Parlamento Europeu aprova estratégia de comunicação contra propaganda danosa

O Parlamento Europeu aprovou, hoje, um relatório em que se defende a necessidade de enfrentar a propaganda hostil contra a UE, que visa desacreditar as suas instituições aos olhos dos cidadãos. O documento foi alvo de fortes críticas.

A votação sobre a estratégia de comunicação contra a propaganda realizou-se hoje no Parlamento EuropeuCréditos / orientpress.hu
A votação sobre a estratégia de comunicação contra a propaganda realizou-se hoje no Parlamento EuropeuCréditos / orientpress.hu

O relatório «Comunicação estratégica da UE para enfrentar a propaganda dirigida contra ela por terceiros», redigido pela deputada polaca Anna Fotyga (do Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus), foi aprovado esta quarta-feira com 304 votos a favor, 179 contra e 208 abstenções.
Na moção debatida na sessão plenária do Parlamento Europeu, vinca-se a ideia de que a UE está sob ataque, sendo alvo de uma ofensiva mediática e propagandística que tem por objectivo «distorcer as verdades, provocar a dúvida, dividir os estados-membros, criar uma fractura estratégica entre a UE e os seus parceiros norte-americanos e paralisar o processo de decisão, desacreditando as instituições europeias e as parcerias transatlânticas, que assumem um papel reconhecido na segurança e na arquitectura económica europeias», instigando «o medo e a incerteza nos cidadãos da UE».
O texto alerta as instituições europeias para a existência de uma «comunicação estratégica e guerra mediática» não só para lá dos limites da UE, mas também no seu interior, expressando preocupação com a quantidade de elementos hostis de propaganda que existem no seio da UE, «minando e corroendo a narrativa europeia baseada nos valores democráticos, nos direitos humanos e na lei».
Neste sentido, o relatório sublinha a necessidade de os estados-membros adaptarem as suas legislações para lidar com a realidade actual nos media e nas plataformas online, nomeadamente no que respeita ao «discurso de ódio» e de «incitamento à violência». Também destaca a importância de se reforçar, ao nível da comunicação estratégica, a cooperação já existente entre a UE e a NATO.

O inimigo russo

Na nota de imprensa do PE sobre a aprovação do relatório, afirma-se que os deputados do Parlamento Europeu fizeram soar o alarme sobre a propaganda anti-EU proveniente da Rússia e de grupos terroristas islamitas. Mas a verdade é que a actuação de «agentes não-estatais, como o Daesh, a Al-Qaeda e outros grupos jihadistas violentos», é alvo de muito menos atenção do que «a pressão propagandística» do Kremlin.
A relatora afirma que, no que respeita à Federação Russa, «a situação é agora clara» e que, «depois da sua anexação da Crimeia e da agressão no Leste da Ucrânia, muitos países estão inteiramente a par da sua desinformação e manipulação».
A Rússia é acusada de financiar partidos políticos de extrema-direita e de promover a desintegração do bloco, bem como de recorrer a uma «vasta gama de instrumentos» de propaganda, em que se incluem o canal televisivo RT e a agência Sputnik, com o propósito de «desafiar os valores democráticos, dividir a Europa e ganhar apoio interno».
Para além do reforço da cooperação com a NATO, os parlamentares sugerem que a UE deve investir em medidas que travem a ofensiva russa – para alguns deputados, que defenderam a resolução no plenário, a UE está «em guerra com a Rússia».

Fortes críticas

O documento recebeu fortes críticas da parte de alguns deputados, que classificaram o relatório como «louco» e «ridículo». Em declarações recolhidas pela RT, o deputado Javier Couso disse que o texto «é um insulto à inteligência dos europeus» e que «promove a histeria contra a Rússia e o neo-macartismo». «Trata-se de uma caricatura da Rússia», disse.

«Reforço da política militarista e antidemocrática»

Tendo em conta a aprovação, pela maioria no PE, dos relatórios relativos à «União Europeia da Defesa», à «Execução da Política Comum de Segurança e Defesa» e à «Comunicação estratégica da UE para enfrentar a propaganda dirigida contra ela por terceiros», os deputados do PCP no Parlamento Europeu afirmam, numa nota, que se trata de «mais um exemplo da deriva militarista, intervencionista e securitária da UE», no quadro do aprofundamento da sua crise, e que «acompanha os processos de ataque a direitos sociais, económicos, democráticos e de soberania em curso».
Sublinham que, desta forma, o PE «abre ainda mais o caminho ao ataque aos direitos e liberdades democráticas – nomeadamente nas áreas da liberdade de expressão e de imprensa», promovendo «a ingerência política e ideológica», com «o pretexto de uma “guerra” comunicacional».
O relatório de hoje foi aprovado com os votos a favor de cinco deputados do PSD e de uma deputada do PS. Os três deputados do PCP, dois deputados do PS, a deputada do BE, o deputado do MPT e Marinho e Pinto votaram contra. Abstiveram-se o deputado do CDS-PP e cinco deputados do PS. No total, o relatório foi aprovado com 304 votos a favor, 179 contra e 208 abstenções.
Fonte: Abril

Em cidade do MS, 5% de publicidade do Executivo deve ser empregada contra corrupção

Campanhas devem incluir apoio público para medidas contra a corrupção e o desestímulo a esse tipo de prática
O prefeito Alcides Bernal (PP) sancionou nesta terça-feira (29) a lei que determina que ao menos 5% dos gastos com publicidade feitos pelo Executivo Municipal sejam investidos em programas contra à corrupção.
A lei que disciplina a aplicação de percentuais mínimos de publicidade para ações e programas do Município determina que as ações e os programas de marketing incluirão medidas de conscientização dos danos sociais e individuais causados pela corrupção.
As campanhas devem incluir também apoio público para medidas contra a corrupção, o incentivo para a apresentação de notícias e denúncias relativas à corrupção e o desestímulo, nas esferas pública e privada, a esse tipo de prática.
De acordo com a publicação do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), a lei entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Campo Grande News

Lei proíbe publicidade com conteúdo erótico e depreciação sexual, na PB

Publicidade não pode depreciar a pessoa humana como objeto sexual. Multa em caso de descumprimento pode chegar a R$ 1 mil na Paraíba.

