Direito à Comunicação e Internet – o empoderamento digital como garantia desse direito no ambiente online

Em tempos de convergência digital, de um cenário de consolidação da Internet e de proliferação de dispositivos conectados, o direito à comunicação deve ser repensado considerando as especificidades do mundo online. Esse esforço deve partir da concepção histórica de entender tal direito como a garantia das condições para se informar e expressar livremente opiniões e ideias por quaisquer meios, assegurando uma participação ativa na esfera pública. É preciso, entretanto, avançar e considerar o que muda em relação às noções elaboradas em uma época em que a problemática se voltava fundamentalmente a garantir pluralidade e diversidade nos meios de comunicação de massa e compreender os desafios colocados para que, hoje, os cidadãos/ãs se insiram num ambiente convergente na condição de sujeitos e não apenas de objetos de conglomerados, governos e tecnologias. Ensaiar respostas a essas perguntas é o objetivo deste documento e deste convite à reflexão, feito pelo Intervozes.

Clique aqui para baixar o PDF.

Fonte: Intervozes.

Pesquisadores do PONTE e CPOP lançam e-book gratuito sobre Jornalismo Político

O Grupo de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (CPOP) e o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Política e Tecnologia (PONTE) – ligados ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGCP) e ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – lançam o livro “Estudos sobre Jornalismo Político” neste dia 05 de março.

A coletânea foi organizada pelos pesquisadores Emerson Cervi, Jamil Marques, Fernanda Cavassana e Camila Mont’Alverne. A obra reúne trabalhos produzidos por investigadores dos dois grupos e tem o objetivo de contribuir para a consolidação da literatura sobre o assunto no Brasil.

O acesso ao e-book é gratuito e o arquivo está disponível no site CPOP e do PONTE. Confira os capítulos que compõem o livro:

ESTUDOS SOBRE JORNALISMO POLÍTICO
Apresentação
Fernanda Cavassana de Carvalho e Camila Mont’Alverne

Capítulo I
A opinião da empresa no Jornalismo brasileiro: Um estudo sobre a função e a influência política dos editoriais – Camila Mont’Alverne e Francisco Paulo Jamil Marques

Capítulo II
Os editoriais de El Mercurio e O Estado de S. Paulo sobre Bachelet e Rousseff: Um comparativo a partir da análise crítica do discurso na eleição a presidente no Chile em 2013 e no Brasil em 2014 – Adriana Monserrat Cedillo Morales Moreira

Capítulo III
‘O Mundo gira sem o Mercosul’: Um estudo sobre os editoriais do jornal O Estado de S. Paulo – Yohanna Lara Barros Pinheiro e Francisco Paulo Jamil Marques

Capítulo IV
O impacto da série ‘Diários Secretos’ nas reeleições dos deputados estaduais Nelson Justus e Alexandre Curi no Paraná em 2010 – Renan Colombo

Capítulo V
A visibilidade da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná na imprensa estadual (2010-2011) – Daniela Drummond

Capítulo VI
A cobertura jornalística em mídias legislativas: Um estudo sobre a Agência Câmara -Leidyanne Viana Nogueira e Francisco Paulo Jamil Marques

Capítulo VII
O papel das fontes oficiais na cobertura sobre Segurança Pública: Um estudo do jornal O Povo entre 2011 e 2013 – Raíssa Benevides Veloso e Francisco Paulo Jamil Marques

Capítulo VIII
A cobertura da Folha de Londrina sobre a eleição de 2012 e o escândalo político – Romer Mottinha Santos

Capítulo IX
Perspectivas para o Jornalismo Político – Francisco Paulo Jamil Marques, Emerson Urizzi Cervi e Michele Goulart Massuchin

Fonte: Ponte - UFPR.

Sergio Lerrer lança novo livro, "Comunicação nas Câmaras Municipais".

Como eram os Departamentos de Imprensa do Setor Público, os desafios da comunicação nas Câmaras Municipais e o DNA da Comunicação Legislativa são alguns dos temas abordados por Sergio Lerrer em seu novo livro “Comunicação nas Câmaras Municipais”. O jornalista gaúcho radicado em Brasília sempre esteve ligado à comunicação pública, através do poder público, de movimentos partidários, culturais e de cidadania, e de entidades associativas e instituições. Já em sua juventude era ativista no legislativo gaúcho e nos últimos anos assessorou diversas Câmaras Municipais, Escolas do Parlamento e entidades de servidores, vereadores,e de rádios e tvs legislativas, e frentes parlamentares no Congresso Nacional na parte de comunicação.

