Workshop vai tirar dúvidas sobre aplicação da LGPD

A ABCPública promove no próximo dia 7 de maio, sexta-feira, de 10h a 12h, um workshop sobre a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na comunicação pública.

O curso, gratuito e exclusivo para associados, é uma parceria com o escritório Camargo & Vieira. O instrutor será o especialista em proteção de dados Rafhael Camargo.

As inscrições poderão ser feitas por meio de link enviado por e-mail para os associados. Os participantes receberão certificado.

A LGPD já está em vigor e as multas vão começar a ser aplicadas em agosto. A aplicação da lei na comunicação foi assunto de um dos episódios do podcast Guia de Sobrevivência.

Agora, os associados vão ter oportunidade de assistir uma apresentação focada nas especificidades da comunicação pública e tirar suas dúvidas, ao vivo. A coordenadora de Comunicação Digital da ABCPública, Erica Abe, fará a mediação.

Participe da pesquisa sobre Covid-19 e os comunicadores

A Associação Brasileira de Comunicação Pública firmou parceria com o Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Universidade de São Paulo (CPCT/USP) para divulgar a nova pesquisa sobre a Covid-19 e os comunicadores, no contexto de um ano da pandemia no país.

O estudo, que encerra a etapa de coleta de dados nesta sexta-feira (30 de abril), ocorre exatamente um ano após a realização da primeira fase da investigação, feita logo no início dos primeiros registros de casos no Brasil.

Acesse, responda e, se possível, compartilhe o link do questionário remoto: https://bit.ly/3cHIZr5.

Leia o relatório da primeira fase da pesquisa.

“A entrada da ABCPública só reforça o grande apoio que estamos recebendo de diversas entidades nacionais do setor. Isso vai nos permitir ter informações mais atualizadas sobre as condições de trabalho dos comunicadores nesse período de um ano da chegada da Covid-19 ao país. Nossa suspeita é que esse quadro só piorou, haja vista a grande quantidade de pessoas sem trabalho e ao modo totalmente errático com que o governo federal tratou e vem tratando a pandemia, cujos casos de contaminação e de mortes só vem aumentando. Entender a situação desses trabalhadores pode auxiliar a diagnosticar os problemas advindos do quadro de precarização do trabalho e, a partir disso, cogitar possíveis alternativas para combater os graves impactos na área da comunicação”.

Professora Roseli Figaro, coordenadora do CPCT

Leia o Manifesto pela Vida e pela Liberdade

A ABCPública participou no 7 de abril, Dia do Jornalista e Dia Mundial da Saúde, da Vigília pela Vida e pela Liberdade. Em média 170 mil pessoas assistiram à transmissão – no Facebook e no YouTube foram 40 mil pessoas acompanhando, por meio da rede que incluiu a ABCPública. Confira o manifesto assinado por 47 entidades:

Vivemos tempos sombrios. Ameaças à vida, ao meio ambiente, à democracia e aos direitos dos brasileiros sucedem-se no cenário de caos instaurado pelo desgoverno de Jair Bolsonaro. Mais de 310 mil brasileiros morreram de Covid-19, aí incluídos mais de mil profissionais de saúde e cerca de 100 jornalistas. O direito elementar à vida é francamente vilipendiado pelo Executivo federal.

Está cada vez mais difícil e mais perigoso garantir um outro direito fundamental para qualquer democracia: o direito à informação. Jornalistas e comunicadores têm sofrido um número crescente de ataques, muitas vezes e quase diariamente do próprio presidente da República.

Para além das agressões físicas e verbais, das campanhas de assassinato de reputação nas redes sociais e da destruição de sites e blogs independentes, os jornalistas têm sofrido o que se convencionou chamar de assédio judicial.

