Jornalismo de soluções: O ofício de informar sobre iniciativas de sucesso

O jornalismo de soluções está ganhando força em todo o mundo, mas ainda é um desafio convencer jornalistas que trabalham em meios de comunicação tradicionais a aceitar esta nova abordagem.
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Houve uma época em que os editores de jornais realmente não acreditavam em jornalismo de soluções, um tipo de jornalismo que escolhe cobrir respostas eficazes e bem sucedidas para problemas sociais atuais em vez de notícias sobres fracassos e tragédias. Eles pensavam que os leitores não estariam interessados.
Mas em 2008, o Libération, um importante jornal francês, concordou em deixar Christian de Boisredon experimentar com esse formato. Christian teve a oportunidade de conduzir uma edição especial sobre soluções de problemas em 26 de dezembro — tradicionalmente o pior dia de vendas de jornais. Jornalistas do Libération se recusaram a participar da iniciativa, então Christian pediu a alguns freelancers para escreverem para o projeto.
O resultado foi a edição mais vendida do ano.
“Os jornalistas do Libération esperavam temas superficiais e ingênuos”, disse Christian. No entanto, ele conseguiu convencer um jornal tradicional e poderoso que o jornalismo de soluções era uma nova abordagem que não poderiam e não deveriam ignorar.
Quatro anos mais tarde, Christian criou Sparknews, uma startup social que visa promover jornalismo de soluções dentro de meios de comunicação tradicionais. A cada ano, realiza um dia especial chamado “Impact Journalism Day” — o evento deste ano foi em 25 de junho. Para a ocasião, 55 meios de comunicação em mais de 50 países — do USA Today ao El Pais na Espanha — publicaram várias matérias internacionais projetadas para focar em soluções para os problemas sociais de hoje.
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Christian não é o único convencido dos efeitos do jornalismo de soluções. Calum Macdonald, ex-editor digital do Herald Times Group, um grande grupo de mídia britânico, decidiu dar um passo além e começar um novo canal baseado em jornalismo de soluções. Assim nasceu o site Positively Scottish.

De acordo com Calum, Positively Scottish quer “encontrar e contar histórias que, receio, estão sendo perdidas enquanto nossa mídia tradicional se retrai rapidamente.”
A matéria do site sobre o abuso de uma jovem LGBT e sua parceira em um trem na Escócia exemplifica sua abordagem diferente. O Positively Scottish decidiu cobrir as consequências do abuso e como a mulher decidiu criar um evento de orgulho para celebrar a igualdade.
“Sem querer soar messiânico, [quero] trazer um pouco mais de positividade para a superfície”, Calum disse à IJNet. “Sim, há problemas reais lá fora, mas há também soluções eficazes supreendentes.”

Fazendo a mídia tradicional seguir

O jornalismo de soluções está ganhando força em todo o mundo, mas ainda é um desafio convencer jornalistas que trabalham em meios de comunicação tradicionais a aceitar esta nova abordagem.
Christian contou sobre o jornal  El Watan da Argélia. No primeiro ano que participaram do Impact Journalism Day, editores tiveram problemas para encontrar jornalistas dispostos a escrever um artigo adicional sobre soluções. Mas no segundo ano, todos eles queriam escrever um artigo porque acharam a iniciativa incrível, disse Christian. Eles ainda tiveram que ter um concurso informal na redação para escolher a pessoa que iria escrever o artigo.
Jornalismo de soluções não trata apenas de propor respostas, mas também de se aprofundar nos problemas.
“Essas matérias não são boas notícias e histórias para fazer você ‘se sentir bem'”, explicou Christian. Ele concordou que podem fazer os leitores se sentirem melhor, mas que não é por isso que são escritas. O jornalismo de soluções não é uma abordagem mais superficial ao jornalismo, disse ele.
“Pare e pense, e não descarte o jornalismo de soluções como algo ‘fofo’ e não jornalismo ‘real'”, sugeriu Calum.

Uma resposta para os problemas da mídia?

Jornalismo de soluções seja talvez em si mesmo uma solução para os inúmeros problemas que o mundo da mídia enfrenta.
Nos últimos seis anos, Sparknews reuniu e discutiu com editores de diferentes meios de comunicação sobre o impacto das matérias de jornalismo de soluções. O jornal suíço Tages Anzeiger recebeu feedback positivo de leitores. Seus editores estão agora se perguntando se o jornalismo de soluções poderia ser a chave para aumentar sua audiência. O Asahi Shimbun, um dos principais jornais japoneses, notou um aumento de jovens leitores no Impact Journalism Day. Outros meios de comunicação observaram que anúncios podem ser vendidos por valores até cinco vezes maiores. Agências de publicidade preferem ver os seus produtos junto a artigos propondo soluções para a sociedade, em vez de focando exclusivamente em problemas.
Com leitores e audiência das notícias tradicionais em declínio em todos os lugares, Calum está em dúvida sobre o futuro — mas disse que não vai fazer mal buscar o jornalismo de soluções como uma tática de sobrevivência.
“Podemos realmente dizer que a forma tradicional ainda está funcionando quando a indústria está indo tão mal em todo o mundo?”, disse ele. “Talvez valha a pena tentar uma alternativa.”
Imagem principal sob licença CC no Flickr via Evgeniy Isaev. Imagem secundária cortesia do Libération.
Fonte: IJ Net

Estudo desvenda os horários nobres das redes sociais

A análise recaiu sobre as três mais usadas do Brasil: Facebook, Instagram e Twitter.