O livro aborda de forma pedagógica o uso dos diversos espaços possíveis por uma Câmara Municipal, desde o site e a assessoria de imprensa, passando pela gestão das redes sociais e inclusive dos espaços físicos das instalações da casa e da agenda de eventos. A população espera no legislativo uma contraposição inteligente e propositiva ao Poder Executivo. No caso em pauta, as Câmaras Municipais passam pela transição de apenas serem suporte à administração da Prefeitura para, caso assim queiram, tornar-se de fato planejadoras e pensadoras do município. Há muito a ser feito para as cidades brasileiras avançarem em seu desenvolvimento econômico, social e de qualidade de vida.

Especialmente agora, quando boa parte do eleitorado do Brasil passa a ser composto pelas gerações X, Y, Z e Millenial, a comunicação das Câmaras Municipais está posta sob xeque e precisa dar um salto de qualidade, criando suas próprias iniciativas e buscando sua inovação. O Livro Comunicação nas Câmaras Municipais proporciona um conjunto de ideias iniciais e alguns caminhos já testados e pensados para que isso ocorra.

Na qualidade de literatura de formação e de qualificação sobre este tema inédito, o livro visa alcançar os Vereadores e Profissionais/Servidores que trabalham tendo como desafio uma melhor comunicação de sua Câmara Municipal. Também interessa a quem trabalha na comunicação pública e no jornalismo legislativo em geral.

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(Autor com o livro recém-lançado e lista de temas abordados.)

COMO ADQUIRIR

O livro “Comunicação nas Câmaras Municipais”, lançamento do Pro Legislativo, custa o valor de R$ 190,00 e será entregue em todo Brasil. Para compra via cartões de crédito, débito ou boleto, clique aqui. Para compras por parte de Câmaras Municipais envie nome da Câmara, Endereço e CNPJ para o email prolegislativo@gmail.com e receberá a respectiva nota fiscal para efetuar depósito.

FONTES: o próprio autor e a matéria do site Pro Legislativo.

Livro "Políticas Públicas de Radiodifusão no Governo Dilma"

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Pela FAC Livros, Octavio Penna Pieranti lança seu quinto livro com a proposta de fazer uma crítica à falta de incentivo e de prioridade da preservação da memória institucional no Brasil. “Políticas Públicas de Radiodifusão no Governo Dilma” denuncia que é uma questão de administração pública e falta de princípios, diretrizes, programas e projetos para o setor de radiodifusão. Murilo César Ramos escreve o prefácio e ressalta a importância da obra para a população e para o meio acadêmico, já que é um “trabalho de pesquisa, registro e análise das políticas públicas no Governo Dilma”.

O Observatório da Ética Jornalística lança livro em comemoração aos 8 anos de existência

O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) completa oito anos de existência lançando o livro “Ética, Mídia e Tecnologia: entrevistas internacionais”. Em formato eletrônico e com download gratuito, o volume reúne quinze entrevistas com alguns dos maiores especialistas em ética e jornalismo no mundo: Charles Ess, Stephen Ward, Elena Real Rodrigues, Javier Darío Restrepo, Carlos Camponez, Rafael Capurro, entre outros.
As entrevistas foram realizadas pela equipe do objETHOS e publicadas em nosso site ao longo do ano. “É um conteúdo atual, original e muito precioso porque está totalmente em nossa língua. Decidimos juntar o material numa publicação dedicada para facilitar a leitura e a consulta”, comenta o professor Rogério Christofoletti, um dos coordenadores do observatório.
“Ética, Mídia e Tecnologia: entrevistas internacionais” é o terceiro e-book lançado pelo objETHOS (baixe o primeiro: aqui. baixe o segundo: aqui), e é mais um produto do grupo que pesquisa, observa e estuda ética jornalística, crítica de mídia, e mudanças no jornalismo. Criado em setembro de 2009 no Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, o objETHOS reúne pesquisadores de outras quatro instituições (UFF, UFPR, Unisul e UEPG), além de graduandos, mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos.
No âmbito do grupo, já foram produzidas 15 dissertações de mestrado, realizados cinco eventos (quatro internacionais) e publicados outros três livros. Em oito anos de publicação ininterrupta, o site do objETHOS publicou mais de mil conteúdos, entre notícias, análises, pesquisas e materiais de consulta. Neste período, o site teve mais de 625 mil acessos.
O objETHOS é membro da Rede Nacional de Observatórios da Imprensa (Renoi) e tem parcerias internacionais com o Ceis20 da Universidade de Coimbra (Portugal) e com a Red Ética Segura, da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano (Colômbia). Em 2017, começou um projeto de extensão para alfabetização midiática de estudantes do ensino médio em três escolas públicas de Florianópolis (SC).