Na ausência de uma legislação moderna para regulamentar e proteger esses profissionais e sua profissão, o Judiciário tem sido cada vez mais utilizado para perseguir e intimidar repórteres. Suas reportagens são censuradas e eles são condenados, com truculência, ao pagamento de valores exorbitantes. São asfixiados financeiramente e, portanto, calados. Ao calar jornalistas, o assédio judicial intimida todos nós. Trata-se de amedrontar quem ousa apurar responsabilidades nos frequentes golpes contra a própria vida, contra a democracia, o patrimônio público e a Constituição.

Sete categorias profissionais sentiram-se desafiadas ética e politicamente pelo caso paradigmático do jornalista Luís Nassif, vítima de um assédio judicial sem precedentes, com sentenças que geram indenizações descabidas e bloqueiam até verbas impenhoráveis, como pensões, salários e aposentadorias. Economistas, engenheiros, psicanalistas, artistas, jornalistas, psicólogos e operadores do Direito sabem que o caso de Nassif não é único: há dezenas, talvez centenas de jornalistas independentes como ele que têm sido silenciados por meio do Judiciário. 

Os golpes políticos através de instrumentos jurídicos ganharam escala alarmante na Operação Lava Jato, que produziu perdas enormes para a engenharia e a tecnologia nacionais, com o fechamento de dezenas, senão centenas de milhares de postos de trabalho. Mas a censura judicial ao jornalismo independente também causa imensos danos ao desenvolvimento do pensamento econômico brasileiro. Sem diversidade de ideias, estamos condenados a repetir em moto contínuo os mesmos erros e injustiças na gestão da nossa economia.

A mídia independente e democrática, que hoje retransmite em rede este ato virtual, tornou-se essencial para o próprio futuro do país. Sem ela, não haverá contraponto ao nefasto projeto ultraliberal em vigor no Brasil desde 2016. 

Na imensa tarefa de reconstruir no Brasil o processo civilizatório, que respeita a vida e a informação honesta, é fundamental a contribuição do jornalismo independente, ético e plural. Não apenas para frear a indústria da mentira, mas também para desvelar assaltos ao interesse nacional, para denunciar abusos dos poderes da República e para iluminar o Brasil que nasce da base, de heroicos movimentos populares.

Os defensores da vida e da liberdade somos muitos e estamos juntos. Haveríamos de ficar somente tristes? O poeta Maiakovsky diz que não:

O mar da História é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

Maiakovsky

SUBSCREVEM:

  1. Associação Bahiana de Imprensa (ABI, BA)
  2. Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)
  3. Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (ABED)
  4. Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ)
  5. Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
  6. Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD)
  7. Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)
  8. Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB)
  9. Associação Cearense de Imprensa (ACI)
  10. Associação de Juízes para a Democracia (AJD)
  11. Associação Profissão Jornalista (APJor)
  12. Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos (ARFoC-SP)
  13. Associação Riograndense de Imprensa (ARI)
  14. Advogados Públicos para a Democracia (APD)
  15. Auditores Fiscais pela Democracia (AFD)
  16. Centro Acadêmico Benevides Paixão, PUC-SP
  17. Coletivo Intervozes
  18. Coletivo Transforma MP
  19. Comissão Arns
  20. Comitê em Defesa da Democracia e do Estado de Direito, RS
  21. Conselho Federal de Economia (Cofecon)
  22. Conselho Regional de Psicologia do Paraná
  23. Cooperativa Comunicacional Sul, SC
  24. Escola  de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (EPFCL Brasil)
  25. Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge)
  26. Federação Latino-americana de Análise Bioenergética (FLAAB)
  27. Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
  28. Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade, JDL (ECA/IEA-USP)
  29. Grupo Prerrogativas (Prerrô)
  30. Instituto Ethos
  31. Instituto Henfil
  32. Instituto Silvia Lane (ISL)
  33. Instituto Vladimir Herzog (IVH)
  34. Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
  35. Observatório de Direitos Humanos e Justiça Criminal do Espírito Santo (ODHES)
  36. Portal Desacato, SC
  37. Psicanalistas Unidos pela Democracia (PUD)
  38. Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ)
  39. Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)
  40. TV dos Trabalhadores (TVT)
  41. União Nacional dos Centros Acadêmicos de Jornalismo  (UnicaJor)
  42. Rede de Comitês Populares pela Democracia
  43. Rádio Atitude Popular, Ceará
  44. Movimento Democracia Participativa, Ceará
  45. Portal Tutaméia
  46. Rádio Brasil Atual
  47. Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Mega Brasil lança publicação sobre impactos da pandemia nas organizações

