“Você já foi enganado hoje?”

A Tribuna Parlamentar, informativo da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, divulgou na sua edição de maio de 2018 (ANO XVIII Nº 167) uma matéria sobre fake news, explicando como as redes sociais impulsionam a circulação de notícias falsas e sobre a repercussão negativa para o debate público. Segundo a autora do texto, Ivanna de Castro, “[…] as notícias falsas conseguem atingir grande alcance e interferir no debates públicos graças, primeiramente, ao uso de dispositivos (robôs) que compartilham conteúdos em massa”. A matéria também conta com um quadro que ensina a detectar notícias falsas, feito pela agência de checagem Aos Fatos.

A ABCPública disponibiliza o informativo Tribuna Parlamentar – ALEPE maio 2018.

Audiência pública debate projeto de lei sobre sites oficias

Audiência pública da Comissão de Cultura debateu projeto de lei que considera sites oficiais patrimônio público digital institucional. A ABCPública apoia a aprovação do projeto.

Em audiência pública da Comissão de Cultura, especialistas destacaram a importância de sites oficiais para a pesquisa histórica. O debate concentrou-se em projeto de lei da deputada Luizianne Lins (PT-CE) que protege esse tipo de conteúdo (PL 2431/15). Para a deputada, o debate comprovou que falta normatização e atualização das leis, muitas delas feitas no tempo em que só existiam arquivos físicos.

“Isso não pode pertencer ao gestor. Isso pertence à sociedade. O que nós estamos aqui discutindo é como criar mecanismos para que esse pertencimento à sociedade seja preservado para que em nenhuma hipótese, o gestor possa ocultar a história, até porque agora tudo cada vez mais será digitalizado”, destacou.

A pesquisadora Ana Javes Luz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresentou os resultados de uma análise feita em sites de 26 prefeituras de capitais e do governo do Distrito Federal em 2016. A ideia era investigar a preservação de material de gestões anteriores. Houve maus exemplos, como as páginas das prefeituras de Boa Vista e Fortaleza, que não disponibilizavam mais esse conteúdo.

Entre os bons exemplos, ela destaca os sites de Manaus e São Paulo. “Nesses dois casos, inclusive, a troca de gestão envolveu gestores de partidos diferentes e de espectros ideológicos que poderiam ser considerados diferentes, mas houve uma compreensão de que isso é de interesse público e precisa ser mantido”, informou.

De acordo com a pesquisadora, outros países mostram que é possível garantir a preservação do conteúdo digital de governos anteriores, independente do posicionamento político do sucessor. Ela citou o caso dos Estados Unidos, onde a página da Casa Branca foi modificada no início do governo Donald Trump, mas o conteúdo da gestão Barack Obama foi totalmente preservado em outra página na internet.

Lei de Acesso à Informação
Durante o debate, representantes dos historiadores e dos profissionais de comunicação questionaram se uma nova legislação sobre o assunto seria a melhor solução para o problema. O presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Lincoln Macário, ponderou que talvez o projeto devesse ser incorporado à Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11).

Veracidade
Para o representante do Conselho Nacional de Arquivos, Vanderlei dos Santos, outra preocupação importante é garantir a veracidade das informações. “É imprescindível que em qualquer política de preservação digital ou difusão de informação, você insira requisitos de autenticidade”, alertou.

O projeto em discussão na Comissão de Cultura considera o conteúdo dos sites oficiais na internet “patrimônio público digital institucional” e determina que os chefes dos poderes públicos fiquem incumbidos de preservar e manter esse conteúdo, garantindo o acesso da população.O texto original apontava como crime de responsabilidade a perda de parte dessas informações ou a criação de mecanismos que dificultassem seu acesso.

Mudanças
O substitutivo aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática transformou o “crime de responsabilidade” em “conduta ilícita”, garantindo o direito ao contraditório, à defesa e ao processo legal. Para as Forças Armadas, as faltas seriam consideradas transgressões militares médias ou graves. Para o restante da administração pública, seriam infrações administrativas. Nos dois casos, os gestores podem responder por improbidade administrativa.

Íntegra da proposta: PL-2431/2015

Fonte: Câmara dos Deputados.

Alerta sobre notícias falsas

recente ofensiva contra as agências de checagem Aos Fatos e Lupa atinge também organizações e pessoas que não estão envolvidas no programa de verificação de conteúdo do Facebook, cujo lançamento no início deste mês originou a onda de ataques.

