os resultados mostram que o contato direto e individual entre o cidadão e o Estado tem restritas possibilidades de influenciar a execução e elaboração das políticas que regem os serviços. A unilateralidade e a baixa densidade das relações entre os servidores apontam que a permeabilidade da rede à influência do cidadão é reduzida. Apesar de a Central de Atendimento BH Resolve ser fruto de um projeto focado em metas e resultados, as relações tendem a seguir um padrão burocrático, pois quem mais acessa as informações são aqueles que ocupam cargos de maior destaque hierárquico. Diante disso, a efetividade da participação individual requer primeiramente a democratização das relações dentro do próprio Estado. A reconfiguração estrutural da rede de interações pode resultar na democratização das relações dos servidores entre si e com o cidadão.

DOWNLOAD: Papel do Servidor Público na Interação entre Estado e Sociedade – LF_1
 
Lidiane Ferreira Sant’ Ana
 

Comunicação pública no currículo dos cursos de comunicação

Campanha Nacional #IncluiComunicaçãoPública

MANIFESTO  NACIONAL LANÇADO DIA 06 DE SETEMBRO DE 2015

Disponível em Petição na Avaaz –https://secure.avaaz.org/po/petition/RenatoJanine_gabinetedoministromecgovbr_CRUB_crubcruborgbr_Criar_a_disciplina_de_Comunicacao_Publica/?txykfjb

#IncluiComunicaçãoPública

#Todospelodiálogodetodos

Manifesto

Nós, professores e pesquisadores da Comunicação Pública de universidade públicas, comunitárias, confessionais e privadas, estudantes e profissionais da Comunicação, agentes da administração pública, representantes de instituições, públicas, privadas e do terceiro setor,  e atores sociais interessados no direito à comunicação como um direito humano,  propomos  a inclusão da disciplina de “comunicação pública” nos currículos dos cursos de jornalismo, publicidade, audiovisual, relações públicas,  mídias digitais, gestão pública,  correlatos e afins.

Referida inclusão é necessária para qualificar os nossos cursos de Comunicação, preponderantemente voltados à formação de mão-de-obra para atender a demandas privadas, bem como para dotar o profissional de comunicação da condição de atuar também em órgãos públicos que se pautam pelo interesse público, pela  promoção da cidadania e pelo  diálogo com os diferentes grupos sociais.

Referida inclusão é oportuna, no momento o que se tenta ampliar o debate sobre o direito à comunicação nos âmbitos do Estado e da sociedade – incluída a Universidade -, como condição ao fortalecimento desse mesmo Estado, da legitimação dos governos, parlamentos e tribunais, bem como do estímulo  à cidadania ativa e à democracia participativa,  manifestada nos formatos  analógico  e/ou digital.

Referida inclusão é importante porque resgata  o estudo crítico sobre as diferentes mídias  redimensionando o papel da  comunicação  como um espaço estratégico para  que os cidadãos e as cidadãs possam participar ativamente da vida política, fiscalizando e cobrando a promoção de seus direitos.

Referida inclusão é imprescindível ao processo democrático fortalecendo o  sentido da comunicação social em sua complementariedade, pública e privada, garantindo a formação  dos segmentos da comunicação que abrangem as instituições  estatais, educativas públicas, universitárias e comunitárias.

Finalmente, a implantação da disciplina de comunicação pública possibilita  a construção de uma agenda de debates pluralista que reflita sobre a relação entre políticas públicas, comunicação, cidadania, direitos humanos, sustentabilidade e participação popular.


Professores de diversas instituições estão lançando uma campanha pela inclusão da disciplina Comunicação Pública nos novos currículos de cursos como jornalismo, publicidade, audiovisual, relações públicas, mídias digitais, gestão pública.

Apresentada por meio do Observatório Latino Americano de Indústrias Digitais a campanha#IncluiComunicacaoPublica reúne professores, estudantes, pesquisadores, profissionais da administração pública, políticos e instituições do terceiro setor.

Os idealizadores da campanha são a Cosette Castro (UCB/DF), Álvaro Benevenuto Jr. (UCS/RS), M. Alberto Perdigão (Unifor/CE) e Alice Campos (Frenavatec/Universidade Nova de Lisboa). Eles entendem que por meio da disciplina de Comunicação Pública  “é possível dotar o profissional de comunicação da condição de atuar em  mídias públicas e  em órgãos  instituições que se pautam pelo interesse público, pela  promoção da cidadania e pelo  diálogo com os diferentes grupos sociais”.