A ABCPública é apoiadora da Mega Brasil na edição especial do Jornal da Comunicação Corporativa (JCC) sobre os impactos da pandemia na comunicação das organizações.

O lançamento da edição será feito em evento on-line, transmitido nesta quinta-feira (14), às 10h30, pelo Canal TV Mega Brasil no YouTube.

A publicação abordará como as organizações lidaram com os impactos da pandemia em 2020, e conta com a participação de executivos de diversas instituições, incluindo o associado da ABCPública Eduardo Pugnali, secretário executivo de Comunicação no Governo do Estado de São Paulo. (veja abaixo a lista completa).

Para acompanhar, clique aqui.

ANO DA PANDEMIA: A comunicação e as empresas na crise mundial da Covid-19

Ana Claudia, Head de Comunicação da Yara Brasil;

Carolina Prado, Head de Comunicação da Intel para o Brasil e Canadá;

David Grinberg, Vice-presidente de Comunicação da Arcos Dourados para América Latina;

Eduardo Pugnali, Secretário Executivo da Secretaria de Comunicação no Governo do Estado de São Paulo;

Helena Alonso, Gerente de Comunicação Interna e Externa da Dow Brasil;

Leandro Modé, Superintendente de Comunicações e Relações Governamentais do Itaú-Unibanco;

Luciana Miranda, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Corporativa da Sanofi Brasil;

Mario Girasole, Vice-presidente de Relações Regulatórias, Institucionais e com a Imprensa da TIM Brasil;

Mario Laffitte, Vice-presidente de Public Affairs da Samsung para América Latina;

Matheus Lombardi, Sócio e Head de Reputação da XP Investimentos;

Nelson Silveira, Diretor de Comunicação e Marca da General Motors para América Latina;

Pamela Vaiano, Diretora Sênior de Comunicação e Responsabilidade Social da 99/ Didi Chuxing;

Pedro Torres, Head Global de Marca Institucional e Comunicação Corporativa da Gerdau.

Nota de pesar pelo falecimento de Beth Brandão

Expressando sinceros sentimentos a familiares e amigos(as), a Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp), a Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) e a Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (Socicom) lamentam informar o falecimento de Elizabeth Pazito Brandão, a Beth Brandão, na noite de ontem, 7 de abril de 2021. Há alguns dias Beth havia sido internada e lutava contra o coronavírus. 

Ao longo de sua trajetória acadêmica e profissional, Beth Brandão ofereceu contribuições importantes às atividades de ensino, pesquisa e extensão em Comunicação. 

Relações Públicas e jornalista, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, Brandão é uma das maiores referências em Comunicação Organizacional, Relações Públicas e Comunicação Pública no país.

A trajetória acadêmica e profissional de Beth Brandão demonstra a inquietude de seu pensamento e seu olhar extremamente crítico sobre o campo da comunicação social. Mercado de trabalho e conhecimento científico somente passam a ter significado se compreendidos como aspectos complementares dos ‘fazeres’ contemporâneos da comunicação.”

Leia o perfil escrito em 2001 por Ana Lúcia Novelli

Entre 2008 e 2013, participou ativamente da formulação dos debates e das ações que levaram à definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação de Relações Públicas.

Começou a vida profissional trabalhando com Comunicação Rural (jornal, rádio, estratégias de extensão rural e assessoria de imprensa) na Emater-SC e na Secretaria de Agricultura de Santa Catarina. Em Brasília, foi presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas e prestou consultoria para diversas instituições, principalmente, na área de planejamento e pesquisa. 