Lei que proíbe publicidade com apelo sexual foi publicada no Diário Oficial da Paraíba desta terça-feira (29) (Foto: Reprodução/Diário Oficial da Paraíba)
Lei que proíbe publicidade com apelo sexual foi publicada no Diário Oficial da Paraíba desta terça-feira (29) (Foto: Reprodução/Diário Oficial da Paraíba)

O governador Ricardo Coutinho (PSB) sancionou, nesta terça-feira (29), uma lei que proíbe a exibição ou divulgação de material publicitário que contenha apelo erótico e deprecie a pessoa humana como objeto sexual. De autoria do deputado Galego Souza (PP), a lei entrou em vigor e foi publicada na edição desta terça do Diário Oficial do Estado. Segundo o texto, a multa em caso de descumprimento vai do recolhimento do material à aplicação de multa de R$ 1 mil.
De acordo com o texto da lei, a empresa ou casa de shows que use na divulgação de suas atrações a imagem de uma pessoa, mesmo com autorização das modelos para as fotos, “deve se conter em colocar fotos ou figuras que não utilizem o apelo sexual explícito ou implícito, evitando a exibição de homens e mulheres, com exposição de quaisquer partes íntimas do seu corpo, caracterizando-os como atrações eróticas ou sexuais”.
O documento destaca que as imagens de mulheres, mesmo que consentidas pelas modelos, devem primar “pelo cuidado da não vulgarização do sexo feminino e a exposição da mulher como objeto sexual, serviços ou produto à venda”.
A lei prevê ainda que os sites dos estabelecimentos com sede ou filial na Paraíba devem seguir os mesmos cuidados.
Segundo o texto, as empresas que descumprirem a medida vão sofrer advertência, em primeira autuação; recolhimento do material publicitário; e multa, quando da segunda autuação. A multa foi fixada entre R$ 300 e R$ 1 mil, graduada de acordo com o porte do estabelecimento e o grau de reincidência.
Os valores arrecadados com as multas vão ser destinados aos programas de combate à exploração sexual e prostituição infantil da Secretaria Estadual da Mulher e, através de convênio, com o Ministério Público da Paraíba, por meio das promotorias de defesa da cidadania.
Fonte: G1

Trump põe em xeque modelo americano de publicidade

Resultado da eleição nos EUA faz agências reverem foco no estilo de vida das elites urbanas

Trump foi eleito com forte apoio da classe média e o setor publicitário avalia se perdeu contato com essas pessoas. PHOTO: TY WRIGHT/GETTY IMAGES
Trump foi eleito com forte apoio da classe média e o setor publicitário avalia se perdeu contato com essas pessoas. PHOTO: TY WRIGHT/GETTY IMAGES

Os anunciantes dos Estados Unidos estão às voltas com uma dura realidade: depois de passar anos cortejando os consumidores americanos com imagens de uma requintada vida urbana, eles podem ter julgado mal os anseios de grande parte de sua audiência.
Na esteira da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas, em que ele recebeu um forte apoio de eleitores de classe média, os anunciantes estão se perguntando se eles perderam o contato com essas mesmas pessoas — eleitores da zona rural, frustrados com a economia, desconfiados da elite e contrários à globalização — que levaram o empresário à Casa Branca. A ascensão de Trump fez essas empresas repensarem a forma como vêm coletando dados sobre consumidores, contratando funcionários e lançando produtos.
Dias após a eleição de 8 de novembro, o líder da McCann Worldgroup, gigante americana da publicidade, reuniu seus principais executivos para discutir o que a empresa poderia aprender com o resultado surpreendente. Para eles, uma lição foi o fato de muitas propagandas erradamente presumirem que todos os consumidores americanos querem ser como as elites das áreas costeiras.

“De vez em quando, você tem que reavaliar quais são as aspirações do público com relação aos produtos que vendemos”, diz Harris Diamond, diretor-presidente da McCann. “Tantos programas de marketing são direcionados ao imaginário da elite das cidades.” O marketing precisa refletir menos a cultura de Nova York e Los Angeles, diz ele, e mais a de cidades do interior, como Des Moines e Scranton, situadas nos Estados de Iowa e Pensilvânia, respectivamente.
Alguns profissionais de marketing, preocupados com o fato de os dados não estarem informando tudo o que precisam saber, estão pensando em usar nas pesquisas mais entrevistas feitas pessoalmente. Enquanto isso, algumas agências de publicidade estão procurando contratar mais pessoas de áreas rurais e reconsiderando o disseminado uso de mensagens que apelam para uma suposta aspiração a um estilo de vida luxuoso nas duas capitais costeiras. Uma empresa está cogitando abrir mais escritórios ao redor do mundo, onde as pessoas que criam anúncios estão mais próximas do público-alvo.
“Essa eleição é um momento seminal para os profissionais de marketing darem uma parada e entenderem o que está na mente das pessoas e o que realmente determina as escolhas do consumidor”, diz Joe Tripodi, diretor de marketing da rede de lanchonetes Subway.
Considerando como as pesquisas subestimaram o apoio a Trump, o resultado da eleição americana ressalta as limitações de “metodologias de pesquisa que, mesmo na era do ‘big data’, estão sujeitas ao viés humano”, diz Antonio Lucio, diretor de marketing da HP Inc.
Por isso, a HP, braço de computadores pessoais e impressoras da antiga Hewlett-Packard Co., está reavaliando sua dependência de técnicas de pesquisa como as feitas on-line e a necessidade de mais entrevistas realizadas pessoalmente e uma interação maior entre pesquisadores e entrevistados em suas casas e nos ambientes de trabalho.
David Sable, diretor-presidente global da Y&R, agência de criação do grupo WPP PLC, diz que a eleição é uma lição para os profissionais de marketing e as agências que se apaixonaram demais pelo ‘big data’. Sable diz que a Y&R irá “dobrar” os investimentos em seu programa eXploring, que inclui passar tempo com os consumidores em seus ambientes. “Se você quer descobrir como um leão caça, você não vai ao zoológico, vai à selva”, diz ele.
David Droga, presidente de criação do conselho e fundador da agência de publicidade Droga5, que tem entre seus clientes a Yum Brands Inc., dona das redes Pizza Hut e KFC, e o banco J.P. Morgan Chase, diz que a eleição validou a abordagem imersiva.