A Grande Imprensa no Brasil é liberal-conservadora


Cientista Político, Fernando Azevedo, da UFSCar, lança livro sobre a imprensa brasileira
No atual momento de polarização e crise política em diferentes níveis no país, o debate sobre a relação entre mídia e política se reaquece. E a pergunta central é: como se posicionam os meios de comunicação em relação aos atores, personagens e instituições políticas?
O professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos, Fernando Antônio Azevedo,, analisa essa questão observando o posicionamento dos principais jornais impressos em relação a três presidentes brasileiros: Getúlio Vargas, João Goulart e Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef.
Na pesquisa – que resultou no livro “A Grande Imprensa e o PT: 1989-2014” – Azevedo traça um paralelo histórico entre a atuação dos grandes jornais e os projetos liberais-conservadores e afirma que, apesar de escreverem para um público conservador, a postura das empresas vai além do interesse comercial – demonstra efetivamente um alinhamento ideológico entre imprensa e liberalismo no Brasil.
Confira abaixo a entrevista em que ele trata do lançamento nacional do livro – previsto para outubro – e também comenta os principais achados da pesquisa:
De que trata o livro?
Fernando Azevedo: A relação entre a mídia e política no Brasil é tema de estudos e debates a partir de uma pergunta chave: como se posicionam os meios de comunicação em relação aos partidos, candidatos, eleições e governos? A partir desta questão o livro examina a relação da chamada grande imprensa (O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo)com o PT ao longo das eleições presidenciais disputadas na Nova República (1989-2014). O texto, em seu capítulo inicial, descreve as características do sistema de mídia brasileiro, monopolizado e com baixa diversidade política, e traça um histórico da atuação política da imprensa nos anos 50 e 60.  Em seguida constrói uma série histórica, cobrindo vinte e cinco anos e sete eleições presidenciais, as seis últimas polarizadas entre petistas e tucanos, analisando as valências e enquadramentos das manchetes e editoriais publicados pelos jornais pesquisados. No último capítulo discute o antipetismo na imprensa antes e depois do PT chegar ao poder e, nas conclusões, expõe três teses sobre a relação entre a grande imprensa e o PT e o petismo.
Por que estudar a relação entre grande imprensa e PT?
F.A.: A chegada dos petistas ao poder, liderando uma aliança de centro-esquerda, representou, pela primeira vez em nossa história, a ascensão pelo voto de um candidato e um partido que em seu programa original se definia, com todas as letras, como socialista. Olhando pelo retrovisor da história, e ressalvando as conjunturas históricas e políticas distintas, observamos que apenas o segundo governo Vargas (1951-54) e o governo Jango (1961-64) podem ser comparados do ponto de vista da proximidade ideológica com o período petista. Ambos foram governos trabalhistas, um eleito pelo voto popular e outro ascendendo ao poder pela renúncia de Jânio. Os dois governaram sob o fogo cerrado da oposição de centro-direita e tiveram seus mandatos abreviados pela crise política que redundou no suicídio de Vargas, em 1954, e na deposição de Jango dez anos depois por um golpe militar. Com o impeachment da Dilma chegou ao fim um ciclo político marcado pela polarização entre as forças de centro-esquerda e centro-direita.  Portanto, analisar o comportamento da imprensa em relação ao PT e ao petismo permitia analisar como os principais jornais do país se posicionavam diante de um quadro de forte polarização política e verificar como eles se definiam diante dos atores políticos em cena.
Qual a principal contribuição do estudo sobre a cobertura do Partido dos Trabalhadores para o debate do jornalismo brasileiro atual?