Durante 20 anos, dedicou-se à área acadêmica: foi professora do Ceub, da Universidade Católica de Brasília, do Ibmec e do Centro Universitário Iesb. No Iesb, criou e coordenou o curso de graduação em Comunicação Institucional e Relações Públicas, cursos de pós-graduação lato sensu em Comunicação Pública e foi coordenadora da pós-graduação da instituição. 

Prestou consultoria nas áreas de Comunicação Corporativa e Comunicação Pública e desenvolveu diversos trabalhos para instituições como FSB, CNI e Abracom.

Foi avaliadora de curso superior do Inep, conselheira efetiva e secretária geral do Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas e sócia do Ideco, Instituto de Desenvolvimento Educacional e Comunitário, uma Oscip voltada para planejamento, articulação, criação e operação de projetos e programas educativos, culturais, de capacitação profissional e de desenvolvimento comunitário.

Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp)

Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)

Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (Socicom)

Nesta quarta: Vigília pela Vida e pela Liberdade

A ABCPública participa neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde e Dia do Jornalista no Brasil, da Vigília pela Vida e pela Liberdade. O evento virtual será transmitido a partir das 20h, por uma rede de mídias de 40 entidades apoiadoras, entre elas Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Instituto Vladimir Herzog. Você pode acompanhar pela página facebook.com/abcpublica.

Mais de mil profissionais da saúde e 100 jornalistas já foram mortos pela Covid-19. Dezenas de outros repórteres enfrentam um verdadeiro assédio judicial, quando não são agredidos nas ruas ou ameaçados de morte. A vigília é um chamamento à reconstrução de um processo civilizatório humanizador no país. Um documento em apoio a essas causas pode ser assinado aqui

Com Juca Kfouri e Brenda Ligia como mestres de cerimônia, a manifestação contará com a participação de nomes como Boaventura de Souza Santos, Chico César, Otto, Aroeira, Laerte, Luís Nassif, Pedro Hallal, ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, e Vladimir Safatle.

Os operadores do Direito que participarão do ato incluem Cláudio de Souza Neto, autor de uma ação contra o assédio judicial e processual a jornalistas, que será protocolada no Supremo Tribunal Federal durante o evento; Tânia Maria de Oliveira, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD); Marco Aurélio Carvalho, do Grupo Prerrogativas (Prerrô); Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama; e o jurista Lênio Streck.

#vigilia7de abril

Frente promove curso sobre Comunicação Pública e EBC

A ABCPública participa do curso “Comunicação pública: fortalecimento da sociedade e da democracia”, que a Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública oferece de 6 a 9 de abril. O curso on-line é gratuito e oferecerá certificado para até 280 inscritos.

A Frente é formada por entidades da sociedade civil, acadêmicas, sindicatos, pesquisadores e jornalistas. Entre os palestrantes estão os professores Laurindo Leal Filho, da ECA-USP, Murilo César Ramos, da UnB, e a jornalista Tereza Cruvinel, ex-presidente da EBC.

Promovido em parceria com o Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência da Universidade Federal Fluminense (Emerge UFF), grupo de pesquisa integrante da Frente, o curso tem o objetivo de esclarecer sobre a relevância da Comunicação Pública para um ambiente democrático e destacar a importância da EBC no cenário de concentração midiática brasileira.

A iniciativa integra a campanha #FicaEBC, uma mobilização da Frente contra a inclusão da Empresa Brasil de Comunicação no Programa Nacional de Desestatização (PND). A inclusão foi anunciada em 16 de março pela secretária especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, e publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de março.

Segundo ela, os estudos de viabilidade de venda da EBC serão feitos
pelo BNDES e, caso se conclua que a privatização não seja atrativa, por ser a empresa dependente do Tesouro, a outra possibilidade é a liquidação da EBC. Ou seja, o governo avalia fechar a empresa e, com ela, todas as emissoras da Rádio Nacional e da Rádio MEC, a TV Brasil, a Agência Brasil e a Radioagência Nacional.