Smartphone no sofá: estudo mostra horário nobre das redes sociaisl
Smartphone no sofá: estudo mostra horário nobre das redes sociais

Um estudo está desvendando quais são os horários nobres das diferentes redes sociais. O nome do estudo é “Horários Nobres nas Redes Sociais” e foi realizado pela consultoria de gestão de redes sociais Sprinklr.
Para a realização do estudo, foram usadas 160 milhões de menções e interações nas redes sociais durante 2015. A análise recaiu sobre as três mais usadas do Brasil: Facebook, Instagram e Twitter. Os dados extraídos pela Sprinklr mostram que cada uma delas tem suas peculiaridades (seja por horário ou por tipo de conteúdo que é compartilhado).
A seguir, você pode ver quais são os horários nobres de cada uma das redes sociais. Todas as informações foram fornecidas a EXAME.com pela Sprinklr.

Facebook

O Facebook conta com um equilíbrio entre o número de interações em dias úteis. De acordo com a Sprinklr, o pico de engajamento é entre 11h e 14h de dias úteis. Três dias têm um pequeno aumento no movimento e uso de usuários: terça-feira, quarta-feira e quinta-feira.
A Sprinklr ainda selecionou os assuntos que mais geram interações na rede social de Mark Zuckerberg. As três primeiras colocações ficam com finanças (31%), e-commerce (28%) e varejo (21%).

Instagram

De acordo com o estudo, o Instagram também não tem tantos picos a depender do dia. “O número de publicações não sofre grandes alterações entre os dias úteis”, explica a Sprinklr. O Instagram tem duas faixas de horário nobre: a primeira entre 11h e 14h e outra entre 18h e 22h. As noites de quarta e quinta-feira também são movimentadas, com picos de interação entre 20h e 21h.
Com uso bastante forte para divulgação de produtos e serviços, os setores que mais têm publicações são e-commerce (33%), varejo (32%) e beleza e higiene (13%).
De acordo com a Sprinklr, o Instagram é a única entre as três redes sociais que não apresenta redução de interações durante os finais de semana.

Twitter

O Twitter tem dias bem marcadas para seu horário nobre, ao contrário das outras redes. Quartas e quintas-feiras são os dias mais movimentados por lá. A faixa de horário é das 18h às 22h.
A Sprinklr afirma que identificou também outro pico: quartas e terças-feiras das 21h às 00h. Nesse caso, o Twitter é usado para comentar futebol e reality show. O interessante é observar que o smartphone é usado aqui como segunda tela para interagir com o que está passando na televisão.
O caráter de tempo real do Twitter conta bastante para interações rápidas e que fazem sentido somente dentro de um contexto específico.
Fonte: Exame

Direitos da Infância e Direito à Comunicação

Direitos da Infância e Direitos à ComunicaçãoEsta publicação, que integra o conjunto de atividades de alcance continental desenvolvidas pela Rede ANDI América Latina, apresenta uma visão ampla de 10 temas centrais para que a região avance com seus programas de garantia, promoção e proteção dos direitos de crianças e adolescentes no campo da mídia.
O objetivo é apoiar gestores públicos, organizações da sociedade civil e empresas a implementarem soluções compartilhadas para o fortalecimento de um ecossistema midiático pautado por princípios democráticos e pela necessidade de oferecer às novas gerações conteúdos que contribuam para seu desenvolvimento integral.
Cada um dos capítulos contêm os seguintes insumos:
– Contexto geral e aspectos conceituais do tema
– Relevância para os direitos da infância
– Experiências bem sucedidas de nações de outros continentes
– Iniciativas em curso na América Latina.
10 temas estratégicos:
1. Educação para a mídia no âmbito do sistema de ensino
2. Estímulo à produção de conteúdos de qualidade
3. Programação regional e nacional
4. Crianças e adolescentes participando da produção de conteúdos
5. Regulação de exibição de imagens e identificação/identidade de crianças e adolescentes
6. Avaliação sistemática dos impactos gerados pelos conteúdos audiovisuais
7. Estabelecimento de faixas de horários e de faixas etárias (Classificação Indicativa)
8. Regulação da publicidade dirigida às crianças
9. Trabalho infantil artístico nos meios de comunicação
10. Novas Tecnologias – promoção da inclusão e estratégias de proteção

Realização:
Realização: ANDI – Comunicação e Direitos, Rede ANDI América Latina
Apoio: Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda); Auçuba – Comunicação e Educação; Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR)
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Fonte: Andi

Empresas são denunciadas por publicidade infantil no YouTube

Os vídeos começam com crianças empolgadas diante de uma caixa de presente. Mas não se trata de algo gravado em um aniversário, Dia das Crianças ou Natal. São crianças que têm canais no portal YouTube abrindo e mostrando presentes enviados por fabricantes de brinquedos, roupas, mochilas e outros produtos.

Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas
Vídeos mostram crianças abrindo presentes em seus canais no YouTube e agradecendo às empresas

A cena, que se repete em dezenas de canais desses chamados youtubers mirins, é um ponto de discórdia entre empresas, advogados e poder público.
De um lado, estão uma ONG e um órgão de defesa do consumidor. Eles afirmam que enviar esses presentes é fazer publicidade velada dirigida ao público infantil e, por isso, a prática deveria ser vetada.
No campo oposto, estão as empresas, que ora negam o envio dos produtos ora afirmam que estão reagindo ao pedido das crianças.
A ONG Instituto Alana entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra 15 empresas de setores como brinquedos, vestuário, material escolar e turismo. A organização cita exemplos de vídeos em sua representação.
Mas basta uma busca rápida pelos canais mais populares de youtubers mirins para ver que a prática não é exceção. Em alguns canais há seções com nomes como “Recebidos”, só para mostrar os presentes que eles ganharam naquele mês.
Em um deles, um menino mostra produtos e fala: “Da Foroni, eu recebi essa mochila linda e duas agendas. Eles mandaram essa cartinha.” O garoto em seguida lê a mensagem, agradece à empresa e, depois, mostra em detalhes a mochila e seus compartimentos.
A denúncia da ONG foi acatada, e a promotora Ana Padilha, responsável pelo caso, afirmou à BBC Brasil que notificará as empresas “nos próximos dias”.
Cenas dos vídeos em que alguns 'youtubers' mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia
Cenas dos vídeos em que alguns ‘youtubers’ mirins abrem presentes enviados por empresas que constam na denúncia

Para Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Alana, é muito lucrativo para as empresas terem suas marcas expostas nos canais do YouTube dessas crianças, por conta da enorme visibilidade que têm. “E eles marcam presença justamente enviando produtos para os youtubers mirins mostrarem para outras crianças”, afirma.
“Isso é publicidade velada dirigida à criança – e qualquer propaganda direcionada ao público infantil é prática abusiva e ilegal.”

Empresas negam

A BBC Brasil entrou em contato com as 15 empresas denunciadas ao Ministério Público: Biotropic (cosméticos), C&A (roupas), Cartoon Network (canal a cabo infantil), Foroni (material escolar), Kidzania, Long Jump e Mattel (brinquedos), McDonald’s, Pampili (sapatos), Puket (meias e pijamas), Ri Happy (loja de brinquedos), SBT (canal de TV), Sestini (mochilas) e Tilibra (papelaria).
Questionadas se enviavam produtos para os youtuber mirins, algumas das empresas se esquivaram e não quiseram se pronunciar; outras negaram.
Ekaterine, do Alana, afirma porém que os vídeos selecionados pela ONG para compor a denúncia não deixam dúvidas de que as empresas enviaram os produtos. “Eles mostram as crianças agradecendo às marcas pelos ‘presentinhos’ ou lendo informações enviadas pelos fabricantes.”
Elas acrescenta ainda que alguns youtubers têm vídeos temáticos chamados “recebidos do mês” em que abrem os produtos que ganharam das empresas nas últimas semanas. “Nosso objetivo com a ação é que esse tipo de propaganda abusiva não seja mais veiculada.”

Ilegal

Para Claudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não se deve fazer diferenciações entre os meios em que a propaganda é veiculada.
“Se publicidade para criança não pode na TV, porque poderia na internet?”, diz. “Para o Idec, está claro que essa prática de enviar produtos para os youtubersmirins é totalmente abusiva, porque usa uma criança para vender algo para outra criança. Para nós, não existe legalidade em publicidade direcionada ao público infantil.”
Segundo a advogada do Idec, a prática viola diversas instâncias da legislação brasileira. Ela cita o o artigo 37 (parágrafo 2º) do Código de Defesa do Consumidor, que trata sobre “Vedação a publicidade abusiva” e diz: “É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza […] que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança.”

Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância
Segundo advogadas, esse tipo de vídeo viola leis brasileiras de proteção à infância

Claudia também diz que empresas que enviam presentes a youtubers mirins violam o artigo 5º do Marco Civil da Primeira Infância, segundo o qual “Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a primeira infância (…) a proteção contra toda forma de violência e de pressão consumista”.
“Se esses vídeos não são uma forma de pressão consumista, eu não sei o que é”, afirma.
“É preciso conscientizar pais e operadores do Direito que existe um perigo nisso, já que em um primeiro momento os vídeos podem parecer inofensivos. Mas basta olhar que esses youtubers passam horas abrindo presentes que recebem todos os dias. Qual a mensagem disso? Estamos criando mais uma geração de futuros super endividados.”

‘Unboxing’

Tanto Claudia como Ekaterine afirma que crianças abrindo brinquedos no ar – um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing – é algo ainda mais temeroso do que as propagandas tradicionais na TV.

Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing
Abrir produtos em vídeos online é um fenômeno que ganha cada vez mais popularidade chamado unboxing

Um dos agravantes é se tratar de uma criança mostrando ou brincando com aquele produto – as crianças que assistem se identificam com a criança que apresenta, segundo elas, tornando o convencimento ainda mais fácil.
Elas também apontam como grave o fato de que, na TV, você assiste a um desenho e, no intervalo, você vê 30 segundos de propaganda daquele personagem, enquanto no Youtube, são 10 minutos direto sobre o produto. A advogada do Alana também rebate quem defende que são os pais que têm dizer não aos pedidos dos filhos.
“Não concordo quando se diz que é responsabilidade só do pai ou da mãe em dizer ‘não’ para os filhos que pedem os produtos que eles viram na TV ou na internet. Os pais são apenas um dos atores na criação das crianças. A sociedade como um todo precisa proteger a criança dos impactos desse consumismo desenfreado na infância.”

Trabalho infantil?

Em entrevista à BBC Brasil, a promotora do MPF-RJ Ana Padilha disse que também analisará a questão de um possível caso de trabalho infantil, já que o volume de vídeos (diários, em muitos dos canais) pode indicar que a criança passou muitas horas gravando.
“Estamos estudando o alcance e o impacto que esses vídeos podem ter na criança que está assistindo e também vamos analisar se há algum tipo de contrato de trabalho com essas crianças. E ver a legalidade disso.”

Como as empresas responderam à questão da BBC Brasil sobre se enviam presentes para ‘youtubers’ mirins ou promovem outras ações com eles.

Bic (material escolar): ao menos três youtubers mirins aparecem abrindo caixas com produtos da empresa. A Bic respondeu: “Já enviamos kits e produtos para jornalistas, blogueiros, youtubers, e também para clientes ou qualquer outro público que tenha afinidade com a marca”.
Biotropic (cosméticos): Há vídeos em que meninas aparecem mostrando produtos da marca, como um xampu da Cinderela. A empresa confirmou que já enviou kits para youtubers mirins. “Porém, há 6 meses, não fazemos mais esse tipo de ação de marketing devido às novas estratégias da marca.” E disse não ver problema nessa prática pois “estes envios são estão relacionados com nenhum tipo de acordo comercial ou de publicidade. Tratam-se apenas de presentes”.
C&A (vestuário): Em diversos canais, youtubers aparecem abrindo uma caixa grande com o logo da loja, que informou que não comentaria o assunto por ainda não ter sido notificada.
Cartoon (canal de TV infantil): Acusada de promover encontros com youtubersmirins, que depois foram divulgados nos canais de Youtube das crianças. A empresa não respondeu.
Foroni (material escolar): “Preferimos não nos posicionar a respeito”, afirmou a empresa. Diversos youtubers mirins aparecem mostrando mochilas e cadernos da marca.
Kidzania (parque): Em vídeos, alguns youtubers mirins aparecem visitando o parque e divulgando a visita em seus canais. A empresa respondeu: “Não enviamos presentes ou qualquer produto para crianças. Atendemos de maneira reativa aos pedidos das crianças para virem à KidZania produzirem conteúdo para seus canais, sem nenhuma participação na produção, edição e pagamento de cachê”.

Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes
Alguns youtubers mirins já têm vídeos temáticos só para abrir presentes

Long Jump (brinquedos): Realiza encontros entre os youtubers mirins, que os divulgam em seus canais. Há vídeos em que as crianças aparecem agradecendo à empresa pelo envio de brinquedos. A empresa não respondeu.
Mattel (brinquedos): Diversos youtubers mirins aparecem em seus canais agradecendo os brinquedos enviados pela Mattel, especialmente bonecas Barbie e Monster High. A empresa não respondeu.
McDonald’s (fast food): Crianças youtubers aparecem abrindo caixas com o logo da empresa, com itens como brindes, especialmente personagens de filmes. A empresa não quis comentar essa ação específica e disse apenas que tem “um código de ética próprio em comunicação publicitária de alimentos […] (que é) ainda mais severo que as normas que regem a publicidade brasileira.” E esclareceu que, “no entanto, há diversas decisões, inclusive no Conar (Conselho Nacional Auto-Regulamentação Publicitária), favoráveis à legalidade desse tipo de publicidade”.
Pampili (sapatos): Meninas mostram em seus vídeos itens da marca, como sapatos e um pingente. A empresa não respondeu.
RiHappy (loja de brinquedos): Acusada de organizar encontros de youtubersmirins e fazer promoção com essas crianças. A empresa afirmou que deixou de fazer os encontros e que “suspendeu o apoio a esse tipo de ação”.
Puket (meias e pijamas): Há vídeos com youtubers mirins abrindo itens como pijamas da marca. A empresa afirmou que não faz esse tipo de ação.
SBT (canal de TV): Acusado de fazer divulgação de programas do canal ao enviar material para crianças com canais no Youtube. A empresa não respondeu.
Sestini (material escolar): Em um canal, uma youtuber criança aparece mostrando bolsas e estojos da marca, que afirmou que não prestaria esclarecimentos antes da notificação do MP e apenas informou que “nossas mídias passam por rígidos controle de qualidade, atendendo todos os padrões normativos nacionais e internacionais, e não contratamos anúncios em canais de YouTube”.
Tilibra (material escolar): Um vídeo mostra uma criança abrindo uma caixa com o logo da marca, que envia a seguinte resposta: “A empresa não contrata crianças com canais no Youtube para testar ou demonstrar produtos. Em nossa campanha de Volta às Aulas 2016 fizemos a divulgação de um aplicativo de fotos no Youtube, utilizando somente canais adolescentes, sem o envio de produtos e através de agências de publicidade”.
Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças
Empresas denunciadas no Ministério Público negam que enviem produtos às crianças

