Brasileiras criam plataforma de notícias especializada em jornalismo de dados e questões de gênero

A plataforma será lançada na segunda semana de agosto e terá formato semelhante ao de uma revista.
No próximo mês, um grupo de jornalistas brasileiras planeja lançar uma plataforma de notícias digitais que vai usar jornalismo de dados para abordar assuntos relacionados a questões de gênero.
As jornalistas Natalia Mazotte, Giu Bianconi e Maria Lutterbach estão desenvolvendo o projeto “Gênero e Número – Narrativas Para a Equidade”. Em conversa com o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, as jornalistas falaram sobre a concepção da plataforma, a produção de reportagens e as expectativas com o lançamento do site.
“Nossa ideia é desenvolver uma iniciativa de jornalismo independente que foque na questão de gênero, mas com a perspectiva de trazer mais dados para o debate”, disse Mazotte, que foi repórter e instrutora assistente do Centro Knight por muitos anos.

A plataforma será lançada na segunda semana de agosto e terá formato semelhante ao de uma revista. A cada mês, um novo tema será abordado, trazendo reportagens e dados para aprofundar o assunto.
A ideia é selecionar tópicos que estejam de alguma forma relacionados aos acontecimentos mais marcantes do momento. O tema de estreia, por exemplo, será “Mulheres no Esporte”, com foco nas Olimpíadas.
Apesar do trabalho possuir foco em direitos humanos e nos temas pautados pelo feminismo, a proposta não deve ser confundida com um discurso ativista.
“Não é um projeto de ativismo, é um projeto de jornalismo. A gente quer fazer a ponte entre esse público que já trabalha e milita pelas questões de gênero e o público em geral”, explicou Lutterbach.
O projeto começou a ser desenvolvido há sete meses e tem apoio da Fundação Ford e do site de notíciasAgência Pública. As jornalistas também contam com uma equipe de colaboradores formada por programador, designer e repórteres.
Segundo Bianconi, a plataforma foi concebida de forma a garantir o dinamismo dos conteúdos produzidos e aproveitar o engajamento com a audiência nas redes sociais, por meio da distribuição das matérias no Facebook, Twitter e Instagram.
“A gente pensou numa plataforma que pudesse agregar diferentes formatos para que as narrativas não tivessem uma cara de pesquisa, para que os dados fossem apresentados de forma dinâmica e aproveitando todas as possibilidades que temos hoje em termos de ferramentas e recursos,” disse Bianconi.
As bases de dados usadas nas reportagens ficarão disponíveis para que o público possa fazer o download das informações. A proposta é torná-las mais acessíveis e explicar a metodologia utilizada na elaboração das matérias, trazendo também material sobre os bastidores da atividade jornalística.
Segundo Mazotte, estes dados servirão não só para embasar uma debate mais qualificado sobre o assunto como também para pautar a mídia tradicional e auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas.
“O debate de gênero vem ganhando força, mas ainda é de nicho. São poucas pessoas falando sobre o tema, embora seja uma questão que diga respeito a todo mundo,” afirmou Mazotte. “A gente quer trabalhar especialmente para melhorar o debate e transpor o nicho no qual ele se coloca. Nossa proposta é fazer jornalismo sobre gênero para fora do nicho. É furar a bolha.”
Fonte: Knight Center

Festival Latinidades discute democratização da comunicação

O evento, em sua nona edição, vai até domingo (31) no Museu Nacional em Brasília.

Festival Latinidades discutiu a democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais Wilson Dias/Agência Brasil
Festival Latinidades discutiu a democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais Wilson Dias/Agência Brasil

A democratização da comunicação no país, marcos regulatórios relacionados à comunidade afrodescendente e a inserção do negro nas mídias tradicionais foram temas discutidos nesta terça-feira (26) no Festival Latinidades. O evento, em sua nona edição, vai até domingo (31) no Museu Nacional em Brasília.
Na mesa de abertura do Latinidades, a jornalista e âncora do jornal Repórter Brasil Tarde, TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana Barreto, ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no Brasil e o impacto dessas referências para a juventude do país. A jornalista destacou ainda a importância do papel da cobertura jornalística na desconstrução de estereótipos da identidade negra.
A jornalista da EBC Luciana Barreto ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no BrasilWilson Dias/Agência Brasil
A jornalista da EBC Luciana Barreto ressaltou a importância do protagonismo negro dentro do jornalismo no BrasilWilson Dias/Agência Brasil

“A televisão reproduz estereótipos e viola nossa identidade”, disse. Para Luciana, é necessário que haja ocupação dos espaços na comunicação por minorias para que as temáticas sobre esses grupos não sejam retiradas do noticiário nacional ou veiculados de forma equivocada. “Os meios de comunicação estão destruindo, massacrando a nossa identidade. Temos que brigar para ocupar esse lugar porque é uma forma de resistir a essa cultura”.
Políticas afirmativas
As políticas afirmativas voltadas para afrodescendentes, como sistema de cotas, foi um dos aspectos abordados pela jornalista e secretária executiva do Conselho Curador da EBC, Juliana Cézar Nunes. Para ela, a articulação do movimento negro ajudou a potencializar o uso das redes sociais como instrumento de conexão e empoderamento da comunidade negra.
“Acho que o grande salto foi quando conseguimos articular o campo da cultura e da comunicação. Quem na cultura negra ganhava dinheiro com a cultura negra eram os brancos. Resgatar marcos e espaços importantes de articulação ajudou a potencializar o uso que a gente faz das redes sociais”, disse. Para a jornalista, os desafios da comunicação são financiamento de mídias, o debate sobre marcos regulatórios em telecomunicações e o acesso à interatividade na TV digital, que deve iniciar seu funcionamento no país a partir de 2018.
Também participaram do debate o fundador da Casa de Cultura Tainã e da Rede Mocambos – que atuam para a apropriação de softwares livres por comunidades quilombolas, indígenas e periféricas, Mestre TC, de São Paulo, e o produtor cultural do Rio de Janeiro Dom Filó, um dos mentores, na década de 1970, do Movimento Black Rio.
Festival
A programação, disponível no site www.afrolatinas.com.br, inclui debates, conferências, lançamentos de livros, oficinas, cinema, feiras e shows, entre outras atividades. O festival traz ainda uma exposição de fotos que retrata quilombolas de várias regiões do país e de diferentes faixas etárias que, em 18 de novembro de 2015, participaram, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem-Viver, evento que reuniu representantes das mais de 3 mil comunidades quilombolas.
Na programação musical do Latinidades estão as artistas Tati Quebra Barraco, MC Carol, Pretas Sonoras e DJs da festa Batekoo, de Salvador. Também estão entre os destaques a saxofonista norte-americana Hope Clayburn e a cantora nigeriana Veronny Okwei Odili. O festival ainda tem atrações para crianças no Espaço Infantil, com brincadeiras, roda de conversa e bailinho.
Organizado pelo Instituto Afrolatinas, o evento deste ano tem a parceria das Nações Unidas no Brasil e patrocínio do governo do Distrito Federal.
Fonte: Agência Brasil

Meios de comunicação na França não publicarão fotos de autores de atentados

Le Monde afirma que querem evitar que terroristas sejam ‘glorificados’.  Libération não mudará publicações.