Neste ano, a agência enviou uma equipe para a sede da fábrica de linguiças Johnsonville, no Estado de Wisconsin, para entrevistar vários funcionários para uma campanha publicitária. “Realmente queremos ter certeza de que não apenas entendemos nossa demografia, mas o modo de pensar da nossa democracia neste momento”, diz Droga. A Droga5 também trabalhou para a candidata democrata Hillary Clinton, incluindo um anúncio para TV que a retrata lutando pelas crianças durante toda sua vida pública.
Executivos de publicidade também dizem que o resultado surpreendente da eleição provavelmente limitará os gastos com publicidade em 2017, enquanto profissionais de marketing tentam descobrir quais consequências as decisões do novo governo terão nas empresas.
“Eu acredito que haverá uma desaceleração” no primeiro trimestre porque os profissionais de marketing vão adotar uma postura de “esperar para ver” em relação às políticas de Trump, afirma Maurice Lévy, diretor-presidente da empresa francesa de publicidade Publicis Groupe SA.
A GroupM, que pertence à WPP e é a maior compradora de espaços de anúncios do mundo, antecipa que os gastos com publicidade nos EUA vai crescer 3% no próximo ano, para US$ 183,9 bilhões. Kelly Clark, diretor-presidente global da GroupM, agora prevê que o crescimento dos gastos com anúncios no país provavelmente vai cair alguns pontos percentuais durante os próximos seis meses. “Nós acreditamos que as decisões de investimentos serão adiadas”, diz Clark.
Se as agências internalizarem as mudanças sociais que a eleição revelou, o conteúdo ou o tom da publicidade podem mudar, preveem alguns executivos do setor publicitário.
A eleição espantou a elite liberal, levando-a para longe da publicidade de alto conceito, do tipo “tornar o mundo um lugar melhor”, e em direção de uma abordagem mais realista como “o que você fará por mim’”, diz Robert Senior, diretor-presidente mundial da firma de criação Saatchi & Saatchi, que pertence à Publicis Groupe.
Senior diz que a mudança irá acarretar um uso menor de imagens fantásticas e do escapismo e de mais pessoas reais nos anúncios publicitários.
Tripodi, do Subway, diz que os profissionais de marketing se concentram demais em agregar as pessoas em grupos mais amplos e que anunciantes globais, como a rede, devem tentar produzir mais anúncios locais que reflitam as preocupações de comunidades específicas.
Diamond, da McCann, diz que a empresa, que tem escritórios em cerca de 90 países, já está se movendo em direção a centros mais regionais. Agora, ela quer fortalecer suas equipes locais de criação, diz o executivo.
Fonte: The Wall Street Journal

Comunicação pública do Rio Grande do Sul sofre desmonte

Na avalanche de completo desrespeito às instituições democráticas, a comunicação pública tem sofrido ataques que vão além da esfera federal

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Trabalhadores da TVE e a FM Cultura do Rio Grande do Sul em protesto contra o desmonte