Fonte: BBC

Campanha alerta sobre ingestão de álcool e alta velocidade no trânsito

Ministério dos Transportes quer evitar ocorrências em estradas federais entre os meses de junho e julho
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As festas juninas típicas do Nordeste atraem turistas para a região e aumentam o tráfego nas rodovias federais que dão acesso a Estados como Paraíba e Pernambuco entre os meses de junho e julho. Por isso, nesta época do ano, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil investe na realização de campanhas de conscientização dos motoristas por um trânsito mais seguro.
Em razão das festividades, as ações educativas estarão concentradas nos cinco locais onde acontecem os maiores eventos juninos do País: nos municípios pernambucanos Recife e Caruaru, e paraibanos, João Pessoa, Campina Grande e Patos.
Tema
Com o tema “Colocar vidas em risco não é acidente. É crime”, a campanha tem como objetivo mobilizar a sociedade em geral, mas principalmente os motoristas amadores e profissionais para conscientizá-los acerca da responsabilidade ao volante. A ideia é sensibilizar o público para a prevenção de acidentes causados por imprudência, como excesso de velocidade, desobediência a sinalização e consumo de bebidas alcoólicas antes de pegar a estrada.
Além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas, os viajantes amadores ou profissionais também devem fazer pausas periódicas para o descanso, não excedendo o tempo na direção e respeitar as normas de trânsito, como manter a velocidade permitida pelas vias.
As imagens escolhidas incentivam a reflexão sobre a gravidade e a extensão das consequências causadas pelas atitudes imprudentes ao volante, bem como no fato de ser crime contra a vida e a sociedade.
Neste ano, a iniciativa se estenderá até 20 de julho, com inserções de banners em veículos na internet e spots nas principais rádios e mídias externas. A escolha do formato de divulgação decorre do grande alcance do público, local e nacional, vias mídias on-line, especialmente.
Férias escolares
O período da campanha também coincide com a época de férias escolares, quando muitas famílias planejam viagens e utilizam as rotas rodoviárias federais. Esse público também foi incluído no projeto da campanha, como forma de estimular os motoristas ocasionais a se atentarem aos cuidados necessários para garantir a segurança durante o trajeto nas autoestradas do País.
Fonte: Portal Brasil

Campanha brasileira contra o racismo é premiada na França

A  campanha nasceu em julho do ano passado, motivada pelo caso da jornalista Maju Coutinho, que sofreu ataques racistas na página do Jornal Nacional, no Facebook
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Ofensas na internet têm consequências reais na vida de milhares de pessoas, mesmo quando o ataque não é direcionado. No caso do racismo, declarações discriminatórias podem inclusive ser punidas judicialmente e, mesmo assim, milhares de posts e comentários ofensivos inundam as redes sociais todos os dias.
Volta e meia surgem ofenças pontuais a celebridades, como Maju Coutinho e Taís Araújo, e é aí que muita gente se espanta em saber que esse tipo de coisa ainda existe. Só que a população negra é atacada todos os dias na internet e isso é gravíssimo! Afim de escancarar esse problema e conscientizar as pessoas, a ONG Criola e a agência W3haus desenvolveram a campanha Espelhos do Racismo, ação que foi premiada essa semana no Cannes Lions, um dos mais importantes festivais de publicidade do mundo. Ao todo, a campanha faturou quatro prêmios: prata na categoria Cyber e bronze nas categorias Outdoor, PR e Creative Data.
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A  campanha nasceu em julho do ano passado, motivada pelo caso da jornalista Maju Coutinho, que sofreu ataques racistas na página do Jornal Nacional, no Facebook. O primeiro passo foi mapear diversos comentários ofensivos, localizando as cidades onde seus autores moravam. A partir disso, foi possível transformar esses ataques virtuais em outdoors e as imagens foram instaladas nas principais ruas e avenidas dos municípios em questão.
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“Não é possível ignorar esses ataques e achar que não haverá consequências para os ofensores. A campanha visa expor essas situações e fazer com que a sociedade se posicione contra esse retrocesso”, diz Jurema Werneck, fundadora da ONG Criola. As cidades que receberam a campanha de outdoors foram: Americana/SP, Feira de Santana/BA, Recife/PE, Vila Velha/ES, Rio de Janeiro/RJ e Porto Alegre/RS.
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A ação conta ainda com um site bilíngue e um vídeo que reuniu depoimentos de mulheres negras e o pedido de desculpas de um dos agressores. Morador de Vila Velha/ES, o homem identificado apenas como Lucas, disse que reconheceu seu comentário no outdoor e, arrependido, decidiu entrar em contato com a ONG Criola. Ao final do vídeo, o encontro entre ele e a cantora Indy Naíse – que encerra a peça com a maravilhosa música “Ancestralidade” – é emocionate. Da o play para conferir o resultado dessa campanha maravilhosa. Reconhecimento mais do que merecido!