Algumas empresas francesas decidiram não divulgar nem o nome dos autores
Algumas empresas francesas decidiram não divulgar nem o nome dos autores

Meios de comunicação franceses, como a rede BFM TV ou os jornais “Le Monde” e “La Croix”, decidiram parar de publicar fotografias dos autores de atentados para evitar que tenham a atitude exaltada após os ataques ou que sejam colocados no mesmo nível das vítimas.
O diretor do tradicional “Le Monde”, Jérôme Fenoglio, em um editorial publicado nesta quarta-feira (27), afirmou que, após o atentado de Nice, não publicará mais fotografias dos autores de massacres para “evitar eventuais efeitos de glorificação póstuma”. O ataque em Nice, no Sul do país, que foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixou 84 mortos e 300 feridos em 14 de julho.
“Não se deve esconder os fatos ou a trajetória dos assassinos, e por isso não somos favoráveis a manter seu anonimato, mas suas fotos não servem para descrever sua trajetória”, explicou Fenoglio à AFP.
O diretor de redação da BFM TV, Hervé Béroud, afirmou que  decisão de não divulgar mais as fotos foi tomada na terça-feira à noite. “A foto tem um caráter simbólico e emblemático” e “pode colocar no mesmo nível vítimas e terroristas”, disse Béroud à AFP, esclarecendo que seguirão informando o nome dos autores dos atentados.
Por sua vez, o redator-chefe do jornal católico “La Croix”, François Ernenwein, disse à AFP que “só publicaremos o nome e a inicial do sobrenome (do autor do atentado), e não a foto”.
No Twitter, a emissora de rádio Europe 1 também anunciou que deixará de “citar os nomes de terroristas em transmissões”.
Já o jornal progressista “Libération” não compartilha este ponto de vista. Segundo o diretor-adjunto do jornal, Johan Hufangel, manter no anonimato os autores não é uma posição sustentável.
“Imaginem um artigo com os irmãos SA e BA, AA, FAM”, declarou à AFP, ressaltando que “o debate sobre a utilização da foto no jornal e no site do ‘Libération’ é constante desde a existência do jornal”.
“Publicar fotos de terroristas e glorificá-los não é a mesma coisa. ‘Dabiq’ (a revista do grupo EI) glorifica”, acrescentou.
Na manhã desta terça-feira (26), dois homens armados com facas fizeram reféns um padre, duas freiras e dois fiéis em uma igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, na região da Normandia, no norte da França. O padre, Jacques Hamel, de 84 anos, foi morto. Outros três reféns ficaram feridos. As fotos de um dos suspeitos foi divulgada em alguns veículos.
Fonte: G1
 

Pokémon para o bem

Campanha pede aos gamers para fazer uma pausa na caça às criaturas digitais e socorrer as famílias sírias, especialmente as crianças, que estão nas zonas de conflitocriancas-sirias-seguram-cartazes-de-pokemons-na-esperanca-de-serem-salvas-768x676
Hoje em dia, existem Pokémons em quase todos os lugares (em breve no Brasil também). Se você está no Central Park, nas ruas de San Francisco ou mesmo áreas cheias de minas na Bósnia, há um Pikachu para ser encontrado.
A agência de notícias dirigida por ativistas e rebeldes na Síria – FRS Media Group – está capitalizando a mania do Pokemon GO, o jogo de realidade aumentada da Nintendo, para pedir ajuda pelo Twitter. A campanha pede aos gamers para fazer uma pausa na caça às criaturas digitais e socorrer as famílias sírias, especialmente as crianças, que estão nas zonas de conflito da guerra civil que já dura 5 anos.
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“Estou na Síria. … Salve-me !!” é o texto principal das imagens compartilhadas pelo Twitter.  Vários tweets compartilharam imagens de crianças que seguram cartazes em árabe e inglês com uma criatura Pokémon. Um deles diz “Eu estou numa área de ao Leste de Ghouta, Síria. Venha me salvar.” Ghouta foi o local de um ataque de armas químicas contra civis em setembro de 2013 , deixando muitas crianças mortas.
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Outro tweet comovente mostra um menino em um local desconhecido na Síria, sentado em meio a escombros na rua, com um Pikachu chorando ao lado dele. A  #PrayforSyria (reze pela Síria) acompanha os tweets. As localizações indicadas nas postagens pelo Twitter apontam para regiões próximas das cidades de Hama e Idlib, ambas sob controle dos rebeldes que lutam contra o governo sírio e que constantemente são alvos de ataques aéreos.
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Síria Go

Outro designer sírio,Saif Aldeen Tahhan, também usou a popularidade do jogo para despertar a solidariedade para o povo de seu país.  Em uma série de imagens chamadas Síria Go, Tahhan tomou momentos reais da guerra síria – casas demolidas, um ataque aéreo em ação, escolas abandonadas – como o cenário do jogo. Só que em vez de criaturas Pokémon, objetos que os sírios mais precisam estes dias.
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“As pessoas conversam sobre Pokémon o tempo todo. Então eu criei estas imagens para chamar a atenção. Para o sofrimento causado pela guerra e para o que os sírios estão realmente procurando”, disse o designer, ele próprio um refugiado sírio. Tahhan viajou da Síria para o Egito e embarcou para Itália. A peregrinação em busca de um novo lar pelo continente europeu o levou para a Dinamarca em 2014. Uma das imagens que ele criou para a sua versão do jogo é uma bóia salva-vidas ao lado de um barco de refugiados.

 

Por que as mulheres não se reconhecem na mídia e publicidade

Pesquisa mostra que 65% das mulheres brasileiras não se sentem representadas na propaganda

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Pesquisa diz que 65% das mulheres não se reconhece na publicidade Foto: TRL/Shutterstock

Quando você passa por uma banca de revistas ou assiste a comerciais na TV, você se identifica? Se a sua resposta for negativa, saiba que você faz parte de 65% da população feminina brasileira. Este dado, resultado de uma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, mostra que a maioria das mulheres do país não se reconhece na publicidade. Mas, quando elas foram ouvidas para saber quais elementos realmente as definem? A coordenadora do curso Gênero na Publicidade da ESPM de São Paulo, Ana Paula Passarelli, prontamente responde: “nunca”.

Para Ana Paula,os estereótipos são caixas de referência usadas pela publicidade, pelas empresas e mesmo pelas pessoas para contextualizar a ideia de como alguém é ou supostamente deveria ser. “Passamos décadas construindo um imaginário de mulheres donas de casa, ou extremamente sexualizadas ou em busca da beleza ideal”, reflete.