F.A.: A pesquisa analisou não só o posicionamento editorial dos jornais na atual quadra democrática como também fez uma ampla revisão histórica sobre a atuação da mídia na chamada democracia populista, entre 1945 e 1964.  Segundo a literatura sobre o período, a imprensa foi muito ativa e entrou no debate político replicando as posições de centro-direita, lideradas pela UDN, tanto no período varguista (1951-54) como no governo Goulart. Os principais jornais, em 1964, apoiaram o golpe militar de 64 e, depois, o regime militar.  Apenas o extinto Correio da Manhã e o Estadão se opuseram ao novo regime depois que ele se aprofundou com os atos institucionais.  Portanto, os jornais tinham uma tradição de participação política que se dava por uma via conservadora. A análise do comportamento recente em relação ao PT e ao petismo confirma essa tradição de intervir no processo político através de um “paralelismo político” no campo da mídia que replica ou endossa posições partidárias e ideológicas em disputa ao lado das forças de centro-direita.
Na sua visão, então, a grande imprensa brasileira tem lado?
F.A.: Sim, apesar dos chamados “quality papers” fazerem um jornalismo moderno baseado em fatos, em que as páginas de opinião são separadas das de informação. Contudo, o nosso jornalismo ainda é fortemente opinativo, com grande peso nos editoriais e colunas e nesse sentido possui grande impacto na formação da opinião pública, inclusive porque a maior parte dos temas e debates nas novas mídias (blogs, Facebook, etc.) é pautada pela imprensa tradicional. Isso não seria um problema se o nosso sistema de mídia fosse plural e diversificado. Mas, ele é fortemente concentrado e monopolizado por basicamente quatro grupos midiáticos (Globo, Abril, Estadão, Folha) que detém a propriedade cruzada dos meios de comunicação. Esta situação leva a um desequilíbrio informativo e, evidentemente, a um déficit democrático, no sentido em que uma democracia de qualidade demanda fontes alternativas de informação para que o cidadão tenha acesso às diversas posições políticas em disputa.
Como se dá o paralelismo político entre grande imprensa e projetos liberais-conservadores? É igual no passado e no presente?
F.A.: O jogo político brasileiro apresenta uma linha de continuidade em sua clivagem ideológica: o embate histórico entre a direita e a esquerda brasileira se dá, grosso modo, em torno das teses liberais de um lado e, de outro, do nacional-desenvolvimentismo.  A grande imprensa, tanto no passado quanto nos anos recentes, apoiou abertamente, através de editoriais, as forças liberais lideradas, nos anos 1940 e início dos 60, pela UDN e, no período recente, pelo PSDB. Contudo, hoje, as empresas jornalísticas são organizações comerciais independentes e autônomas financeiramente, tanto do Estado quanto dos partidos, e o apoio político não deriva de vínculos organizacionais (imprensa partidária) ou ligações políticas nem o endosso eleitoral é dado de modo incondicional.  O que, então, explica o apoio às forças de centro-direita ao longo do tempo, atravessando sistemas partidários e eleições? Uma hipótese é a de que esse apoio se deve a uma estratégia de fidelização do público desses jornais que, sociologicamente, é constituído por um estrato de renda e nível educacional alto e conservador do ponto de vista político. Sem dúvida, esse público compõe a audiência por excelência dos chamados jornais de prestígio e qualidade. Mas, aqui, estamos diante de um dilema do tipo Tostines: “o biscoito vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”.  Assim, embora, de fato, os três grandes jornais pesquisados escrevam para um público que pretendem manter fidelizado, talvez a hipótese mais robusta e de maior amplitude explicativa é a da afinidade histórica e ideológica com o ideário liberal-conservador, mais forte e visível no caso dos jornais O Globo e Estadão, mas também presente no caso da FSP.
Quando será o lançamento? Quem quiser adquirir, onde pode encontrar?
F.A.: O lançamento nacional será no Encontro Anual da ANPOCS, em Caxambu, no dia 23 de outubro. Mas, para quem quiser adquirir, a venda já está disponível no site da EdUFScar.
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Lucy Oliveira é jornalista e doutora em Ciência Política pela UFSCar. Pesquisa as relações de agenda entre propaganda negativa eleitoral e grande imprensa no Brasil. É pesquisadora do grupo “Comunicação Política, Partidos e Eleições”
Fonte: Observatório da Imprensa