Fonte: Huffpost Brasil

Câmara de SP aprova publicidade em pontos de táxi

Dois projetos de lei que já passaram por primeira votação na Câmara Municipal estão no meio de uma discussão sobre as conquistas da Lei Cidade Limpa – aquela que tirou as placas e os outdoors da cidade. Um dos projetos é para publicidade em bancas de jornal e, o outro, em pontos de táxi. As informações são do SPTV.
Há dez anos, a lei combate a poluição visual com a proibição de colocar placas, outdoor se anúncios em fachadas, muros e postes. Ficou permitida somente a publicidade nos pontos de ônibus e relógios de rua, que passaram por licitação.
“O grande sucesso da Lei Cidade Limpa é que ele foi para todo mundo, não teve amigo de ninguém. Todo mundo teve que se adequar. A hora em que você abrir, totalmente sem regra nenhuma, de uma forma que a gente não vai conseguir fiscalizar, e aí vai. Abriu a porteira”, disse Regina Monteiro, urbanista e idealizadora da Lei Cidade Limpa.
Um dos projetos aprovados é sobre a publicidade em bancas de jornal. Cada uma poderá ter até quatro painéis de propaganda, com 90 centímetros de largura por 1,8 metro de altura.
O outro projeto diz respeito aos pontos de táxi. Ele permite que os pontos tenham abrigo metálico, com cobertura de telha ou acrílico. O tamanho ainda não foi definido. O lugar poderá ter banheiro de até 12 metros quadrados, com bancos, telefone, televisão e bebedouro. A limpeza e a manutenção deverão ser divididas entre os taxistas do ponto.
O abrigo poderá ser feito por empresas privadas que vão explorar a propaganda num painel luminoso, com 50 centímetros de altura por um metro de largura.
Os dois projetos de lei atuais foram aprovados em primeira votação. Ainda precisam ser votados mais uma vez. Se forem aprovados, vão para análise do Prefeito Fernando Haddad, que pode vetar ou sancionar.
Outro projeto que trata de propaganda no vidro traseiro dos táxis que está sendo debatido em audiência pública.

Projeto de lei quer permitir propaganda em pontos de táxis em SP (Foto: TV Globo/Reprodução)
Projeto de lei quer permitir propaganda em pontos de táxis em SP (Foto: TV Globo/Reprodução)

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Outro projeto permite publicidade em bancas de jornal (Foto: TV Globo/Reprodução)

Fonte: G1

Vídeo: A questão indígena em quatro minutos

No vídeo a seguir, contamos a história contemporânea da questão indígena brasileira

De um lado, os interesses dos povos indígenas. De outro, os interesses do agronegócio e do modelo de desenvolvimento vigente no país. Nesse contexto, a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) é fundamental para dirimir inúmeros conflitos e exercer seu papel constitucional de identificar, demarcar e monitorar terras indígenas, mas também é responsabilidade do órgão indigenista prestar apoio e proteção social.
Fonte: Pública

Estudo analisa a influência de celebridades na comunicação

O estudo avaliou 49 filmes durante 19 meses e analisou os índices de atenção,motivação e memorização para cada comercial.

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Gisele Bündchen: participantes assistiam documentário intercalado com intervalos e eram monitorados pelas técnicas de eletroencefalograma e eye tracking

Desde os anos 50, o uso de celebridades em propagandas é uma estratégia recorrente e valorizada no universo da comunicação. Ao associar um rosto famoso a uma marca, espera-se influenciar o comportamento do consumidor e impactar sua intenção de compra.
Embora esse recurso seja recomendado em muitos casos, o uso de uma celebridade não garante a eficiência de um comercial.
Para avaliar de maneira objetiva o impacto dessa estratégia, a Forebrain, empresa especializada em neuromarketing, lança o Brain Special Report: “A influência de celebridades na comunicação”.
O uso das ciências do cérebro aumenta a assertividade da comunicação ao entender de maneira mais profunda o impacto das celebridades.
No estudo, participantes foram convidados a assistir a um documentário intercalado por intervalos comerciais. Os participantes – 1140 homens e mulheres com idade entre 18 e 50 anos, pertencentes às classes sociais A, B e C – foram monitorados pelas técnicas de eletroencefalograma e eye tracking.
O estudo avaliou 49 filmes durante 19 meses e analisou os índices de atenção,motivação e memorização para cada comercial. A análise do desempenho dos filmes mostrou que a presença de celebridades contribui para a boa performance de filmes publicitários. No entanto, esse efeito não é garantido exclusivamente pela presença das celebridades. São estratégias eficientes a fidelização de celebridades, as representações realistas dos famosos e a associação desse rosto com a marca.
Resultados
– Quando uma celebridade popular é retratada em situações condizentes com a sua realidade, o filme costuma ter bom desempenho. Porém, quando a celebridade é descaracterizada ou pouco destacada, o investimento feito pelas marcas acaba sendo comprometido;
– Dependendo do tipo de produto ou serviço anunciado no comercial (por exemplo, produtos de alto valor de alto agregado), um perfil específico de celebridade é recomendado para que o filme seja eficiente;
– O uso de celebridades como embaixadores de uma marca se mostrou altamente eficiente em provocar uma maior aproximação do espectador e memorização do conteúdo;
– Os resultados comprovam que as celebridades podem provocar respostas de aproximação diferenciadas em função de aspectos motivacionais, de questões histórico-culturais e da própria representação da celebridade na sociedade.
Aprendizados
– O emprego de celebridades impacta diretamente os índices neurais avaliados, podendo ser um diferencial importante nas campanhas de comunicação;
– Aspectos como os objetivos da marca, o tipo de produto, o público alvo e o contexto da peça deverão ser levados em consideração na hora de escolher a celebridade que apresenta maior potencial de impacto para campanha;
– Embora as celebridades sejam consideradas um estímulo de alto impacto, sua eficiência é influenciada por questões de execução, construção e conteúdo das peças. Esta análise mostra que o uso da celebridade por si só não garante um impacto favorável da campanha;
– Através da neurociência, o estudo mostrou que a valorização da presença das celebridades, assim como o uso de propostas de conteúdo que adotam representações realistas dos famosos são estratégias consideradas eficientes para potencializar o impacto das celebridades nas peças avaliadas. Um trial gratuito do estudo está disponível para download no site da Forebrain.
Fonte: Exame