Ela lembra que o Brasil, atualmente, é recordista em cirurgias plásticas no mundo. Isso indica que a mídia pode ter contribuído enormemente na cultura pela modificação corporal, do ajuste ou da correção. “Nos tornamos uma fábrica de corpos perfeitos. Mas o que é ser perfeita? Para a sociedade, é ser magra, alta, pele clara, cabelos lisos e traços aristocráticos. Mas pergunte às mulheres a sua volta! Quantas se encaixam nesse modelo? Quantas se chateiam por não serem esse modelo?”, questiona a paulista.

Mulheres são forçadas a acreditar que precisam se encaixar em fórmulas de referência Foto: Bacho/ Shutterstock
Mulheres são forçadas a acreditar que precisam se encaixar em fórmulas de referência
Foto: Bacho/ Shutterstock

Ana Paula acredita que apenas quando houver mais diversidade para na publicidade será possível reverter este quadro. Para ela, o reforço que a mídia faz para a construção desse ideal de beleza já deveria ter ficado no passado. “A publicidade tem um papel pragmático muito definido: ser um conjunto de mensagens persuasivas para formar opinião sobre determinada marca ou produto. As agências pareciam ter encontrado o conjunto perfeito: transferir características de algo que o consumidor gosta para a mensagem principal. Logo, o que mais se vê na publicidade é o imaginário masculino orientando a construção do que é ideal para o homem.”

Na maior parte das peças publicitárias, as mulheres são estimuladas diariamente a acreditar que devem se encaixar em referências. “Na verdade, somos diversas em cores, cabelos, comportamentos, carreiras e desejos. A roda do estereótipo só quebra se aqueles que a alimentam mudarem”, acredita.

Marcas evidenciam a beleza natural

Para conversar com uma mulher nos dias de hoje é preciso, primeiramente, entender suas posições e crenças e falar a mesma língua. E isso significa acompanhar as mudanças dos últimos anos. A mesma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão mostrou que 60% das entrevistadas consideram que as mulheres ficam frustradas quando não se veem neste padrão.

Logo, colocar uma mulher sexualizada não é mais a receita perfeita ao lado de qualquer produto. Usar o corpo feminino com o único intuito de sedução também não é mais fórmula de resultado. Ana Paula acredita que as marcas que respeitam as diferenças estão ganhando cada vez mais espaço.

“E vamos ter recortes ainda melhores pela frente, especialmente sobre as questões de gênero e a não-binariedade. Quem ainda divide o público-alvo essencialmente entre homens e mulheres precisa rever urgentemente o próprio modelo de negócios, porque nem mulheres, nem homens, nem gays, nem transexuais e tantas outras possibilidades de gênero podem ser colocadas em caixas de referência daqui pra frente”, afirma Ana Paula.

 Fonte: Terra

Comissão aprova criação da Lei de Acesso à Informação na Segurança Pública

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou projeto do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) que cria a Lei de Acesso à Informação na Segurança Pública e estabelece diversos procedimentos a serem observados pelos órgãos de da União, Estados, Distrito Federal e Municípios (PL 4894/16).
Segundo a proposta, cada instituição e órgão de Segurança Pública deve criar todos os anos banco de dados e publicar em formato aberto relatório informando:

  • a letalidade policial, com o resumo dos principais dados sobre número de ocorrências registradas envolvendo mortes decorrentes de intervenção policial, dos laudos periciais, dos inquéritos abertos, e das recomendações sobre qualificações nos processos de treinamento para reduzir a letalidade policial;
  • sobre policiais mortos, com o resumo dos principais dados dos laudos periciais e das recomendações sobre qualificações nos processos de treinamento para reduzir o número de policiais mortos;
  • os principais indicadores de criminalidade, por unidade operacional;
  • pesquisa de satisfação feita junto aos seus servidores sobre as principais condições de trabalho;
  • pesquisa de avaliação do atendimento com amostra de pessoas atendidas pelo órgão.

Silas Freire retirou a exigência de publicar relatório sobre uso da força, contendo número de disparos de armas letais e não letais (Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Silas Freire retirou a exigência de publicar relatório sobre uso da força, contendo número de disparos de armas letais e não letais (Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O relator, deputado Silas Freire (PR-PI), foi favorável ao texto. Ele apenas retirou a exigência prevista no projeto original de publicar relatório sobre uso da força, contendo pelo menos o número de disparos de armas letais e não letais efetuados por unidade.
“É absolutamente impossível, principalmente em relação a implementos não letais, já que não se tem dados de todos os estados, por isso torna-se impossível saber os números de disparos efetuados pelas Forças Armadas no Brasil”, explicou Freire.
Transparência
A proposta estabelece procedimentos a serem observados pelos órgãos de Segurança Pública em relação a sua transparência e prestação de contas. O texto define que a Lei de Acesso à Informação na Segurança Pública deve observar algumas diretrizes como a publicidade como regra geral e sigilo como exceção; a divulgação de informações de interesse público independentemente de solicitações; o fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência e da prestação de contas na administração pública; entre outras.
O projeto determina que no primeiro semestre do primeiro ano de cada administração, deva ser apresentada a Política de Segurança Pública do ente federado (União, estado, Distrito Federal ou município) e o planejamento estratégico para a gestão.
De acordo com o texto, o não cumprimento destas medidas implica em ato de improbidade administrativa do dirigente da instituição ou órgão federal, estadual, distrital ou municipal.
Tramitação
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito), antes de ser votado pelo Plenário.
Fonte: Comunique-se