Após a propagação de informações falsas sobre o jornalista Leonardo Sakamoto e a Agência Pública, o profissional e o veículo passaram a ser alvo de ameaças, ofensas e exposição indevida. Agentes públicos como o procurador federal Ailton Benedito, o procurador de Justiça do Rio de Janeiro Marcelo Rocha Monteiro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) estão entre as pessoas que compartilharam tais informações.

Em postagens nas redes sociais, Rocha e Bolsonaro afirmam erroneamente que Sakamoto foi contratado pelo Facebook para participar da iniciativa de checagem de publicações indicadas como potencialmente falsas na plataforma. De acordo com informações do próprio Facebook, apenas Aos Fatos e Lupa são parceiros do programa.

Circulam ainda postagens segundo as quais Sakamoto seria “dono” da Agência Pública, o que é desmentido por uma verificação simples no site do veículo.

Graças às informações erradas e ao discurso inflamatório usado por figuras públicas como os procuradores e o deputado federal, Sakamoto tem recebido ameaças de morte e centenas de ofensas por meio de comentários em sua página e blog. O jornalista diz ainda que quase foi agredido fisicamente.

As redes sociais da Agência Pública também foram inundadas por comentários agressivos, e os perfis pessoais de seus jornalistas têm sido expostos indevidamente, com acusações e desqualificações grosseiras, inclusive pelas figuras públicas citadas.

A Abraji repudia os ataques e o assédio direcionado aos jornalistas. É muito grave que, nesse episódio, agentes públicos difundam inverdades contra um dos alvos desses ataques e exponham outros indevidamente, contribuindo para a intensificação das agressões. Ameaças, ofensas e invasão da intimidade de profissionais da comunicação em função de sua atividade são atos antidemocráticos.

Fonte: Abraji.

Europa questiona práticas do Facebook

Foto: John Thys/Getty Images.

As perguntas que Mark Zuckerberg ouviu dos parlamentares europeus foram muito mais duras do que as feitas por senadores e deputados americanos. Não houve, como no Capitólio, questões ingênuas ou que apontassem desconhecimento técnico. Bem o contrário. Ainda assim, por conta do formato escolhido para o encontro, pôde driblar todas as difíceis. Manfred Weber, da centro-direita alemã, indagou se não é hora de os europeus quebrarem o monopólio da rede, por ela não ter concorrentes. O britânico Nigel Farage, nacionalista radical e líder do movimento Brexit, acusou o Facebook de viés anti-direita, reclamou de estar sentindo o alcance de posts de seu grupo ideológico diminuir e pediu explicações sobre as agências de fact checking. (Mas não fez nenhuma pergunta sobre a Cambridge Analytica, que fez a campanha separatista britânica.) O ex-premiê belga Guy Verhofstadt, um liberal próximo da centro-esquerda, era um dos mais exaltados. Perguntou a Zuck como ele gostaria de ser lembrado. “Como Steve Jobs e Bill Gates, que enriqueceram a sociedade, ou como o gênio criador de um monstro digital que destrói nossas democracias?” Outro inglês, o conservador Damian Collins, se queixou de a companhia simplesmente ignorar seu compromisso de não permitir que os dados de pessoas que usam WhatsApp e Facebook sejam cruzados, como parece vir acontecendo.

Zuck só respondeu o que quis. Ele, que havia se comprometido em passar apenas uma hora com os parlamentares, aproveitou-se do formato proposto pelo presidente da Casa, o italiano Antonio Tajani. Primeiro os representantes continentais perguntaram, depois o CEO daria suas explicações. Como tomaram quase 50 minutos, o executivo gastou menos de trinta respondendo e aí deixou a sala, com pressa. Não entrou em detalhes específicos. Garantiu que a queda de leitura não tem viés ideológico. Há menos informação política sendo distribuída em detrimento de posts de amigos e família. Sobre monopólio, garantiu que sua empresa representa apenas 6% da verba publicitária global — por isso não domina o mercado que a sustenta. Ignorou o debate sobre cruzamento de dados. Os políticos se exasperaram ao perceber que haviam tomado uma volta. Ouviram a garantia de que as respostas por escrito para perguntas específicas virão.

Fonte: Meio, 23 de maio de 2018.