Aplicativos facilitam a comunicação com os clientes

A segurança na troca de informações é um ponto fundamental para que o cliente se sinta confortável em negociar com uma empresa, considerando que dados pessoais são trocados no processo.

Flávia, da Piju Pijaminhas, faz contatos, negocia e vende pelos aplicativos
Flávia, da Piju Pijaminhas, faz contatos, negocia e vende pelos aplicativos

Com o objetivo de dinamizar a comunicação e alcançar um maior número de pessoas, empresas de Salvador utilizam o WhatsApp e o Instagram como ferramentas de trabalho. Em vez de fazer deslocamentos físicos ou ligações telefônicas, os consumidores contratam serviços por meio dos aplicativos.
O WhatsApp alcançou, segundo informações liberadas pela empresa em 2015, 100 milhões de usuários no Brasil. A alta difusão aliada ao baixo custo – portadores de iPhone pagam US$ 0,99 anuais e não há cobrança de taxa para smartphones – torna o aplicativo um eficiente instrumento de negociação.
A companhia Tele Táxi, operante em Salvador e região metropolitana, foi a primeira empresa de táxi da capital a utilizar o WhatsApp como plataforma de contato. Das 1.100 corridas realizadas diariamente, 40% são reservados pelo aplicativo. “O cliente adiciona o número da empresa e envia informações sobre a forma de pagamento, nome e endereços”, explica o supervisor da companhia Jorge Freitas.
As mensagens são direcionadas para a central de atendimento, onde três funcionários responsáveis apenas em responder ao WhatsApp se revezam em turnos, totalizando 24h de atendimento.
”A maioria das chamadas de corridas feitas pelo aplicativo é realizada por adolescentes e jovens”, diz. Os clientes mais velhos preferem fazer a reserva por telefone.
As operações de contato, negociação e venda das peças da Piju Pijaminhas, marca de pijamas  para bebês e crianças, são realizadas inteiramente pelo Instagram e WhatsApp, respectivamente.
”O primeiro serve como vitrine dos pijamas. Após escolher o modelo, o cliente envia uma mensagem pelo  aplicativo ou WhatsApp. Nesta etapa há o esclarecimento de dúvidas e encomenda”, explica a proprietária da marca  Flávia Motta, 34. A  Piju Pijaminhas é uma sociedade entre a empresária e sua mãe Célia Motta, 70.
Na rede social de fotos, que possui 29 milhões de usuários no Brasil – maior mercado do aplicativo após os Estados Unidos, segundo dados do Instagram de 2015 -, Motta faz uma média de três postagens  diárias de fotos dos pijamas na conta da empresa, que  possui mais de nove mil seguidores.
Segurança na rede
”A nossa sistematização é 100% virtual”, conta a empresária, que vende cerca de 50  peças por mês,  variando entre R$ 150 e R$ 200 cada.
A segurança na troca de informações é um ponto fundamental para que o cliente se sinta confortável em negociar com uma empresa, considerando que dados pessoais são trocados no processo.
O WhatsApp assegura que as mensagens transmitidas  sejam criptografadas (transformadas em códigos) e privadas, ou seja, apenas os participantes da conversa têm acesso ao conteúdo.
Entretanto, segundo o coordenador dos cursos de pós-graduação de tecnologia da informação da Unifacs, Carlos Helano, a segurança em quaisquer domínios tecnológicos não pode ser 100% garantida.
“Alguém sempre vai tentar obter acesso a informações privadas. Contudo, o WhatsApp se mostra seguro até o momento.  As mensagens  são transmitidas em códigos, ou seja, mesmo que alguém tenha acesso a elas, não seria possível a leitura”, conclui.
No Instagram, empresa e cliente devem negociar por meio de troca de mensagens privadas, não nos comentários da foto,  abertos à visualização de outras pessoas.