Banco Central muda estratégia de comunicação

Autoridade monetária vai antecipar em dois dias divulgação da ata do Copom
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Após anos na mira dos críticos, toda a comunicação do Banco Central (BC) está prestes a mudar. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a autarquia prepara, com urgência, uma reforma nos instrumentos para falar mais claramente com o mercado financeiro e com a sociedade. Essa é uma diretriz do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn. A orientação é abolir termos que deixam espaço para duplo sentido e demonstrar exatamente qual a leitura que o Comitê de Política Monetária (Copom) tem do cenário econômico. A avaliação é que a falta de comunicação da gestão anterior causou diversos problemas.
— Tem muita coisa ainda na lista para mudar. O plano é rever toda a comunicação — revelou ao GLOBO um técnico da equipe econômica, sob a condição de anonimato.
O primeiro passo da guinada foi alterar a data de divulgação da ata do Copom, que foi antecipada da quinta-feira seguinte à reunião do comitê para a terça-feira. Novas mudanças devem ser percebidas na publicação do próximo documento, que sairá na semana que vem — a reunião começa hoje e termina amanhã.
TÉCNICOS NÃO SABIAM DA MUDANÇA
Grande parte do texto da ata será revisado. Pistas do que será feito estão num trabalho de um dos novos diretores do BC. Carlos Viana de Carvalho, agora à frente da área de Política Econômica, tem um trabalho na PUC-Rio sobre o assunto. O texto “Apenas palavras: uma análise quantitativa da comunicação do Banco Central do Brasil” conclui que os problemas de comunicação na gestão de Alexandre Tombini, presidente do BC nos dois governos Dilma Rousseff, tiveram um custo econômico para o país.
“Mais importante ainda: nossos resultados sugerem que a curva de juros parou de responder às mudanças na linguagem do Copom durante a presidência de Tombini. Mudanças inesperadas na linguagem sob a vontade de Tombini continuariam a moldar a curva de juros como de costume, mas surpresas de comunicação ocorreram”, afirma o texto, de autoria de Carvalho, Fernando Cordeiro e Juliana Vargas.
E conclui: “Desnecessário dizer que possivelmente tenham ocorrido surpresas na comunicação durante a presidência de Tombini, mas, por alguma razão, os juros não tenham respondido de forma sistemática. Pode ser que isso tenha se devido à comunicação deficiente e à falta de credibilidade.”
— A intenção é excelente, passa por muita coisa que o corpo técnico já falava em gestões anteriores sobre a comunicação — afirmou um técnico.
A alteração da divulgação da data da ata do Copom pegou os técnicos totalmente de surpresa: eles ficaram sabendo juntamente com a imprensa.
Fonte: O globo

Dove critica modo como imprensa trata as mulheres no esporte

Em nova campanha poderosa, conveniente e necessária em tempos de Jogos Olímpicos, a Dove resolveu combater o machismo no mundo do esporte (e no mundo jornalístico).

Campanha da Dove: contra a imprensa machista no mundo do esporte
Campanha da Dove: contra a imprensa machista no mundo do esporte

m vez de falar de chutes, dribles, saltos, arremessos, pontos, velocidade e recordes, eles falam de bundas, peitos, corpos sensuais e atraentes.
Em nova campanha poderosa, conveniente e necessária em tempos de Jogos Olímpicos, a Dove resolveu combater o machismo no mundo do esporte (e no mundo jornalístico).
A campanha “#MyBeautyMySay” diz o que deveria ser óbvio: pede aos meios de comunicação e ao público em geral para focarem nas habilidades esportivas das mulheres atletas, não em seus corpos.
No vídeo introdutório, as imagens de atletas são desfocadas (ou seja, vão para segundo plano) e dão lugar a comentários machistas reais, tirados da imprensa.
Os comentários são um tanto grosseiros e focam no corpo e na beleza, não na performance esportiva.

Tudo, menos esporte

Em um cálculo da Dove em 2016, os comentários sobre mulheres atletas giram em torno de muitas coisas, menos do esporte.
Segundo a marca, 13% dos comentários jornalísticos analisados falavam da roupa das mulheres; 33% falavam de seus corpos; 41% falavam de sua beleza; 5% falavam da idade delas; e 8% falavam de seus cabelos.
No hotsite da campanha, a Dove mostra o impacto dos veículos sexistas. A marca calcula que, desde janeiro deste ano, o público foi exposto a 25,3 milhões de mensagens do tipo.
Há uma ferramenta interessante no site: após mostrar a frase sexista e o veículo responsável por ela, há a opção de enviar uma mensagem direta a ele.
A partir de amanhã (27), um outdoor da Dove na Times Square, em Nova York, vai transmitir comentários sexistas reais da mídia sobre atletas mulheres.
Assista:

Brasil

Por aqui, o UOL Esporte lançou, recentemente, a campanha “Quero Treinar em Paz”, onde entrevistou 21 mulheres (atletas, ex-atletas, técnicas) para falar sobre os machismos do mundo esportivo.
O projeto, em parceria com as ONGs Think Olga e AzMina, conta com cinco vídeos e diversas resportagens, a serem publicados em série até o dia 29, às vésperas dos Jogos Olímpicos.
Para o UOL, o AzMina criou o “Manual didático de como não ser um machista em contextos esportivos”, com dicas para homens de como agir de maneira correta e não machista.
O site também está divulgando a hashtag #QueroTreinarEmPaz, para colher e encorajar depoimentos de mulheres sobre o machismo no meio esportivo.
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Fonte: Exame

Linchamento: uma análise sob a perspectiva midiática

O trabalho tem como escopo analisar o Linchamento como controle social sob um olhar dos usuários das mídias em suas mais diversas formas de expressões
Resumo: Ao longo das últimas décadas do século XIX e no início do século XX as mídias de massa ou mídias sociais vêm transformando o mundo e, sobretudo o Brasil, na forma que a sociedade se relaciona, possibilitando desde o compartilhamento de informações, de forma eficaz e veloz, pelos próprios usuários, à propagação de ideias e opiniões, o fortalecendo do conceito de democracia; oportunizando a todos falar e escrever sobre determinado assunto; não obstante, a revolução das mídias tem escoado migalhas e marcado de forma negativa o conceito alhures mencionado, blindando o preconceito e reafirmando a intolerância aos que supostamente comentem crimes, eclodindo no fenômeno de controle social “Linchamento”, cuja principal característica é fazer  justiça com as próprias mãos, respaldados na ideia de inércia do Estado, deixando de lado princípios como a Jurisdição do Estado, juiz natural, contraditório, ampla defesa e, acima de tudo, o do devido processo legal.[1]
Palavras chaves: Mídias sociais, linchamento, preconceito, compartilhamento de informações falsas, justiça com as próprias mãos.
Abstract: Over the last decades of the nineteenth century and early twentieth century mass media or social media are transforming the world and especially Brazil, in the way that people relate, enabling from the sharing of information, effectively and fast, by the users, the spread of ideas and opinions, the strengthening of the concept of democracy; providing opportunities to all speak and write on a particular subject; however, the revolution of media has drained crumbs and marked negatively the concept elsewhere mentioned, armoring prejudice and reaffirming the intolerance that allegedly commenting crimes, erupting in social control phenomenon “Lynching”, whose main characteristic is to do justice to his own hands, supported the state’s inertia idea, setting aside principles as the state’s jurisdiction, natural justice, contradictory, legal defense and, above all, the due process.
Keywords: Social media, lynching, prejudice, sharing false information, the law into their own hands.
Introdução
O presente trabalho tem como escopo analisar o Linchamento como controle social sob um olhar dos usuários das mídias em suas mais diversas formas de expressões
Dentro desse contexto, as mídias sociais têm se tornado uma ferramenta importante para o cometimento de crimes no mundo real, sobretudo através da divulgação de informações imprecisas ou duvidosas, suscitando o ódio e a violência desbaratada a grupos minoritários; graças ao sentimento que muitos usuários possuem: o da injustiça.
Sabe-se, a priori, que o fenômeno de controle social “Linchamento” é mais frequente em tempos de tensão social – política, religiosa e econômica – que muitas vezes tem sido a forma de grupos minoritários se afirmarem. Com o advento das mídias digitais, símbolos da “comunicação sem fronteiras”, esse tipo de assassinato tem se tornado frequente, possibilitando desde a contínua migração de ideias práticas de discriminação, a conceitos entre os mundos “real” e “virtual” em uma interação não isenta de contradições e sempre entrando em outras questões, como fazer justiça com as próprias mãos (Martins, 1989), condicionando as sociedades a aceitar esse tipo de violência como prática de “Justiça popular”.
Os justiceiros sociais das mídias expressam um fenômeno social de difícil conceituação, em função dos diversos aspectos que os norteiam: subversão de normas por grupos marginalizados; desconfiança na jurisdição do Estado; preconceitos de longas datas; ineficiência ou falta de presença do governo e a baixa qualidade dos serviços públicos; ilustram as possíveis causas para a incitação do fenômeno do linchamento nas mídias.
Mediante essa perspectiva, a importância do trabalho está relacionada à abordagem do anseio da sociedade por justiça, agindo de tal modo a executá-la por suas próprias forças, sem aguardar a ação do Estado. Ainda, relata a visão do linchamento sob o olhar da mídia, um meio de influência social que pode tanto dar ao linchamento um olhar de justiça, como de violência.
Materiais e Métodos
Nesse trabalho embasou-se na Metodologia de revisão bibliográfica. Leram-se livros, artigos científicos e sites especializados com casos verídicos. E a metodologia da Dialética (contraposição de ideias) a partir das leituras para compor o conceito e os reais motivos do linchamento.
Mídias sociais e a justiça popular do Brasil
“(…) não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não há sol a sós
aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.
somos o que somos
inclassificáveis(…)”