No início desta semana, a comunicação pública brasileira sofreu mais um golpe com o anúncio da extinção da Fundação Piratini, que faz a gestão das duas emissoras públicas do Estado do Rio Grande do Sul – a TVE e a FM Cultura. A intenção foi apresentada na segunda-feira 21 pelo governador do Estado, Ivo Sartori (PMDB). Além da Piratini, outras oito fundações ligadas ao governo deixarão de existir. A justificativa seriam os altos custos com essa estrutura: 28 milhões de reais ao ano, segundo o governo.
Caso aprovada pela Assembleia Legislativa estadual, a medida resultará na demissão em massa de centenas de trabalhadores ligados à fundação, conforme já denunciou o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) – mais de 1,2 mil quando somados os servidores de todas as fundações que se pretende extinguir. Ainda de acordo com o FNDC, a TVE tem um público de mais de 6,5 milhões de pessoas e, com os investimentos que estavam previstos, deveria alcançar um total de 8 milhões de habitantes nos próximos anos.
Com décadas de atuação – a TVE foi inaugurada em 1974 e a FM Cultura em 1989 –, o futuro das emissoras ligadas à Fundação Piratini ainda é incerto. Após a repercussão negativa desta decisão, no entanto, o governo do Rio Grande do Sul reformulou o discurso, afirmando que as emissoras não serão extintas e sim terão suas estruturas “readequadas”, processo que será feito pela Secretaria de Comunicação daquele Estado.
O fato de ser uma Secretaria de Estado a se tornar responsável pela gestão da comunicação pública é elemento determinante para se prever que esta comunicação deixará de ser pública e se tornará governamental. Assim, é bem provável que o Rio Grande do Sul perca duas emissoras públicas e ganhe duas emissoras de governo, atentas exclusivamente à veiculação de conteúdos de interesse do Palácio Piratini.
A principal justificativa para o desmonte é o argumento técnico da “calamidade financeira”. É preciso questionar, afinal, por que a comunicação pública é sempre tida como o alvo fácil de “readequações” que, no fim das contas, esvaziam seu sentido público, transformando-as em correia de transmissão de ações de governos?
Este esvaziamento ficou evidente com a Medida Provisória 744/2016, produzida na esfera federal, que extinguiu o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O órgão, formado por diferentes atores indicados pela sociedade civil, visava garantir, embora nem sempre conseguisse, um dos pilares da comunicação pública, que é a gestão democrática com participação social.
Antes disso, o governo de Michel Temer (PMDB), ainda quando interino, já havia demonstrando seu total desprezo pela comunicação pública e pelas instituições democráticas, ao exonerar, em maio, o então diretor-presidente da EBC, Ricardo Pereira de Melo, cujo mandado deveria seguir até 2020 e só poderia ser interrompido por decisão do Conselho Curador. A ação, embora embargada naquele momento político, foi concretizada com a efetivação do governo golpista e com a MP 744/2016.
E mais, funcionários concursados perderam cargos de chefia e nomeados foram também exonerados. A desculpa que circulava nos bastidores era de que a EBC estava a serviço do Partido dos Trabalhadores (PT) e do governo Dilma. Uma gafe cometida recentemente pelo atual presidente no fim da entrevista que concedeu ao programa Roda Viva, ao agradecer pela “propaganda” da empresa, revela, afinal, de quem é a intenção de promover o aparelhamento da Empresa Brasil de Comunicação.
O ano de 2016 nos mostrou de forma muito contundente o quanto a mídia ainda tem poder para construir e destruir reputações e governos. A concentração dos meios de comunicação no País, somada às inúmeras violações ao direito à liberdade de expressão da população que são consequência desta concentração, enfatizam a necessidade de se mobilizar recursos e ações políticas para fortalecer a comunicação pública, implementando aquilo que prevê o artigo 223 da Constituição federal, que é a complementaridade do sistema de comunicação (público, estatal e privado).
Ora, as medidas em curso, tanto em âmbito federal quanto nas esferas estaduais apontam justamente na direção contrária, ao solaparem as poucas iniciativas concretas de comunicação pública desenvolvidas no País. Estes atos nos fazem retroceder décadas no debate sobre a importância deste tipo de comunicação, inclusive sob a perspectiva do carregamento do conteúdo independente produzido nas diversas regiões do Brasil.
Além da caça às bruxas feita na EBC, a ofensiva para minar o caráter público da empresa já se faz sentir na programação, que vem perdendo em pluralidade e diversidade. No caso do Rio Grande do Sul, vale perguntar, um órgão de propaganda governamental, será esse o futuro que se desenha para a TVE e a FM Cultura? Esperamos que não.
Escrito por: Mônica Mourão, jornalista que integra a Coordenação Executiva do Coletivo Intervozes
Fonte: Carta Capital