Faça negócio na rede em segurança

Privacidade – Ao negociar por meio de ferramentas digitais, ofereça plataformas de conversa individual. Informações pessoais devem transitar apenas entre empresa e cliente
Contato-  Atente-se ao número de contato exposto. Caso esteja errado, a empresa perde clientes e cria situações potencialmente perigosas para eles
Fonte: A tarde

Blogues de Educação juntam-se “pela escola pública” em Portugal

Manifesto defende “mais respeito, atenção e investimento” na escola pública e critica anos de “cortes” e medidas que a “burocratizam de forma doentia”

Manifestação em defesa da escola pública, sábado passado, em Lisboa
Manifestação em defesa da escola pública, sábado passado, em Lisboa

Desde as 14 horas desta terça-feira doze dos mais lidos blogues sobre Educação divulgam nas respetivas páginas um manifesto de apoio à Escola Pública. “Enquanto membros da comunidade educativa e autores de diversos blogues de educação, temos opiniões livres e diversificadas. Porém a Escola Pública sendo um pilar social, merece o nosso esforço para nos unirmos no essencial. Este manifesto é uma tomada de posição pela valorização e defesa da Escola Pública”, lê-se no logo no início do texto. Os autores dos blogues O Meu Quintal, Ar Lindo, Com Regras, Correntes ouAtenta Inquietude estão entre os apoiantes.
A promoção do manifesto surge numa altura em que muito se tem discutido a necessidade e a defesa, ou não, de apoios do Estado ao ensino privado. Isto na sequência do anúncio dos cortes nos contratos de associação, com o Governo a eliminar o financiamento de turmas no ensino particular e cooperativo em todos os casos onde exista lugar numa escola pública próxima. No fim de semana houve manifestações a favor e contra.
Apesar de no manifesto não serem feitas referências a estes contratos nem ao ensino privado, é neste contexto que os promotores defendem a necessidade de “centrar o debate público nos seus fundamentos”, nomeadamente em relação à necessidade de assegurar um ensino público de qualidade para todos, desde o pré-escolar ao ensino superior. Sendo que nos últimos anos, dizem os subscritores, o “desinvestimento” e a “deriva de políticas educativas, em matérias como a gestão de recursos humanos ou a organização e funcinamento das escolas têm ameaçado seriamente a qualidade de resposta da Escola pública”.
“Nos últimos anos a Escola Pública, instrumento para que os deveres constitucionais do Estado sejam cumpridos no domínio da Educação, tem sido sujeita a múltiplas dificuldades, com cortes, com lançamento em cascata de medidas que a burocratizam de forma doentia e tentam degradar ou desvalorizar com base em rankings, diversos e dispersos, onde se compara o incomparável, muitas vezes baseados em frágeis indicadores administrativos e funcionais, e não pedagógicos ou educacionais”, critica-se no texto.
Os autores da iniciativa pedem “mais respeito, mais atenção, mais investimento e mais capacidade” para a escola pública, acompanhados de autonomia reforçada e de uma “valorização social e profissional” de professores e funcionários.
Fonte: Expresso

Afroflix – A plataforma para produções audiovisuais de pessoas negras


Segundo uma pesquisa do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a participação de negros e mulheres em produções cinematográficas brasileiras, seja na direção, roteirização ou atuação, é super baixa. Entre os filmes nacionais de maior bilheteria entre 2002 e 2012, apenas 2% dos diretores são homens negros. E nenhuma era mulher negra.
Para dar destaque às raras produções, a diretora e roteirista Yasmin Thayná criou o Afroflix, uma plataforma colaborativa claramente inspirada no serviço de streaming mais conhecido do mundo, Netflix. Mas com duas diferenças. A primeira, é que o serviço do Afroflix é grátis. A segunda – e mais importante – é que os conteúdos audiovisuais disponibilizados devem ser, necessariamente, produções escritas, dirigidas, produzidas ou protagonizadas por pessoas negras. Podem ser filmes, vlogs, séries, curtas e clipes – e não necessário precisam tratar de qualquer questão racial. Só precisam ter uma pessoa negra como importante realizadora do projeto.
Em entrevista ao site da EBC,  Yasmin Thayná explica a sua criação: “Nosso objetivo é gerar mais visibilidade para esses realizadores, porque de alguma forma a gente está silenciado, escondido no Brasil, então o Afroflix cria essa referência para a gente saber que há um monte de cineastas negros, mulheres. A gente precisava criar essa plataforma para saber que eles existem“.
Na plataforma, que não conta com nenhum tipo de ajuda financeira, já estão disponíveis mais de 100 produções nacionais. Mas segundo os seus idealizadores, novas indicações de conteúdos são bem-vindas, inclusive internacionais. Basta que se encaixem nas exigências da Afroflix e estejam de acordo com os termos de uso do site. Lançada em janeiro de 2016, a página oficial da Afroflix no Facebook já conta com mais de 9 mil seguidores.

Produção original

Se a Netflix inovou seu serviço de streaming também com suas produções originais, a Afroflix não ficou para trás.  No dia 14 de junho, lançará o filme “Batalhas”, a sua primeira produção original. De acordo com Yasmin, o filme retrata o dia em que o Teatro Municipal do Rio de Janeiro recebeu pela primeira vez um espetáculo de funk montado e apresentado pela Companhia Na Batalha. Assista acima o trailer do filme.
Fonte: Comunica que muda

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.