(Arnaldo Antunes; Inclassificáveis).
As mídias sociais, como as redes digitais (networked media), como a internet, os telemóveis, os tablets ou os smartphones, são ferramentas responsáveis pela interação social e pela divulgação de informações (Fotos, vídeos, músicas, textos de opiniões, etc.), de forma veloz e eficiente, através da criação colaborativa dos próprios usuários. Isso é viável graças à democracia na qual estamos inseridos, garantida, sobretudo, na Constituição de 1988 insculpida em seu art. 5º e ao longo dos seus incisos (SAMUEL MATEUS, 2013).
Essa significação contribui para uma mudança no controle e nas influências sociais; outrora possível apenas aos que detinham poder econômico. Não obstante, em um cenário onde o controle e as influencias sociais midiáticas são fatores preponderantes na construção de informações, as mídias, por si só, têm oferecido risco ao princípio constitucional da presunção da inocência, por intermédio da divulgação e da organização de grupos dispostos a fazer “justiça com as próprias mãos”, pondo em risco também os princípios da jurisdição, devido processo legal e do juiz natural, ameaçando, assim, o Estado democrático de direito.
Sabe-se que o fenômeno do linchamento, segundo José de Souza Martins, constitui prática em que os seus praticantes se baseiam em julgamentos frequentemente súbitos, carregados da emoção do ódio ou do medo, em que os acusadores são quase sempre anônimos, que se sentem dispensados da necessidade de apresentação de provas que fundamentem suas suspeitas, em que a vítima não tem nem tempo nem oportunidade de provar sua inocência. Essa prática configura-se em uma ausência de um terceiro julgador (juiz), já que essa função do Estado consiste em fazer atuar, pelos órgãos jurisdicionais, que são os juízes e Tribunais, o direito objetivo a um caso concreto, obtendo-se a justa composição da lide (TOURINHO FILHO, s/d), violando aos princípios alhures citados.
O controle social exercido por linchadores, além de constituir crime coletivo, poderá ser configurado como patologia fruto de ilações sociais de uma sociedade instável e ávida por justiça.
Martins (1996) corrobora ainda que:
“É uma punição coletiva contra alguém que desenvolveu uma forma de comportamento antissocial. O antissocial varia de momento para momento e de grupo para grupo. Na França, ter traído a pátria era um motivo para linchar. No caso da Itália, aconteceu o mesmo. No Brasil, é o fato de não termos justiça, pelo menos na percepção”.
Graças às mídias sociais esse fenômeno tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. E o compartilhamento apressado de uma informação duvidosa pode ser a primeira pedra para um linchamento. (LETÍCIA DUARTE, 2014).
 Linchamento como Forma de Controle Social
Thomas Hobbes, no seu livro “O leviatã” atribui ao Estado, de forma absoluta, o poder para controlar seus membros, os mesmos abririam mão das suas liberdades individuais em troca de uma efetiva proteção, diga-se garantir a segurança e a posse da propriedade.
No entanto, em contraste com a teoria de Hobbes, vislumbra-se o controle social o qual o povo exerce sobre o Estado, por meio de linchamentos, como forma de garantir a soberania popular, já que aquela tem se mostrado ineficiente no que se refere a “fazer justiça”. Ora, valer-se de meios bárbaros para dizer de quem é o direito é um retrocesso social e, sobretudo, um disparate na jurisdição; é o que nos ensina Ruy Barbosa: “A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda.” “Obras completas de Rui Barbosa” Tomo IV – Página 60, de Ruy Barbosa.
O controle vislumbrado pelos usurários das mídias é, inexoravelmente, um controle que estabelece a ordem social e disciplina, comportamentos, sob um olhar repressivo, violentos e preconceituosos, submetendo os indivíduos supostamente criminosos a certos padrões sociais e princípios morais, ditos indiscutíveis. Para Karl Mannheim (1971, p. 178) controle social é “conjunto de métodos pelos quais a sociedade influencia o comportamento humano, tendo em vista manter determinada ordem”.
Diante de tais afirmativas é possível verificar que os linchadores sobrepõem-se ao controle exercido pelo Estado.
 A justiça popular e os justiceiros das mídias
O lado que as mídias sociais vêm tomando a despeito de fatos sociais, tem tomando proporções exorbitantes, graças a sua eficácia na divulgação e reprodução de conteúdos de opinião e censura a acontecimentos ditos antissociais, isso afirma a ideia de um povo invisível à diferença e dispostos a julgá-las por critérios de aparências.
O professor Christiano Jorge Santos, citando Fabio Medina Osório e Jairo Gilberto Schafer, comentam que “o preconceito representa uma ideia estática, abstrata, pré-concebida, traduzindo opinião carregada de intolerância, alicerçada em pontos vedados na legislação repressiva”.
Martins assevera ainda que nos linchamentos ocorridos no Brasil encontram-se quatro grupos dentre formadores da multidão linchadora, o primeiro deles seria o grupo dos parentes e amigos das vítimas do linchado. O segundo grupo é formado por moradores e vizinhos. O terceiro grupo forma-se por trabalhadores da mesma profissão ou classe social. Por fim, encontram-se os grupos que constituem a multidão. Destaca-se o linchamento cometido pelo grupo de parentes e amigos das vitimas do linchado na região norte, que é menos urbanizada. E se fortalece o linchamento cometido pela multidão na região sudeste, extremamente urbanizada. O massacre é realizado, de forma geral, por homens, mulheres, donas de casa, adolescentes e até por crianças.
O autor supracitado afirma ainda em entrevista que:
“Em geral, é linchado o pobre, mas há várias exceções. Há uma pequena porcentagem superior de negros em relação a brancos. Se um branco e um negro, separadamente, cometem o mesmo crime, a probabilidade de o negro ser linchado é maior” (MARTINS, 1996, s/p).
O mundo virtual contribui, exponencialmente, para o agravamento das diferenças; é publicado nas redes: o belo e o magnífico; perfeito nas expectativas dos usuários; pagando o diferente pelos supostos fatos que são veiculados nas redes, sem maiores ressalvas. Boaventura de Sousa Santos escreve sobre a emergência do fascismo societal, certo fascismo enraizado que favorece a cultura do ódio contra o outro, contra o diferente.
Senão, vejamos o perfil da assassinada Fabiane Maria De Jesus, do Guarujá, estado de São Paulo, a mesma era caracterizada como uma dona de casa que sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra, teve sua imagem divulgada equivocadamente na internet. Ora, o glamour a qual os usuários se propõem nas mídias, sobretudo nas redes sociais, enfraquecesse os bons costumes como a moral e a ética, ofuscados pelo calor da emoção de um fazer justiça a qualquer preço, já que no mundo virtual tudo está sob controle e que não há vez para a impunidade. O caso em tela é o maior símbolo da intolerância com o suposto feio e merecedor de punição por atos que pratica.
Conclusão
O Brasil, que é nação nova, corre a passos largos na busca de uma afirmação democrática, sobretudo na eficácia do judiciário, no que diz respeito quanto a sua atuação. Que ora sofre ataques por parte de líderes, na divulgação de suas opiniões, ora sofre criticas lamentáveis, como foi o caso da apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade, que defendeu em rede nacional o direito de “cidadãos de bem” espancarem infratores como “uma legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite”.
Não obstante, sabe-se que a justiça é lenta; e as mídias nas suas reproduções, rápidas. Atribuir juízo de valor negativo à atuação do judiciário prejudica, ainda mais, o seu mister: proferir jargões, palavras-chaves e incitar a população por meios da comunicação direta é causar danos imensuráveis a democracia, refletida na função do judiciário. É preciso mudar essa visão de ineficiência da justiça, a começar por uma polícia mais investigativa e menos abusiva.
 