Sete Maneiras de apoiar a campanha #IncluiComunicacaoPublica


Organização:

Observatório Latino-Americano das Indústrias de Conteúdos Digitais (OLAICD)

Coordenadores da Campanha:

Dra. Cosette Castro (UCB – Centro-Oeste) – cosettecastro2012@gmail.com

Dr. Álvaro Benevento Jr. (UCS – Sul) – abenevenutojr@gmail.com
Alberto Perdigão (Unifor – Nordeste) – aperdigão13@gmail.com

Esp.. Alice Campos (Frenavatec – Uni. Nova Lisboa) nareal.alice@gmail.com

Mail institucional da campanha: Incluicomunicacaopublica2015@gmail.com

Mídias Digitais usadas:

Facebook pagina IncluiComunicaçãoPública – https://www.facebook.com/Incluicomunica%C3%A7%C3%A3op%C3%BAblica-1648401725374799/timeline/

Petição na Avaaz –https://secure.avaaz.org/po/petition/RenatoJanine_gabinetedoministromecgovbr_CRUB_crubcruborgbr_Criar_a_disciplina_de_Comunicacao_Publica/?txykfjb

Hashtag #IncluiComunicaçãoPública

Twitter – #IncluiComunicaçãoPública

Página web – http://incluicompublica.wix.com/campanha

Canal no YouTubehttps://www.youtube.com/channel/UCRGpBcBeFQ3kds8_shx4XDg

Objetivos:

  • Incluir a disciplina de Comunicação Pública nas novas grades curriculares de todas faculdades de Comunicação em todo país;
  • Incentivar o debate sobre comunicação pública entre diferentes grupos sociais.
  • Criar, a médio prazo, uma nova cultura de participação em comunicação pública.

Justificativa:

Até hoje as faculdades de Comunicação têm um déficit com a comunicação pública brasileira, já que menos de 10% das universidades (federais, estaduais, municipais, comunitarias, confessionais e privadas) possui a disciplina de Comunicação Pública em seus cursos. Isso faz com que os estudantes e futuros profissionais se preparem para trabalhar no mercado privado ignorando o amplo universo das mídias públicas, das políticas públicas e a dimensão da comunicação como um direito humano.

Apoios Institucionais:

Frenavatec; EBC; Barão do Itararé – Brasília, CFEMEA; Sindicato dos Jornalistas-DF, Comsefe/Senado, Intercom

UCB (falta enviar logomarca)

Data de lançamento da campanha:

06 de setembro no Congresso Nacional da Intercom – Sociedade Brasileira de Pesquisa Interdisciplinar em Comunicação (este ano reuniu 4mil 500pessoas)

Tempo de Campanha:

Até final de outubro – 2015, quando todas as universidades deverão entregar a nova grade curricular para o MEC

Públicos Alvo:

– Público 1 – Professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de Comunicação, associações de pesquisadores (Intercom, Compós), associação das associações – Socicom

– Público 2 – agências de pesquisas – Capes, Cnpq, SBPC, Conselho Nacional de Educação (CNE) e Conselho de Reitores Universitários do Brasil (CRUB), MEC.

– Público 3 – ministros, instituições públicas federais e estaduais, SECOM, etc.

Público 4 – comunidades e movimentos sociais

Público 5 – audiência em geral, não oganizada

Proposta:

Envolver a sociedade no debate sobre a importancia da comunicação pública e fazer com que  as pessoas a sintam  como um direito seu.

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  • Nível político
  • Proposta: Sensibilizar governantes e gestores sobre o papal estratégico da comunicação pública, mais além do seu papel meio, instrumental
  • Momento atual: Ministro das Comunicações aderiu à campanha com foto e vídeo; representantes da Presidência da República apoiaram a campanha
  • Nível educacional
  • Proposta: Estimular o debate dentro das faculdades e conseguir a inclusão da disciplina em todos os cursos de Comunicação (Jornalismo, RP, Publicidade, gestão em comunicação, Mídias Digitais, etc)
  • Momento atual: contato com CNE e CRUB, divulgação em grupo de professores e pesquisadores
  • Nível Sociedade Civil não-organizada
  • Proposta: envolver toda a sociedade no debate sobre a importância da comunicação pública e fazer com que sinta a comunicação pública como um direito seu; aumentar a audiência das midias públicas
  • Momento atual: páginas pessoais no FB, petição na Avaaz e a página IncluiComunicaçãoPublica, página web da campanha, divulgação nas mídias públicas da EBC
  • Nível Comunitário/movimentos socials
  • Proposta: mobilizar os movimentos sociais do país para debater e pautar o tema em seus grupos de atuação
  • Momento Atual: CFEMEA, Barão do Itararé/BSB, Sindicato Jornalistas –DF e ABTU,  já aderiram a campanha
  • Nível instituições públicas
  • Proposta: que as instituições públicas fortaleçam a campanha e ganhem mais visibilidade no país
  • Momento atual: apoio EBC e Astral, Comsefe/ Senado

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.