Pesquisa revela o que crianças do mundo pensam sobre educação

A pesquisa foi feita como parte do plano estratégico  para promover a prevenção da violência contra a infância.
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Maria tem 10 anos, mora na Indonésia, e diz que acha a educação importante porque quer ser inteligente e virar policial quando crescer.Já Comfort, de 11 anos, não poupa críticas aos dirigentes de seu país, Ghana. E diz que se fosse presidente, asseguraria que todas as crianças pudessem ir à escola.
Demian, um lindo boliviano de 10 anos, conta o que mais o atrai na escola: “Aprender tudo o que é ligado à computação”.Essas crianças estão entre as mais de seis mil que foram entrevistadas pela equipe da organização Child Fund Alliance em todo o mundo para a pesquisa “Pequenas Vozes, Grandes Sonhos”, versão 2016, que acaba de ser lançada. Crianças de 31 nações foram ouvidas: 3.658 dos entrevistados moram em países em desenvolvimento, enquanto 2.568 são de países desenvolvidos.
O estudo traz boas e más notícias. A boa notícia é que para a grande maioria das crianças entrevistadas, a escola é um lugar de “aprender coisas novas”, primeira resposta dada por 47% dos entrevistados quando perguntados o que gostam mais da escola. Em segundo lugar, os meninos e meninas dizem que gostam muito de “trabalhar com professores” (29%) e estar com amigos (26%).
O mantra que as crianças ouvem repetidas vezes, dos pais e outros adultos, elas repisaram em toda a pesquisa: para 98% delas, a educação é importante. Mas essa importância é percebida pela maioria como uma ponte para o mercado de trabalho.
Busquei na minha estante um estudo qualitativo lançado em 2012 em formato de livro chamado “Os Batalhadores Brasileiros”, onde o geógrafo e ex-presidente do Ipea Jessé Souza e sua equipe da Universidade de Minas Gerais comprovam que essa premissa não é para todos:
“Os batalhadores, na sua esmagadora maioria, não possuem o privilégio de terem vivido uma etapa importante da vida dividida entre brincadeira e estudo. A necessidade do trabalho se impõe desde cedo, paralelamente ao estudo, o qual deixa de ser percebido como atividade principal e única responsabilidade dos mais jovens como na privilegiada classe média”, diz o texto.
A pesquisa feita no Brasil talvez explique essa reação das crianças no estudo da ChildFund. A percepção de que a educação é a forma de conseguir chegar ao mercado de trabalho é maior nas crianças que moram em países desenvolvidos (64%) do que nas que moram em países em desenvolvimento (40%).
“Isso fica mais evidente nas respostas das crianças que moram em países em desenvolvimento: 64% acham que a educação e poder ir à escola os tornarão mais aptos a conseguir melhor emprego, enquanto que essa porcentagem baixa para 40% quando as respostas vêm de crianças que moram em países desenvolvidos”, concluem os pesquisadores.
De qualquer maneira, não é muito animador saber que as crianças andam percebendo a escola apenas como uma ponte para o mercado de trabalho. Mesmo nos países desenvolvidos, apenas 24% dos meninos e meninas dizem que a educação pode fazer delas pessoas melhores. E 20% das  que moram em países em desenvolvimento entendem que, indo à escola, poderão cuidar melhor de seus pais no futuro. Essa porcentagem cai bastante, para 6%, no caso das crianças que moram em países ricos.Em Bangladesh, 40% das crianças acreditam que a educação poderá fazer delas pessoas especiais, líderes que farão diferença em seu país.
Um dos tópicos levantados pela pesquisa foi a questão da segurança. Um terço (31%) das crianças entrevistadas a nível global disseram que suas escolas são nunca ou só às vezes seguras, enquanto 60% disseram que são sempre seguras. E 3% disseram que nunca se sentem seguros nas suas escolas.
Quando perguntadas sobre o que significa estarem seguras na escola, as crianças mencionaram uma variedade de fatores, desde instalações de alta qualidade, sentir-se livres de violência ou abuso, ter medidas fortes de segurança no lugar e aprender com professores que os alunos confiem e respeitem.
Para Ángel, de 10 anos, que mora no Paraguai,estar seguro em uma escola significa que nada de mal vai acontecer a ele enquanto estiver lá dentro. Amina, de 12 anos, morador em Ghana, descreveu assim a segurançaescolar: “É a gente se sentir seguro na escola”. Camila, de 10 anos, moradora do Paraguai, disse que sua escola é sempre segura porquedesde que se recorda, ninguém nunca entrou lá para roubar. Já para 58% das crianças que responderam à pesquisa na Índia, Etiópia e Bangladesh, estar seguro na escola significa que as construções e instalações do prédios são seguras e limpas.
Quando foram perguntados sobre soluções para esse problema, 43% de todas as crianças disseram que se sentiriam seguros na escola se medidas de segurança existissem para manter os alunos protegidos contra danos.
Para a secretária geral do ChildFund Alliance, Meg Gardinier, o fato de que muitos não se sentem seguros na escola é preocupante:
“A segurança é um pré-requisito para aprender. Os líderes do mundo reconhecem a importância de uma educação significativa e segura quando adotaram o Objetivo #4 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas em setembro de 2015: ‘Assegurar educação de qualidade, inclusiva e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem para a vida toda para todos”, disse ela.
Mais de um quarto, ou seja, 26% das crianças entrevistadas globalmente, já tiveram que faltar aulas para trabalhar e, é claro, essa porcentagem é maior (31%) nos países pobres do que nos países ricos (8%).
A pesquisa foi feita como parte do plano estratégico da organização para promover a prevenção da violência contra a infância.E bem poderia servir para que líderes das nações das crianças entrevistadas,  o Brasil entre elas, levasse em conta na hora de tomar decisões. É bom lembrar que organizações da sociedade civil existem também para fornecer aos governantes material que ajude a fazer políticas públicas que, de verdade, vão de encontro aos interesses dos cidadãos.
 
Fonte: G1

Portal e-Cidadania registra aumento de participação popular

O Portal e-Cidadania do Senado, criado para aproximar a população brasileira do processo legislativo tem registrado crescente aumento de participação dos cidadãos. Uma das propostas colocadas para apreciação popular já recebeu quase um milhão de opiniões. A proposta de emenda à Constituição (PEC 106/2015) do senador Jorge Viana (PT–AC), que reduz em um terço o número de senadores e em 25% os assentos na Câmara, já obteve 956 mil opiniões favoráveis e 5.900 contrárias a ideia. Mais detalhes com a repórter Rebeca Ligabue, da Rádio Senado.