Nota de pesar: Alberto Dines

A morte de Alberto Dines é causa de tristeza para todos que atuam na comunicação. Mas seu legado – e a certeza de que ele inspira muitos comunicadores – nos consola e nos fortalece para a trajetória que ele construiu com determinação.

Nós, membros da Associação Brasileira de Comunicação Pública, queremos nos solidarizar com sua esposa, Norma Couri, família e amigos, agradecendo a generosidade que Dines teve ao aceitar ser membro honorário desta nascente entidade.

Dines é referência para trabalhadores, pesquisadores, leitores, ouvintes e espectadores. Desempenhou a missão de crítico da profissão e dos pares com tamanha elegância e lealdade que mesmo quem fosse alvo da mais severa observação saberia reconhecer nela o desejo de melhoria de nosso ofício de comunicadores.

Reafirmamos neste dia nosso compromisso de manter acesa a chama que Alberto Dines portava. Que sua memória nos ajude nessa tarefa.

 

Foto: Facebook/Lira Neto

Direito à Comunicação e Internet – o empoderamento digital como garantia desse direito no ambiente online

Em tempos de convergência digital, de um cenário de consolidação da Internet e de proliferação de dispositivos conectados, o direito à comunicação deve ser repensado considerando as especificidades do mundo online. Esse esforço deve partir da concepção histórica de entender tal direito como a garantia das condições para se informar e expressar livremente opiniões e ideias por quaisquer meios, assegurando uma participação ativa na esfera pública. É preciso, entretanto, avançar e considerar o que muda em relação às noções elaboradas em uma época em que a problemática se voltava fundamentalmente a garantir pluralidade e diversidade nos meios de comunicação de massa e compreender os desafios colocados para que, hoje, os cidadãos/ãs se insiram num ambiente convergente na condição de sujeitos e não apenas de objetos de conglomerados, governos e tecnologias. Ensaiar respostas a essas perguntas é o objetivo deste documento e deste convite à reflexão, feito pelo Intervozes.

Clique aqui para baixar o PDF.

Fonte: Intervozes.

Conheça a ABCPública

Promover a difusão das premissas, conceitos, instrumentos e práticas de comunicação pública; incentivar a relação entre os profissionais da área de comunicação e a comunidade em geral; são esses alguns dos objetivos da Associação Brasileira de Comunicação Pública. Para inaugurar a área dos associados que acreditaram no nosso trabalho, disponibilizamos o e-book da ABCPública, onde estão disponíveis não só nossos objetivos, mas também nossas diretrizes e o organograma da Associação.

Clique aqui para realizar o download.

Bem vindo e boa leitura!

Ex-porta-voz de Temer assume presidência da EBC sob críticas de sindicatos

O ex-porta-voz do governo Michel Temer (PMDB), o diplomata Alexandre Parola, 52 anos, assumiu no início de maio a presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Parola assume o cargo deixado por  Laerte Rimoli, também indicado por Temer, e que sofreu fortes críticas após fazer comentários racistas em uma rede social e passou durante sua gestão por uma greve dos funcionários da empresa, que pediam, entre outras pautas, a sua exoneração por conta de suas declarações.

A indicação do ex-porta-voz para a presidência da empresa pública de comunicação não foi bem recebida por sindicatos de radialistas e jornalistas do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, onde existem sedes da empresa. Eles lançaram uma nota conjunta de repúdio à indicação de Perola por Michel Temer. Como Perola, até então, ocupava cargo na comunicação do governo, os sindicatos receberam a nomeação como “mais uma forma de cassar a autonomia da empresa pública”. “Parola não tem nenhum notório conhecimento na área da comunicação pública, como exigido na legislação, e atuou diretamente na assessoria de comunicação da presidência, entrando em claro conflito de interesse com a administração da EBC”, afirma a nota dos sindicatos.

Facebook lançará programa de verificação de notícias

Mirando a eleição presidencial, o Facebook lançará, na próxima semana, seu programa de verificação de notícias. A responsabilidade caberá a duas agências de checagem — Lupa e Aos Fatos —, que terão acesso às notícias denunciadas como falsas pela comunidade de usuários da rede. Se confirmadas como fake news, a distribuição pelo algoritmo será reduzida. Este mesmo mecanismo reduziu em 80% o alcance do noticiário falsificado, nos EUA, de acordo com o próprio Face.