Referências
ANTUNES, Arnaldo. Inclassificáveis. O silêncio. 1997. Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/arnaldo-antunes/inclassificaveis.html> Acesso em: 17 de maio 2016.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para uma sociologia de das ausências e uma sociologia das emergências.Disponível em: <http://www.boaventuradesousasantos.pt/media/pdfs/Sociologia_das_ausencias_RCCS63.PDF> Acesso em: 19 de maio 2015.
BRASIL. Constituição, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm>Acesso em: 17 de maio 2016.
DE OLIVEIRA, Simone Zanotello. Uma Definição Para Linchamento. Disponível em:<http://sizanotello.blogspot.com.br/2014/03/uma-definicao-para-o-linchamento.html>Acesso em: 18 de maio de 2016.
FOUCAULT, Michel. Sobre a Justiça Popular IN Microfísica do Poder. Roberto Machado.
GARCIA, Flúvio Cardinelle OliveiraA Jurisdição E Seus PrincípiosRevista Jus Navigandi, Teresina, ano 9n. 28720 abr. 2004. Disponível em: <https://jus.com.br/artigos/4995>. Acesso em: 18 maio 2016.
Linchamento De Fabiane Maria De Jesus No Guarujá-SP. Disponível em:
<http://espanca.com/real/2015/06/24/inquerito/> Acesso em: 17 de maio 2016.
Linchamento De Fabiane Maria De Jesus. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Linchamento_de_Fabiane_Maria_de_Jesus> Acesso em: 18 de maio 2016.
Linchamentos Põem A Nu Fragilidades Da Democracia. Disponível em:http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2014/05/linchamentos-poem-a-nu-fragilidades-da-democracia-4496521.html. Acesso em: 18 de maio 2016.
MÍDIAS SOCIAIS. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADdias_sociais Acesso em: 17 de maio 2016.
JUSTIÇA POPULAR EM MICHEL FOUCAULT – MICROFÍSICA DO PODER
Disponível em: <https://colunastortas.wordpress.com/2015/12/14/justica-popular/>Acesso em: 17 de maio 2016.
MARTINS, José de Souza. Brasil, o país dos linchamentos. Entrevista com José de Souza Martins. Disponível em: <http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/12164-brasil-o-pais-dos-linchamentos-entrevista-com-jose-de-souza-martins>Acesso em: 17 de maio de 2016.
Mulher Espancada Após Boatos Em Rede Social Morre Em Guarujá, SP. Disponível em:<http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html> Acesso em: 18 de maio 2016.
MARTINS, José de Souza. Linchamento, o lado sombrio da mente conservadora. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 8(2): 11-26, outubro de 1996.
MARTINS, Jose de Souza. 1996.
MARTINS, Jose de Souza. As condições do estudo sociológico dos linchamentos no Brasil. Estudos Avançados.
 
Notas:

[1] Trabalho orientado pelo Prof.MS. Ivandro Pinto de Menezes Mestrado em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Paraíba 2013. Especialização em Direito Constitucional pela ESA-PB e Centro Universitário de João Pessoa 2003. Bacharelado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba 2003. Professor Efetivo da Universidade do Estado da Bahia e da Faculdade de Ciências Humanas e Exatas do Sertão do São Francisco. Pesquisador do GEPSI/UFPB. Tem experiência na Área do Direito atuando principalmente nos seguintes temas: Sociologia Jurídica e Direitos Fundamentais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9437367282788433