Fonte: Agência Senado

Radicalismo nas redes sociais ganha espaço com erros da imprensa

A eleição de Donald Trump tornou evidente um paradoxo muito preocupante. Ao mesmo tempo em que vivemos a era da abundância informativa gerada pela internet, verificamos que a imprensa se enclausurou numa bolha informativa deixando o cidadão comum sem elementos para poder situar-se no mar de desinformação criado nas redes sociais.
A vitória de Trump foi um choque de realidade para a maioria esmagadora dos leitores, ouvintes e telespectadores que verificaram de forma brutal como estavam condicionados por um tipo de informação produzida por uma imprensa enclausurada num sistema (establishment) composto pelas elites tomadoras de decisões no âmbito da política, econômica, justiça e administração pública.
Tanto nos Estados Unidos, como na Inglaterra, a imprensa recorreu ao eufemismo da surpresa para explicar seus erros de previsão de fatos políticos, como o desfecho de uma campanha presidencial e o voto pela saída da Comunidade Econômica Europeia (Brexit).
Desculpas como volatilidade eleitoral ou equívocos técnicos na verdade escondem algo mais profundo que é essencialmente político. A imprensa não percebeu uma mudança no contexto informativo com a massificação do uso das redes sociais, onde só o Facebook tem cerca de 1,7 bilhão de usuários no mundo inteiro.
O enclausuramento de imprensa na bolha do establishment levou-a a aferrar-se a uma agenda noticiosa determinada pelos grandes tomadores de decisões, afastando-se do cidadão comum que passou a encarar os jornais como parte de um sistema que pensa e age em função dos seus próprios interesses. O distanciamento em relação à imprensa, levou o cidadão desiludido e contaminado pela sensação de desamparo a buscar nas redes sociais o conforto de encontrar pessoas com as mesmas frustrações.
Acontece que as redes sociais tem dois grandes problemas: são ótimas para a disseminação de rumores e boatos e para a formação de guetos informativos. No boca a boca virtual, as pessoas dizem o que pensam, a maioria sem muita preocupação com causas e consequências do que publicam. As pessoas ainda não distinguem o que dizem numa rede social daquilo que proclamam num papo de botequim. Acontece que no bar, o dito fica restrito aos colegas de mesa, enquanto no Facebook se espalha por milhares de usuarios.
Os guetos da xenofobia política
Outra característica das redes sociais é a formação grupos de indivíduos com ideias, comportamentos ou interesses em comum, e sabemos que a tendência em guetos é a radicalização das crenças e posições do grupo , bem como a polarização quando confrontado com opiniões, ideias ou propostas diferentes.
Depois do que aconteceu na eleição de Trump e no desfecho do Brexit, ficou claro que as redes sociais são um fenômeno irreversível e que não podem ser execradas só porque apresentaram problemas resultantes do fato de que seus usuários ainda não assimilaram os comportamentos e valores da informação num boca a boca virtual. O que os fatos mostraram é que há necessidade de um contraponto à desinformação e de uma alfabetização digital para uma sociedade que recém está entrando numa nova era da comunicação.
A instituição mais indicada para exercer estas funções seria a imprensa, porque ao longo de sua existência, ela desenvolveu uma série de técnicas para evitar difamação, distorções, omissões, bem como buscar a exatidão, relevância e pertinência dos fatos, dados e eventos distribuídos a leitores, ouvintes e telespectadores. Mas o ferramental acabou ficando ocioso por conta da opção preferencial pelo establishment feita pelos donos e acionistas de empresas jornalísticas, mais preocupados com o lucro e dividendos do que com a prestação de um serviço público essencial, como é a informação.
A constatação inevitável é que estamos sendo empurrados para a orfandade informativa, Temos de um lado, uma imprensa que já não conta mais com a confiança e fidelidade dos segmentos sociais desiludidos com o establishment, e por outro, estamos dentro de redes sociais onde as pessoas agem por impulso porque ainda não aprenderam a usar a informação num ambiente em que ela se espalha viralmente e com consequências imprevisíveis.
É o preço que estamos tendo que pagar nesta transição de modelos informativos, de um controlado por um pequeno grupo de tomadores de decisões, para outro baseado no compartilhamento de opiniões e percepções.
***
Escrito por: Carlos Castilho,  jornalista e editor do site do Observatório da Imprensa
Fonte: Observatório da Imprensa

Por que precisamos de (muito mais) diversidade na publicidade?

Onipresente no cotidiano de todos, ela influencia mais do que imaginamos e ajuda a construir inseguranças irreversíveis.
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Atualmente as mulheres são 51% da população brasileira, sendo que 40% delas são chefes de família e 32 milhões pagam as contas da casa. Elas têm 80% do poder de compra, são 56% dos estudantes universitários, 51,2% dos novos empreendedores e 53% das pessoas conectadas nas redes sociais. Mesmo assim, 65% delas não se sentem representadas pela mídia, segundo dado do Instituto Patrícia Galvão. E, infelizmente, isso não surpreende.
Um estudo da Heads Propaganda observou materiais publicitários que foram exibidos em canais abertos e pagos de televisão e posts de marcas no Facebook durante determinado período. O resultado da análise apontou que, de maneira geral, a publicidade reforça estereótipos e não representa a diversidade de raça e gênero da sociedade brasileira.
A partir do código estabelecido pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), “nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação social, racial, política, religiosa ou de nacionalidade”. No entanto, de acordo com a pesquisa, a segunda maior causa de reclamações no órgão são queixas que se referem a discursos e comportamentos racistas, sexistas e machistas.
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“Não podemos continuar pensando que ‘é só publicidade’, porque ela é onipresente nos nossos dias, reforça estereótipos, projeta padrões inalcançáveis e reflete comportamentos ofensivos. Também não estamos dizendo que a publicidade é o único grande problema, mas é parte dele. E, por ser assim, tem responsabilidade de se tornar parte da solução”, afirma Carla Alzamora, diretora de planejamento da Heads.
Um dos principais pontos para qual o estudo aponta é que pessoas brancas são sete vezes mais representadas na publicidade brasileira. Dessa maneira, é criada uma imagem irreal dessa sociedade, o que exclui do contexto social negros, amarelos e indígenas, por exemplo. Por isso, apesar de não terem ofensas explícitas no que é veiculado, a ausência de representação consiste em uma violência simbólica, que também é uma forma de racismo.
Outro ponto interessante que foi observado é que até mesmo os cabelos que são exibidos nas propagandas fazem parte de um padrão. Na televisão, 62% das protagonistas aparecem com os fios lisos e apenas 1% tem cabelo crespo. Enquanto isso, no Facebook, 69% delas têm cabelo liso e 7%, cabelo crespo. Para os homens, a cobrança também existe. Na TV, 66% dos personagens principais têm cabelo liso, 3% têm cabelo crespo e 6% são carecas. No Facebook, 68% têm fios lisos, 3% têm cabelo crespo e os mesmos 6% são carecas.
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Entre os principais estereótipos retratados em comerciais, estão o padrão de beleza imposto como ideal, a determinação de papéis ou profissões por gênero e os padrões de comportamento restritos a cada um deles. A publicidade reforça a existência de “profissões masculinas” e exibe os homens como idiotizados, em posição de poder, exercendo força física, autoritarismo, entre outros. A pesquisa ainda ressalta que a TV os estereotipa mais que o Facebook, mas não necessariamente com questões que são consideradas mais ofensivas.
No que diz respeito aos gastos, a pesquisa estima que R$21 milhões seja o investimento em mídias que reforçam esses estereótipos de gênero, enquanto R$12 milhões sejam gastos em publicidades que realmente empoderam.
Esse levantamento ainda concluiu que dois terços dos comerciais não contribuem para a equidade de gêneros, mas que, em comparação com pesquisas anteriores, caiu de 36% para 26% a publicidade que reforça esse tipo de preconceito. Além disso, não houve aumento nos comerciais que empoderam ao quebrar esses estereótipos, mas cresceram os casos em que a intenção é empoderar, embora acabem errando a execução e rotulando da mesma forma.
Outra mudança significativa foi que, na TV, por exemplo, a representação da mulher hipersexualizada caiu 60% em relação ao último estudo, feito no período de verão e pré-carnaval. “Há mudanças positivas, como a diminuição do índice de estereótipos, o reconhecimento das mulheres por talentos e não por características físicas, a sororidade entre mulheres… Mas o balanço geral ainda é negativo”, finaliza Carla Alzamora.
Fonte: M de Mulher