E-book: Em defesa da Comunicação Pública

defesaVocê já pode baixar gratuitamente mais um volume editado pela FAC Livros: o e-book Em Defesa da Comunicação Pública. Com 280 páginas, em 33 entrevistas com pesquisadores e especialistas de todo o Brasil, a obra reflete sobre a importância da Comunicação Pública e os caminhos e percalços para sua consolidação no País, discutindo seus atributos de sustentabilidade e gestão, seus desafios da audiência e da participação.
O volume é organizado por Murilo César Ramos, Elen Cristina Geraldes, Juliano Domingues da Silva, Janara Sousa e Vanessa Negrini, a partir de parceria entre o Laboratório de Políticas de Comunicação – LaPCom, do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília – FAC/UnB, e o Grupo de Trabalho Políticas e Estratégias de Comunicação da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação.
CLIQUE AQUI para baixar gratuitamente o seu e-book.
Fonte: Fac – UnB

Lançada a 2ª edição da revista "Imprensa Nacional – Novos rumos da comunicação pública"

Esta edição traz aos leitores assuntos relacionados à temática da comunicação pública, como a reportagem sobre o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), a matéria sobre os perigos na era digital e uma entrevista com Silviano Santiago sobre “Machado”, sua mais recente obra. Essas e outras matérias estão presentes no segundo número da nossa revista.
No dia 25 de julho, foi lançada a segunda edição da revista Imprensa Nacional – Novos Rumos da Comunicação Pública, dando continuidade ao projeto iniciado em maio de 2017. A revista tem tido boa recepção, por tratar de temas de interesse da sociedade e do setor público.
Esta edição traz aos leitores assuntos relacionados à temática da comunicação pública, como a reportagem sobre o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), ferramenta que tem revolucionado a gestão de documentos na Administração Pública. A matéria sobre os perigos na era digital alerta sobre a necessidade de a sociedade falar abertamente de assuntos tabus. Na seção Cultura, o professor e pesquisador Silviano Santiago nos deixa vislumbrar um pouco do seu vasto conhecimento sobre nosso maior escritor. Essas e outras matérias estão presentes no segundo número da nossa revista.
A Revista é um canal institucional que, além de divulgar os serviços da Imprensa Nacional, fomenta a discussão sobre o impacto das mudanças tecnológicas, culturais e de gestão no mundo contemporâneo. Transformações essas que afetam o setor público e sua relação com a sociedade.
Para acessar a versão digital da Revista, acesse:
http://portal.imprensanacional.gov.br/acesso-a-informacao/revista-imprensa-nacional
 
Fonte: Imprensa Nacional
 
Fonte:

Comunicação Pública e Política: pesquisa e práticas

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Dos grandes acontecimentos e temas que provocam a sociedade, pautando o debate público, às práticas de instituições públicas e privadas, passando pela experiência amplamente estudada da administração Popular em Porto Alegre (1989-2005), este livro registra não apenas as pesquisas empreendidas pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação Pública e Política (Nucop), mas também as bases teóricas que delineiam a comunicação pública como instância fundamental à qualidade das democracias contemporâneas.
Marcas de fazer, marcas de pensar. As reflexões aqui reunidas são um registro da trajetória do Núcleo de Pesquisa em Comunicação Pública e Política (Nucop), grupo de pesquisa vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul e liderado pela professora Maria Helena Weber. Nestas páginas, são as questões da vida pública e o modo de estudá-las que assumem o foco principal – provocações enfrentadas como pesquisa que contribuem para o entendimento da comunicação pública em suas diferentes dimensões, culminando com a hipótese de conceito indicador da qualidade do próprio regime.
As articulações entre Sociedade, Meios de Comunicação e Estado em torno de temas de interesse público mobilizam atores diferenciados conforme as questões em pauta; produzem variados regimes de visibilidade; criam expectativas de comportamentos de acordo com uma dimensão normativa cara à democracia; efetuam-se em uma facticidade que requer registro, estudo e crítica. É nesta riqueza teórica e empírica que os textos aqui reunidos são tecidos, cada qual na especificidade de seu objeto, cada qual buscando nas linhas e entrelinhas o papel e o espaço da comunicação pública nestas interações.
Em alguns casos, são grandes acontecimentos que deflagram o processo de interação necessário à experiência pública, ou temas que despertam e mobilizam o debate. Muitas vezes, esse esforço de pesquisa apanha a história em curso, como mais um registro – o acadêmico – sobre questões públicas contemporâneas. Em outros, trata-se de averiguar como diferentes instituições comportam-se e estruturam-se para participar de processos de comunicação pública – e assim avaliar as possibilidades e limites das atuações de diferentes redes e atores.
Há também o registro da experiência da Administração Popular em Porto Alegre (1989-2005), peculiar em sua inovação da forma de comunicar e entender a cidade. Todas essas contribuições partilham a inscrição da trajetória do próprio Nucop: um lugar de reflexão das questões da vida pública contemporânea.