Senado lança portal com produção multimídia da atividade legislativa

Estudantes, pesquisadores, jornalistas e as pessoas em geral terão no Portal Multimídia uma fonte de inestimável valor cidadão.
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A Secretaria de Comunicação Social do Senado lançou nesta quarta-feira (20) o Portal Multimídia, onde estão disponíveis para consulta online, download e compartilhamento em redes sociais os vídeos e áudios das reuniões das comissões e das sessões plenárias registrados pela Rádio Senado e TV Senado. Basta acessar o Portal de Notícias do site do Senado na internet e, logo na página inicial, junto com as matérias jornalísticas da Agência, TV Senado e Rádio sobre o trabalho do Senado e dos senadores, haverá um link para a área de multimídia, que reúne a íntegra ou trechos das reuniões das comissões e sessões plenárias, a partir de 2 de maio deste ano. Tudo pode ser acessado em computador, tablet ou celular.
O projeto do Portal Multimídia foi iniciado há 11 anos com as primeiras iniciativas para a implantação do Centro de Documentação Multimídia (Cedoc Multimídia), criado com o objetivo inicial de digitalizar os acervos da TV Senado, Rádio Senado e Agência Senado. Desde então, um longo caminho foi percorrido e hoje os acervos encontram-se completamente copiados para o sistema digital, somando mais de 73 mil horas de vídeo, 35 mil horas de áudio, além de mais de 400 mil fotografias. Atualmente as captações já são feitas em sistema digital.
Todo esse arquivo multimídia, em áudio, vídeo e fotografia, como qualquer outro, passa inicialmente por um trabalho de tratamento documental, análise, catalogação, indexação e cadastro nos sistemas próprios de gestão e armazenamento do acervo. Os programas foram desenvolvidos pelas equipes Cedoc e do Núcleo de Tecnologia da Informação da Secretaria de Comunicação Social em parceria com o Prodasen, que provê a infraestrutura de rede de internet.
— Ficamos extremamente felizes em prestar este que consideramos ser um verdadeiro serviço público — comentou a diretora da Secretaria de Comunicação Social, Virgínia Malheiros Galvez.
Estudantes, pesquisadores, jornalistas e as pessoas em geral terão no Portal Multimídia uma fonte de inestimável valor cidadão. Quem quer se informar sobre um assunto, uma discussão ou votação de um projeto, e não tem como assistir ao vivo, terá agora a oportunidade de ver quando quiser ou puder, podendo ainda baixar para o seu computador e compartilhar com outras pessoas.
Até o final do ano, o Portal Multimídia deverá ser ampliado para incorporar as notas taquigráficas correspondentes aos trechos de áudio e vídeo, conforme entendimento com o diretor da Secretaria Geral da Mesa do Senado, Luiz Fernando Bandeira, e com a diretora da Secretaria de Registro e Redação Parlamentar (Sererp), Quésia de Farias Cunha.
— O novo Portal Multimídia é mais um instrumento de pesquisa e de acesso rápido, para o público interno e externo, contribuindo em conjunto com os demais portais da Casa para a transparência do Senado Federal — diz Quésia.

Navegação

O Portal Multimídia tem navegação intuitiva, próxima do que as pessoas estão habituadas em sites de vídeo como o YouTube, em que, ao mesmo tempo em que assiste ao trecho selecionado na tela à esquerda, principal, vê listadas à direita as demais opções de vídeo em imagens menores. O usuário pesquisa por data do evento, assiste completo ou, se preferir, vai direto ao trecho de interesse, podendo localizar pelo nome do senador. Junto com cada evento legislativo, estarão disponíveis ferramentas para compartilhamento pelo WhatsApp, Telegram, Facebook, Twitter, Instagram e Tumblr.
Durante pelo menos um mês, o Portal Multimídia ficará em teste, podendo sair do ar eventualmente para ajustes. Esse teste é necessário para verificar a capacidade de rede de acordo com a quantidade de acessos simultâneos, do sistema de gerenciamento e disponibilização do acervo e das próprias equipes em preparar os arquivos multimídia para o Portal.

Parceria

A construção do Portal Multimídia durou cinco meses de trabalho conjunto do Cedoc Multimídia e do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Secom, que assumiu o desenvolvimento da aplicação. Segundo Glebson Moura, coordenador do NTI, o maior desafio foi definir a arquitetura da aplicação, ou seja, a melhor maneira de apresentar as informações para garantir uma boa navegação ao usuário. Os dois técnicos destacam a importância da ajuda dos técnicos da Coordenação de Infraestrutura de TI (COINTI) do Prodasen.
— O relacionamento entre as duas áreas foi crucial. A participação e integração das equipes fizeram com que tudo desse certo. Sem comprometimento, o portal não sairia —, observa Glebson Moura.
De acordo com Demétrius Bicalho, coordenador do Cedoc Multimídia, a Secom contou com o suporte do Prodasen desde o início da implantação do setor. Ao longo do tempo, equipamentos adquiridos em 2003 foram sendo atualizados para seguir o padrão utilizado pelo Prodasen. Com isso foram sendo criadas as condições para que o Portal Multimídia de hoje.
— Os novos servidores, storages e fitoteca robotizada permitiram um salto tecnológico que tornou possível o que em 2003 era somente um sonho —, diz Demétrius.
Além da parceria técnica na modernização da plataforma de TI, o Prodasen contribui com recursos humanos e técnicos para evitar ataques externos ao Portal, fornece uma área temporária de armazenamento dos conteúdos requisitados e provê a banda de dados necessária para acesso ao conteúdo por meio da internet.
Para acessar o Portal Multimídia clique aqui.
Fonte: Agência Senado

Consumidores esperam resposta nas mídias sociais em 24 horas, diz estudo

O estudo detalhou os comportamentos e atitudes de mais de 3 mil consumidores da América Latina e Europa no que diz respeito à utilização de canais de contato com as empresas.
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As expectativas dos consumidores quando comunicam com as marcas nas mídias sociais estão a aumentar, nomeadamente nos tempos de resposta. Hoje, 47% dos consumidores esperam obter uma resposta no prazo máximo de uma hora e 84% não estão dispostos a esperar mais do que um dia.
E mais: cerca de metade dos consumidores estão dispostos a publicar comentários nas mídias sociais se a sua experiência com uma determinada marca for positiva ou negativa.
Estas são algumas das conclusões de um novo estudo, intitulado “The Omnichannel Evolution of Customer Experience”, realizado pela Spider Marketing a pedido da Altitude Software, um estudo onde se detalham os comportamentos e atitudes de mais de 3 mil consumidores da América Latina e Europa no que diz respeito à utilização de canais de contacto com as empresas.
O consumidor é omnicanal e exige cada vez mais das mídias sociais
O cliente omnicanal emergente recorre a variadas soluções de contato, embora as redes sociais estejam em destacado crescimento, sobretudo por parte dos millennials, de acordo com o relatório. Atualmente, 82% dos consumidores ainda utilizam o telefone para contactar os seus fornecedores de bens e serviços, sendo que mais de 62% utilizam o email. O dado mais surpreendente, porém, são os 20% que utilizam o Facebook para contactar as marcas que consomem, valor que sobe para os 29% na faixa etária os 18 aos 34 anos, o que vem sublinhar a crescente procura por soluções de contacto omnicanal por parte dos “consumidores de amanhã”.
Com mais de 80% dos consumidores a exigirem uma resposta aos seus emails e posts nas mídias sociais no prazo máximo de 24 horas, as marcas necessitam cada vez mais de ter uma estratégia bem pensada de contacto e resposta aos seus clientes.
Os riscos que correm se não o souberem fazer bem são muito elevados, como o demonstram os 50% dos consumidores que afirmam no estudo que se não chegarem a receber qualquer resposta a um post negativo nunca mais voltam a utilizar aquela marca.
Mais significativo ainda são os 62% que admitem sentir-se negativamente influenciados em relação a uma marca quando leem algum post nas redes sociais de um cliente descontente. Mas as recompensas para as marcas que souberem fazer bem as coisas também existem: 75% dos inquiridos dizem que é mais provável consumirem um determinado produto ou serviço se lerem comentários positivos a seu respeito nos social media.
O papel que as mídias sociais já desempenham hoje nas relações comerciais e na vida social dos consumidores é claramente demasiado poderoso para ser ignorado, tal como sucede também com os celulares – 56% dos consumidores utilizam o smartphone para contactar uma empresa através das mídias sociais. Além disso, as pessoas usam mais o móvel para ligar para uma marca, o mesmo acontecendo quando optam por enviar um email.
Entre as conclusões importantes do relatório encontra-se, igualmente, a existência de um “fosso digital” entre clientes mais velhos e mais jovens. Os segundos preferem claramente usar dispositivos móveis e novas tecnologias como o videochat quando falam com as marcas que consomem. O relatório também destaca o crescimento do cliente multicanal e multidispositivo, a subida das expectativas do cliente e a cultura emergente do “promover ou castigar” à medida que as pessoas tendem a partilhar cada vez mais as suas experiências com as empresas. As empresas necessitam cada vez mais de prestar suporte adequado ao acesso móvel, com recursos a soluções multicanal de contacto com o cliente, sob pena de perder futuros clientes para benefício da concorrência que já o faz.