Lei de Acesso à Informação: órgãos e entidades já podem contar com sistema capaz de gerir e atender à legislação

Em 2011, os cidadãos brasileiros conquistaram mais um direito fundamental. Com a sanção da LAI (Lei de Acesso à Informação), órgãos e entidades públicas como, por exemplo, os Poderes da União e Tribunais de Conta, passam a ter obrigação de disponibilizar informações por eles produzidas ou custodiadas. Isso garante maior transparência e participação da população na supervisão do que é registrado por tais entidades. Em de maio de 2012, a LAI entrou em vigor.

As solicitações por parte da população não precisam ser justificadas e o prazo para respondê-las é de até 30 dias. Cabe aos órgãos e entidades (incluindo as privadas, mas sem fins lucrativos) cumprirem a Lei e encontrarem formas de viabilizar as respostas para os questionamentos públicos ou da imprensa.

De acordo com o site do Governo Federal , “Acesso à Informação”, alguns princípios devem ser seguidos. São eles:

– Acesso é a regra, o sigilo, a exceção (divulgação máxima);
– Requerente não precisa dizer por que e para que deseja a informação (não exigência de motivação);
– Hipóteses de sigilo são limitadas e legalmente estabelecidas (limitação de exceções);
-Fornecimento gratuito de informação, salvo custo de reprodução (gratuidade da informação);
-Divulgação proativa de informações de interesse coletivo e geral (transparência ativa);
-Criação de procedimentos e prazos que facilitam o acesso à informação (transparência passiva);

As consequências para quem não respeitar tal lei vão desde advertência até declaração de inidoneidade.

Soluções inteligentes para promover transparência

A gestão destas informações e como elas são levadas à sociedade exige tempo, alto grau de organização e eficiência no momento de divulgá-las. Para isso há empresas que investem em soluções de BI voltadas justamente para atender as exigências da LAI. A Produtiva TI é uma delas.

Batizado de WitMate 1.0 for Gov , o sistema nacional criado pela empresa de tecnologia atende as exigências da LAI.”Nossa solução vem para atender essa demanda, com um software de fácil aprendizado e didático com diversos dashboards para os profissionais”, afirma Pablo Coelho, Sócio Diretor da Produtiva TI. Basicamente, o sistema apresenta soluções por meio de dashboards que são atualizados automaticamente e podem ser acessados de modo unificado.

O editor de relatórios possui vários elementos de interface, além de atualização de dados em tempo real. Com o WitMate você pode exportar relatórios em PDF, Excel, imagens, texto, entre outros formatos disponíveis no mercado. O software, por sua vez, trabalha e oferece dashboards com design clean e atual para uma apresentação eficaz. “O ideal é ver a necessidade que o órgão tem para escolher o software ideal, para isso temos diversos especialistas aqui na empresa que explicam de forma didática o funcionamento de cada programa”, explica Valéria Martins, Diretora de Marketing. Os requisitos de configuração do WitMate 1.0 For Gov são simples e compatíveis com diversos modelos de computador”, completa a profissional.

Para saber mais sobre a solução voltada para a Lei de Acesso à Informação, basta acessar o site oficial da Produtiva TI (http://www.produtivati.com.br/witmate/wm-gov.html).

Fonte: Terra

Qual o verdadeiro peso das notícias falsas?

Estima-se que, durante as eleições americanas, informações mentirosas tiveram mais de 8 milhões de compartilhamentos no Facebook. Especialista afirma que fenômeno pode, sim, influenciar a opinião pública.Desde a surpreendente vitória de Donald Trump nas eleições para a Casa Branca, a atenção da mídia se voltou para o fenômeno das notícias falsas, numa tentativa de entender o seu impacto no processo eleitoral americano.

No Facebook, entre agosto e 8 de novembro, data da eleição americana, as “fake news” ganharam mais atenção do que os sites de notícias convencionais, de acordo com o editor-fundador da empresa de notícias digitais Buzzfeed, Craig Silverman.

Foram “notícias” como “papa declara apoio a Trump” ou “agente do FBI que expôs e-mails de Hillary é encontrado morto”. Textos com correções também circularam, mas nada comparado às dezenas de milhares de vezes em que as mentiras foram compartilhadas – muitas vezes inadvertidamente – nas redes sociais.

Segundo Silverman, que cita dados coletados do Facebook, as notícias falsas tiveram 8,7 milhões de compartilhamentos na rede social, reações e comentários, enquanto as notícias convencionais obtiveram 7,3 milhões.

Na ânsia de se detectar as influências da polarizada eleição americana, rapidamente, surgiram na rede social e nos sites de notícias acusações afirmando que as “fake news” teriam sido usadas para enganar deliberadamente o eleitorado. Isso levou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a anunciar novas medidas para combater o fenômeno.

“Após as eleições, muitas pessoas estão se perguntando se as notícias falsas contribuíram para o resultado e qual seria a nossa responsabilidade em impedir elas se espalhem. Essas são questões muito importantes e eu me importo profundamente em corrigi-las”, postou Zuckerberg.

O fundador do Facebook afirmou que “mais de 99% do que as pessoas veem é autêntico”, referindo-se aos feeds de notícias dos usuários da rede social.