 
Para adquirir: Editora Insular

Comunicação digital no setor público

WeGov lança ebook com vários pequenos artigos sobre Comunicação Digital no Setor Público, mostrando a importância e os desafio enfrentados. Entre os assuntos tratados estão planejamento, a importância das redes sociais para o relacionamento dessas empresas e a diferença entre comunicação pública e marketing político.
Para fazer download do ebook clique aqui

Comunica que muda produz dossiê do lixo no Brasil

O lixo no Brasil – Um gigante e quase ignorado

ACESSE AQUI O DOSSIÊ COMPLETO

Rios completamente poluídos; a vida marinha ameaçada; verdadeiros lixões a céu aberto, contaminando solo e água; e até mesmo o deslizamento de uma montanha de lixo, resultando em mais de 100 mortes e desabrigados na Etiópia. Aparentemente, seguindo o mesmo ritmo, em pouco tempo não haverá mais espaço na Terra para o tanto de resíduos que produzimos.
Não restam dúvidas quanto à relevância da questão, com a necessidade urgente de uma redução profunda em nossa produção de lixo, além de alterações drásticas em nossos sistemas de coleta e reciclagem. Entretanto, será que a maior parte das pessoas tem a verdadeira noção da gravidade do problema? E as pessoas que têm, o que fazem para mudar? Será que essa questão tem gerado um debate adequado e qualificado em nossa sociedade?
Para responder a essas e outras questões, o Comunica que Muda mergulhou nas redes sociais por três meses, com o objetivo de analisar como os brasileiros veem o problema do lixo, e como isso os afeta. Foram analisadas mais de 125 mil menções, nos meses de dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017. Um levantamento completo que mostra em que pé está esse debate nas redes sociais do Brasil.
Como resultado, ficou claro que é quase impossível alguém declarar que o lixo não é um problema. Até porque, há um consenso de que a poluição e a degradação do meio ambiente são ruins. Entretanto, a conscientização sobre essa questão ainda está longe do ideal, principalmente no sentido de um debate mais profundo.
Dados do monitoramento mostram que a maior parte das menções, cerca de 53%, foi neutra, sem um juízo de valor sobre a questão. Já os comentários positivos, quando as pessoas reconhecem ou relatam problemas gerados pelo lixo, somaram 46%. Por fim, as menções negativas, ou quando alguém desconsidera o lixo como um problema importante, atingiram menos de 1% do total, até porque é muito difícil que alguém torne público esse posicionamento.
O alto número de menções neutras é justificado pela grande quantidade de compartilhamentos (26%), notícias (24%) e piadas (16%), com a maior parte dos comentários não expressando um posicionamento claro de quem está postando. As opiniões e relatos, quando alguém se posiciona ou conta uma situação que viveu, somaram pouco mais de 33% do total de menções.
Além disso, a maior parte das pessoas só dá a devida atenção a algum problema quando ela é diretamente atingida. Assim, alagamento foi o tema mais comentado, com 48% do total de problemas citados. Lixo na praia (25%), muito por conta do réveillon e do período de férias de verão, e lixo na rua (16%), também tiveram destaque.
Por outro lado, quando se trata de um problema mais distante, com o qual as pessoas não têm um contato direto, mesmo sendo afetadas, o número de comentários é muito menor. Por exemplo, os lixões, quando o termo não é usado como piada, apareceram em apenas 2,5% das menções, e com uma predominância de compartilhamentos de notícias. Já no monitoramento sobre reciclagem, o termo “coleta seletiva”, fundamental para ações de reciclagem com grande impacto, aparece em apenas 4,7% dos comentários.