 

Fonte: Meio, 11 de maio de 2018, edição de número 400.

TV Câmara comemora 20 anos com seminário internacional

A TV Câmara, em conjunto com o Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor), realizará, no dia 7 de junho, o seminário internacional “TV Câmara – 20 Anos: Transparência e Comunicação”. Será no plenário 2 das comissões, das 9h às 19h. As inscrições já estão abertas, mas também poderão ser feitas no dia e local do evento. Participantes inscritos terão direito a certificado.

O evento reunirá pesquisadores e profissionais de emissoras legislativas para fazer um balanço das duas décadas da TV Câmara e das mídias legislativas, discutir os novos desafios e caminhos para o futuro.

Programação

7 de junho, quinta-feira

– 9h: Credenciamento

– 9h30: Abertura

– 10h: Painel com pesquisadores

Modelos de gestão, programação e linguagem das TVs legislativas

Chico Sant’Anna, pesquisador associado ao Centre de Recherches sur l´Action Politique en Europe (Crape)
Fernando Paulino, diretor da Faculdade de Comunicação da UnB
Rachel Barreto, TV Assembleia Minas Gerais/ UFMG
– 12h: Almoço

– 14h: Painel com gestores

Do cabo às mídias sociais – produção de conteúdo e veiculação

Blanca Ibarra, diretora do Canal del Congreso – México
Peter Knowles, diretor da BBC Parliament – Reino Unido
Renata de Paula, diretora da TV Senado – Brasil
– 16h30: Debate

Imprensa e mídias legislativas – desafios da cobertura política

Alon Feuerwerker, FSB Comunicação
Helena Chagas, Os Divergentes
Severino Motta, BuzzFeed

 

Fonte: Câmara Dos Deputados.

Cidades brasileiras ainda patinam ao divulgar dados públicos compreensíveis

Bases de dados são incompletas. Pesquisa analisou 8 cidades.

O relatório Índice de Dados Abertos para Cidades“, divulgado pela Open Knowledge Brasil, indica que cidades brasileiras ainda falham ao divulgar dados públicos compreensíveis. Nas 8 cidades analisadas, apenas 24% das bases de dados se enquadram no conceito de “dados abertos”.

Na maior parte das cidades analisadas não é possível o acesso, a análise, e o compartilhamento das informações. O relatório foi divulgado nesta 3ª feira (8.mai.2018) e foi produzido pela Open Knowledge Brasil, em parceria com a DAAP-FGV (Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas).

De acordo com o estudo, as dificuldades mais comuns em relação à usabilidade das informações envolvem:

  • a forma de visualização dos dados;
  • a falta de documentação;
  • codificação incompreensível;
  • impossibilidade de baixar a base de dados completa.

Essas falhas somam 62% dos gargalos identificados. “Tais problemas trazem dificuldades ao manuseio dos dados e cria entraves, por exemplo, em análises estatísticas e científicas“, aponta o relatório.

Para o diretor da DAAP-FGV, Marco Aurélio Rudiger, publicar dados incompreensíveis tira a possibilidade do cidadão e da sociedade civil fazerem o acompanhamento das políticas públicas.

É um desserviço o descaso generalizados das esferas públicas com a capacidade de traduzir números. Só é possível realizar mudança social efetivamente, com a possibilidade da população debater, discutir, criticar, sugerir e não é isso que a gente vê“, afirmou.

 

DADOS ANALISADOS

O relatório avaliou 136 bases de dados de 17 áreas:

  • Resultados Eleitorais
  • Escolas Públicas
  • Estatísticas Socioeconômicas
  • Estatísticas criminais
  • Gastos Públicos
  • Orçamento Público
  • Limites Administrativos
  • Leis em Vigor
  • Atividade Legislativa
  • Mapas da Cidade
  • Compras Públicas
  • Transporte Público
  • Localizações
  • Qualidade da água
  • Qualidade do Ar
  • Registro de Empresas
  • Propriedade da Terra

A média das áreas avaliadas ficou em 65%. “Esse resultado mostra que ainda há muito espaço para aprimoramento em todos os municípios avaliados“, diz o relatório.

Cinco das 17 áreas avaliadas não obtiveram nota máxima em nenhuma cidade (registro de empresas, transporte público, qualidade da água, compras públicas e atividade legislativa).