Lançamento

Na live de lançamento do curso, no dia 30 de março, Fernando Oliveira Paulino, professor da UnB e Coordenador do Laboratório de Políticas
de Comunicação (LaPCom) e da Rede Nacional de Observatórios da Imprensa (RENOI), destacou que a comunicação pública é uma conquista da sociedade, além de estar prevista na Constituição Federal de 1988, como uma forma de enfrentar a tendência autocrática que vigora no ambiente midiático brasileiro.

“Houve resistências ao longo do tempo, pautadas por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que têm lutado, especialmente de 1988 para cá, pela complementaridade da comunicação no país. E com isso a necessidade de se estabelecer ferramentas e instrumentos de promoção do direito à comunicação, especialmente a partir da comunicação pública, ou seja, aquela que atenda não apenas um grupo da sociedade, ou uma perspectiva sobre a sociedade, mas sim uma comunicação que seja compartilhada, diversa e que crie condições para que a sociedade brasileira se veja em sua pluralidade e nas suas possibilidades mais diversificadas de produção, distribuição e acesso à comunicação e à cultura”.

Fernando Paulino (UnB)

O professor Adilson Cabral, coordenador do Emerge UFF, discutiu o que é um projeto da comunicação pública.

“A gente deveria compreender e construir uma caracterização para além dessa distância que separa o estatal do público, e não compreender o sistema estatal como institucional que se pode fazer o que quiser, que se pode garantir uma propaganda do governo de turno”, defendeu.

Adilson Cabral (UFF)

Já o professor de jornalismo da UFF Pedro Aguiar, especialista em agências de notícias, destacou a importância da EBC na distribuição de conteúdos jornalísticos para outras empresas de mídia, inclusive privadas, feita especialmente pela Agência Brasil e pela Radioagência Nacional, exercendo um papel fundamental no mercado midiático brasileiro.

“Não estamos falando só de mídia pequena ou alternativa. Estamos falando de grandes veículos de comunicação do país, que pertencem a conglomerados multimídia empresariais e que se apoiam especialmente na produção da Agência Brasil para construir o material que oferecem ao seu público e, com isso, atrair audiência e ganhar dinheiro com a publicidade”.

Pedro Aguiar (UFF)

Para obter o certificado de participação, deve ser feita inscrição antecipada gratuita em https://doity.com.br/curso-comunicacao-publica-fortalecimento-
da-sociedade-e-da-democracia
(limitado a 280 vagas).

Programa

Comunicação pública: fortalecimento da sociedade e da democracia
De 10h às 11h30

Aula 1 – 06/04
Comunicação pública: conceitos, diretrizes internacionais e criação da EBC
Tereza Cruvinel (jornalista e primeira presidenta da EBC)
Murilo César Ramos (professor emérito da UnB e ex-conselheiro da EBC)
Outros nomes a confirmar
Mediação: Jonas Valente
YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=Hj1T256pVKw

Aula 2 – 07/04
Desmonte e Resistências: participação social e democratização da mídia
Laurindo Leal Filho (professor da ECA/USP e 1o Ouvidor-geral da EBC)
Rita Freire (Jornalista, ex-presidenta do Conselho Curador da EBC)
Beth Costa (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC)
Mediação: Guilherme Strozi
YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=REOUaH45ooM

Aula 3 – 08/04
E lá fora? Visões e práticas internacionais da comunicação pública

Palestrantes a confirmar
Mediação: Mariana Martins
YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=ShWbSmo-cNs

Aula 4 – 09/04
No Brasil: redes de comunicação pública e a EBC

Cláudia Lemos (ABCPública/Câmara dos Deputados)
Ivonete da Silva Lopes (UFV)
Mara Régia (Viva Maria/EBC)
Mediação: Eliane Gonçalves
YouTube – https://www.youtube.com/watch?v=TflcUxxAsfQ

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.

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