“Dito isso, não queremos nenhuma fraude no Facebook. Nosso objetivo é mostrar às pessoas o conteúdo que elas vão achar mais significativo, e os usuários querem notícias precisas. Já começamos a trabalhar para que a nossa comunidade possa identificar fraudes e notícias falsas, e há mais coisas que podemos fazer”, explicou Zuckerberg.

Alguns críticos afirmam que a política editorial poderia filtrar conteúdo considerado importante para movimentos sociopolíticos, como o “alt-right”, um grupo de ideologia de direita visto como uma força motriz por trás da vitória eleitoral de Trump.

Mas dúvidas relativas a seus objetivos políticos surgiram na esteira da bem-sucedida campanha de Trump, que muitas vezes chegou próxima do incitamento ao ódio contra minorias nos EUA, condenando notícias convencionais como tendenciosas.

Mudar, manipular, deslegitimar

Bart Cammaerts, professor de mídia e comunicação na London School of Economics, diz que a ameaça das notícias falsas está na sua capacidade de espalhar sentimentos populistas e transformar a opinião pública, minando as regras da mídia tradicional.

“A diferença entre a paródia e as notícias falsas está na intenção. A produção de ‘fake news’ não se destina a criticar ou zombar de algo, mas serve antes a objetivos que são inerentemente manipuladores, muitas vezes para mudar a opinião pública ou deslegitimar algo ou alguém”, explica Cammaerts.

“Isso tende a ir de mãos dadas com o populismo, com a promoção de várias teorias de conspiração, a rejeição de especialistas e uma rigorosa crítica dos meios de comunicação, que em todas as partes tende a enfatizar o factual em suas reportagens”, acrescenta.

O professor da London School of Economics aponta para um fenômeno similar na Alemanha, onde grupos anti-imigração e de extrema direita, como a Alternativa para a Alemanha (AfD) e o Pegida, acusam a mídia tradicional de distorcer propositadamente as suas posições, chamando-a de die Lügenpresse – “a imprensa da mentira”.

“Como os alemães são mais conscientes, esse surgimento da política pós-factual, e tudo que vem junto, não é novidade. Ele remete a uma época fascista e antiliberal, que também foi racista, autoritária e acusava a mídia de ser ‘die Lügenpresse'”, aponta Cammaerts.

Na Europa, problema já é combatido

Em 2015, o órgão fiscalizador dos direitos da mídia na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) publicou uma reportagem criticando a propaganda disfarçada de noticiário, que acabou prejudicando a aproximação entre a Ucrânia e a Europa após a saída do presidente Viktor Yanukovich.

A propaganda em questão empregou táticas semelhantes às usadas pelos sites de notícias falsas durante as eleições americanas, incluindo manchetes enganosas, citações fabricadas e declarações incorretas, o que levou a União Europeia (UE) a criar uma força-tarefa para “abordar as campanhas de desinformação em curso por parte da Rússia.”

Segundo Cammaerts, notícias falsas têm sido usadas para angariar apoio a várias causas políticas e representam uma grave ameaça para as sociedades democráticas, seja na Europa, nos EUA ou em qualquer outro país do planeta. Mesmo o direito à liberdade de expressão, muito elogiado pelos seguidores de sites de notícias falsas, tem os seus limites, afirma.

“A liberdade de expressão nunca é uma liberdade absoluta, nem mesmo nos EUA com sua doutrina da Primeira Emenda. Embora espalhar e fazer circular notícias falsas seja parte da liberdade de expressão de alguém, é uma obrigação democrática das organizações de mídia expor esse fato e se opor ativamente contra isso, o que pode significar também a recusa à sua divulgação”, diz o professor.

“Acho que o Facebook e Twitter têm responsabilidades editoriais, e por isso é válido que eles ativamente combatam a propagação de notícias falsas. Mas tais decisões editoriais devem ser transparentes”, conclui.

Fonte: Terra

Não se cale

No trabalho infantil, se você cala, ele não para. É o que aconteceu com Jeilsa, Erinaldo e Jean, os personagens da campanha Não Cale do Ministério Público do Trabalho, lançada durante a Semana da Criança. Como tantas crianças brasileiras, ainda são obrigados a trabalhar, abandonando a infância e a escola. As histórias, baseadas em fatos reais, podem ser conferidas no hotsite da campanha.
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A campanha reforça a importância das denúncias, que podem ser feitas gratuitamente pelo disque-denúncia 100. Além das peças de mídia impressa e out of home, o MPT está fazendo uma exposição sobre o trabalho infantil com elementos comuns ao dia a dia das crianças exploradas. A mostra vai percorrer várias cidades brasileiras e pode ser conferida também no hotsite. A criação é da Agência Um, com ilustrações de Flávio Jatobá e curadoria da DH, LO.
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Números preocupantes

No Brasil, o trabalho infantil aumentou 4,5% entre 2013 e 2015. Há 3,3 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos que trabalham de alguma forma, segundo levantamento feito em 2016 pela Fundação Abrinq. Desse total, meio milhão são menos de 13 anos e a maioria (62%) trabalha no campo, com a agricultura.
É ilegal o trabalho de menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. Nos últimos 20 anos, o Brasil reduziu de maneira significativa o número de crianças e adolescentes trabalhadores. De acordo com a Abrinq,  muito ainda precisa ser feito para a erradicação do trabalho infantil em todo o território nacional. Estudos demonstram que trabalho infantil prejudica o desenvolvimento físico, psicológico e intelectual das crianças e dos adolescentes que o exercem. Esses jovens são afastados do convívio familiar e perdem o tempo valioso que teriam para brincar, descansar e estudar, além de ficarem vulneráveis a diversas formas de violência. O trabalho precoce pode, também, levar à queda do desempenho ou ao abandono escolar.
Fonte: Comunica que muda
 
 

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.