Para 3 dos conjuntos de dados avaliados (qualidade do ar, registro de empresas e propriedade da terra) não havia informações públicas em metade ou mais das cidades avaliadas. “Mostra que muitos municípios ainda carecem de disponibilizar dados aos seus moradores“, diz o relatório.

 

NORDESTE: PIOR DESEMPENHO

Foram analisadas as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Uberlândia.

Segundo o relatório, as maiores dificuldades de acesso aos dados foram encontradas em Natal, no Rio Grande do Norte. O processo de implementação de políticas de abertura dos dados municipais ainda é muito incipiente no Estado.

Em Salvador, não há sequer uma base de dados completa para download. As informações disponíveis estão desatualizadas. São Paulo foi a cidade com melhor desempenho, tanto na divulgação de bases 100% abertas quanto em acessibilidade das informações.

A capital paulista é a única a possuir bases de dados para todas as dimensões avaliadas. Ainda assim, o relatório aponta a necessidade de melhorias na disponibilização de bases de dados completas e na atualização do conteúdo.

A pontuação do Índice de Dados Abertos pode ser visualizada através do chamado “escore” e do “%open”. O primeiro avalia a adequação dos dados disponibilizados pelo governo aos critérios de transparência. O segundo calcula o percentual dos dados avaliados que atende a todos os critérios da metodologia.

Leia como cada cidade se saiu:

ESPAÇO NA AGENDA ELEITORAL

O tema transparência pública deveria ter mais espaço  em anos eleitorais, na avaliação de Ariel Kogan, da Open Knowledge Brasil. Segundo ele, a agenda ainda está muito atrasada no nível local. Apesar da importância, para ele, o cenário político atual está superficial e polarizado.

Em ano de eleição, é fundamental discutir essa agenda. O repasse de recursos federal e de Estados tem como final os municípios. Essa pauta é uma vacina para que haja monitoramento e combate à corrupção efetivo nas cidades“, explica.

Fonte: Poder360.

Fake news preocupam 85% das empresas, revela pesquisa

Levantamento da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial mostra que a credibilidade do veículo é o principal fator de confiança nas notícias

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) avaliou como 52 empresas nacionais e internacionais encaram o fenômeno da disseminação de mentiras on-line. Segundo o levantamento, realizado entre 27 de fevereiro e 4 de abril, os principais receios das organizações são danos à reputação da marca (91% dos entrevistados), prejuízos à imagem da empresa (77%), perdas econômico-financeiras (40%) e credibilidade da companhia (40%).

As fake news preocupam 85% das empresas. Apesar disso, 67% delas não tratam o assunto como um tema estratégico, e apenas 20% dizem ter estruturado departamento interno ou contratado serviços externos para acompanhar o assunto.

“É um que erro acreditar que eventuais riscos causados pelas fake news possam ser mitigados. Isto levando em conta apenas uma estratégia de ‘pós-controle’. Talvez agora seja o momento para que empresas se previnam contra as fake news, investindo em profissionais, educação em comunicação e estratégias para que não sejam prejudicadas no futuro”, afirma Paulo Nassar, presidente da Aberje.

Os veículos apontados como os mais confiáveis são os jornais e as revistas tradicionais (impressos ou on-line), que têm a confiança de 91% dos entrevistados. As agências de notícias também são bem avaliadas (71%). Já as informações consideradas como menos confiáveis são as encontradas nas mídias sociais (71%).

A maioria dos entrevistados (62%) afirmou não achar difícil identificar uma notícia falsa. Entre os fatores levados em conta na hora de confiar ou não em uma informação, estão a confiança no veículo (86%) e a no jornalista que produz o texto (52%).

Para controlar a disseminação de boatos, os entrevistados apontaram como medida mais eficaz a remoção de contas falsas. Seguindo esse argumento, as plataformas de redes sociais foram consideradas por 64% como as principais responsáveis pelo combate às fake news. Já as instituições governamentais foram apontadas por 30% dos participantes como responsáveis pela luta contra as mentiras on-line.

Esses e os outros resultados da pesquisa Fake News: desafios das organizações serão apresentados no evento Aberje Trends, que acontece em São Paulo nos dias 25 e 26 de abril.

 

Fonte: ÉPOCA.

Leia aqui a pesquisa da Aberje: PesquisaFakeNews2018.

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.