O Comunica que Muda

O Comunica Que Muda (CQM), uma iniciativa digital da agência nova/sb, tem o objetivo de mostrar o poder da comunicação de interesse público como agente transformador na sociedade.
Ao combinar uma estratégia de constante monitoramento dos assuntos mais debatidos nas redes, aliada à ágil criação de conteúdos específicos, o CQM busca, por meio da alta relevância e incessante interação com seu público, realizar um objetivo maior: promover e qualificar o debate sobre temas fundamentais, mas que ainda carecem de espaço na sociedade brasileira – como a questão do lixo aqui investigada, da intolerância, objeto do nosso primeiro dossiê, ou da mobilidade, assunto do segundo dossiê, além da discussão sobre a descriminalização da maconha (tema de debate entre especialistas) e do suicídio, o próximo tema.
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O tamanho do problema – É lixo que não acaba mais…

O relatório Global Waste Management Outlook, produzido em 2016 pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma), calculou que anualmente são produzidos dois bilhões de toneladas de resíduos sólidos em todo o mundo. E o pior, quase metade da população mundial, cerca de três bilhões de pessoas, vive em locais em que não há uma destinação adequada para o lixo, ilustrando um pouco do desastre ambiental pelo qual passamos.
O lixo que produzimos, e como lidamos com ele, tornou-se um dos grandes desafios para a humanidade. Principalmente quando se leva em conta o padrão de consumo cada vez maior em todo o mundo, o que tende a crescer, fazendo com que a produção de lixo siga pelo mesmo caminho.

E no Brasil?

Mais de 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos. Essa foi a quantidade de lixo produzida no País em 2015, de acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, último levantamento do tipo feito por aqui, realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Produção essa que aumenta em ritmo acelerado, muito acima do que cresce a população. Entre 2003 e 2014, a geração de lixo subiu 29%, enquanto o crescimento populacional foi de 6%.
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Em média, cada brasileiro produz 387 kg de lixo por ano, nos colocando ao lado de países como Croácia, Hungria, Japão e Coreia do Sul. Entretanto, quando o assunto é como lidamos com esses resíduos, estamos mais perto da Nigéria. Isso porque o Brasil destina corretamente apenas 58% do que coleta, enquanto a média nos países do primeiro mundo é de 96%. Já no país africano, 40% do lixo produzido vai para local adequado. Ou seja, produzimos lixo como os países mais ricos, mas o destino que damos aos resíduos é semelhante ao de países subdesenvolvidos.
Considerando-se o lixo reciclado, a situação não é muito diferente, com o Brasil também muito atrasado nesse quesito. Dados de 2012 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), os mais recentes que existem, mostram que, naquele ano, apenas 3,1% do lixo gerado por aqui foi destinado à coleta seletiva.
Além disso, outro levantamento, feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), mostrou que apenas 18% dos nossos municípios possuem algum sistema de coleta seletiva, ainda que não integral. Para comparação, países como Alemanha e Áustria reaproveitam mais de 50% de todo o lixo que produzem.
Assim, 38,5% da população brasileira, cerca de 80 milhões de pessoas, ainda não tem seus resíduos tratados de maneira adequada, com 20 milhões de brasileiros sem sequer terem acesso a coleta regular de lixo.
Fonte: Comunica que muda
 

Problematizar a política no campo da comunicação

Publicada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP, a revista Comunicação, Mídia e Consumo, de periodicidade quadrimestral, está com um novo número no ar. Nesta edição, que busca, como afirma seu editorial, trazer “contribuições no sentido de problematizar a política no campo da comunicação”, há artigos que abordam temas ligados a semiótica, comunicação organizacional, feminismo e história da comunicação.
A revista aceita, em fluxo contínuo, textos de autores titulados como doutores, ou de doutorando e mestrando em coautoria com doutores.

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.