Fonte: Bit Magazine

Fiocruz realiza Semana de Comunicação de 25 a 29 de julho

A Fiocruz realizará, entre 25 e 29 de julho, a Semana de Comunicação. A abertura das atividades será na segunda-feira (25), às 9h, com o seminárioComunicação pública: construção e impasses, que acontecerá no Museu da Vida, no Campus Manguinhos. Estão convidados representantes da Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
O evento prossegue à tarde, até as 17h, com a exibição do filme Freenet, que discute o futuro da liberdade na rede mundial de computadores. A sessão será seguida de debate com Veridiana Alimonti, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, uma das quatro organizações brasileiras que produziram o vídeo de forma colaborativa. A participação no Seminário é aberta. Não haverá necessidade de inscrição prévia para o evento, que será transmitido em tempo real.
Política de Comunicação e Canal Saúde
Parte importante da Semana será o debate do texto preliminar da Política de Comunicação da Fiocruz, elaborado por um Grupo de Trabalho instituído pela Câmara Técnica de Informação e Comunicação. A Política será a pauta do Fórum dos Assessores de Comunicação (terça, 26, de manhã) e da Câmara Técnica (quarta, 27, durante todo o dia). O cronograma de aprovação do documento, que será concluído em processo colaborativo aberto a toda comunidade Fiocruz, será definido nesta última reunião da Câmara
Na tarde de terça (26), o Canal Saúde promoverá uma oficina, intituladaUm Canal de TV para o SUS, para a qual parceiros internos e externos foram convidados a debater a gestão participativa de sua grade de programação. Participarão do encontro integrantes de várias organizações representativas da área, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), entre outras.
Como parte da Semana de Comunicação, o Fórum dos Editores Científicos se reúne na tarde quinta-feira (28). Criado em outubro de 2014 no âmbito da Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC), o Fórum congrega os periódicos científicos da instituição e a Editora Fiocruz. A pauta terá, entre outros assuntos, a discussão de estratégias comuns para aperfeiçoamento do Portal de Periódicos.
Debate sobre crack
Para fechar a Semana, na tarde de sexta-feira (29), outro evento aberto será realizado fora do Campus Manguinhos, no auditório do Viva Rio, na Glória. Às 14h, a Editora Fiocruz realizará uma sessão de autógrafos do livro Crianças, Adolescentes e Crack, com a organizadora Simone Gonçalves de Assis. Às 15h, será exibido o documentário Crack, repensar (26 min), do selo Fiocruz Video. Logo depois da sessão, haverá debate sobre o tema com a participação do diretor Felipe Crepker Vieira.
O objetivo da Semana é mobilizar a comunidade interna para debater e refletir sobre o papel da comunicação numa instituição de saúde, ciência e tecnologia; sobre as possibilidades e ações efetivas da Fiocruz nesse campo; e sobre as articulações e ações institucionais guiadas pelo compromisso com a democracia e o acesso aberto à informação e ao conhecimento.

Programação:

Semana de Comunicação, de 25 a 29 de julho

25 de julho
Local: Auditório do Museu da Vida

Seminário: Comunicação Pública: Construção e Impasses
9h – Abertura – Nísia Trindade de Lima Vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação (VPEIC).
9h20 – Painel: O Papel da Comunicação Pública na Sociedade Democrática.
Participação de um representante da Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação; de Israel Vale, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; Rodrigo Murtinho, do Icict/Fiocruz; e mediação de Rogério Lannes (Radis/Fiocruz).
12h – Intervalo para almoço
13h30 – Exibição do filme Freenet? – documentário colaborativo sobre a liberdade na Internet, seguido de debate.
Debatedor: Veridiana Alimonti – Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação.
17h – Encerramento
 
26 de julho
Local: Auditório do Icict

9h/12h30 – Reunião do Fórum de Assessores de Comunicação.
13h30 – Oficina Um Canal de TV para o SUS
Evento restrito a convidados internos e externos.
Objetivo – Debater a participação popular na gestão da grade de programação do Canal Saúde.
27 de julho
Local: Auditório do Icict

9h/ 17h – Reunião da Câmara Técnica de Informação e Comunicação.
28 de julho
Local: a definir

13h30/ 15h30 – Reunião do Fórum dos Editores Científicos da Fiocruz.
29 de julho
Local: auditório do Viva Rio (rua do Russel, 76, Glória – Rio de Janeiro)

14h – Sessão de autógrafos do livro Crianças, Adolescentes e Crack, de Simone Gonçalves de Assis
15h – Exibição e debate do documentário Crack repensar (Selo Fiocruz Vídeo/VSD-Icict).
Moderador/mediador: Valcler Rangel – vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, responsável pelo Programa Institucional da Fiocruz sobre Álcool, Crack e outras Drogas, que visa discutir alternativas de combate a este problema contemporâneo e envolve representantes de diferentes unidades da Fundação.
Debatedores:
– Cristiane Sampaio (Icict/Fiocruz), pesquisadora Viva Rio;
– Felipe Crepker Vieira, diretor do documentário Crack – Repensar;
– Rubem César, Viva Rio/ Comissão Brasileira Drogas e Democracia (CBDD);
– Paulo Gadelha (presidente da Fiocruz/CBDD) – a confirmar.
Fonte: Fiocruz

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.