Presidente da ABCPública fala sobre convergência de mídias para comunicadores dos TCEs

Evento foi transmitido ao vivo para Tribunais de Contas de todo país

Integrantes das equipes de comunicação dos Tribunais de Contas do país participaram nesta segunda-feira (11/02) de um seminário totalmente transmitido ao vivo pela internet para tratar dos desafios da comunicação no setor de contas públicas.

O presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Lincoln Macário, falou sobre convergência de mídias. Macário destacou três aspectos da convergência: a convivência entre várias mídias, a influências das linguagens entre as mídias e o consumo simultâneo de mídias. “Estes três aspectos têm exigido dos produtores de conteúdo um foco especial no público para o qual aquele conteúdo está direcionado, o que é muito desafiador e torna ainda mais importante as trocas de experiências intergeracionais, interinstitucionais e entre as diversas regiões”, afirmou.

O desenvolvimento de conteúdos embasados tecnicamente, com linguagem acessível e por meio de recursos interativos e dinâmicos tornou-se essencial para a aproximação com o cidadão. Com base nisso, temas como jornalismo digital no poder público e inovação nos processos de comunicação foram abordados pelos profissionais com atuação na Agência Senado e Câmara dos Deputados, Flávio Faria e Carol Nogueira.

O seminário, que foi mediado pelo editor do portal Pro Legislativo, também contou com palestras do ministro substituto do TCU, Marcos Bemquerer, do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), conselheiro Raimundo Carreiro, da conselheira substituta de Goiás, Heloísa Helena Godinho, e do consultor da Transparência Internacional, Fabiano Angélico.

Fonte: Com informações do site do TCE/MS

Agências e comunicadores: uma parceria pelo aprimoramento da comunicação pública

Tema foi abordado na palestra do diretor da ABCPública Jorge Duarte em evento da Abracom

Na palestra realizada na última terça-feira, 05, em São Paulo, em seminário organizado pela Abracom para agências de comunicação corporativa, Jorge Duarte apresentou a ABCPública para as agências e as convidou para juntarem forças na qualificação da comunicação pública feita no Brasil em benefício do cidadão.

Ele falou sobre os desafios e os pontos de convergência e destacou a necessidade de parceria entre prestadores de serviços de comunicação e profissionais da área pública para para qualificar a comunicação do Estado com a sociedade. Para Duarte, é fundamental uma comunicação integrada, de qualidade e voltada para o cidadão, evitando o personalismo, o desperdício, a promoção institucional, o que pode ser buscado com estratégias adequadas, planejamento e foco, questões em que as agências têm enorme contribuição para dar.

Jorge, que integra a diretoria da ABCPública, ressaltou a necessidade de valorizar o trabalho feito pela equipe de comunicadores públicos, de modo que as agências de comunicação trabalhem de forma integrada e complementar, contribuindo para a eficiência da comunicação do setor público com o cidadão. Em sua experiência, o padrão dos comunicadores públicos no Brasil é muito alto, mas muitos sofrem com falta de recursos, de equipes e, muitas vezes, de compreensão do papel e capacidade da comunicação contribuir para a elaboração e execução das políticas públicas. “Muitas vezes os comunicadores são vistos como simples divulgadores. A capacidade das agências de comunicação em dar suporte à gestão da comunicação é muito alta, mas elas precisam ajudar na área de inteligência de comunicação e não apenas na entrega de produtos e serviços”.

Para o diretor da ABCPública, “é fundamental a noção de que a agência que trabalha para um órgão público essencialmente também está ajudando a prestar um serviço público, ou seja, trabalha para o cidadão.” O diretor da ABCPública também chamou a atenção para o fato de que, “em um período de grande circulação de informações distorcidas ou mesmo falsas, o setor público tem que ser absolutamente rigoroso com a transparência e a prestação de informação verdadeira, útil e nas condições do cidadão. Ele deve ser um porto seguro na orientação do cidadão”.

O painel sobre Ética e Compliance foi foi compartilhado com o professor e articulista Eugênio Bucci, que falou sobre as premissas fundamentais do desempenho da atividade dos comunicadores: verdade, ética e integridade.

Mais informações e inscrições aqui.

Fotos: Abracom


Diretor da ABCPública fala sobre ética e compliance em evento da Abracom

Jorge Duarte, diretor de Relações Acadêmicas, fará palestra sobre
ética, riscos e compliance para agências de comunicação corporativa

A Abracom promove, em fevereiro, o Seminário Agências de Comunicação e o Compliance – Riscos e Propostas. O objetivo é sensibilizar as associadas para a necessidade mercadológica e ética das ações de compliance internas e indicar como construir seus próprios códigos de conduta.

O evento será realizado em São Paulo, com a possibilidade de participação presencial ou acompanhamento por transmissão simultânea.

Serão três aulas, em três manhãs em semanas consecutivas:

05/02
Ética, riscos e compliance para agencias de comunicação corporativa
Eugênio Bucci – professor da USP e jornalista
Jorge Duarte – da ABCPública

12/02
O Código de Ética na visão dos clientes
Quanto a iniciativa privada, órgãos de governo e empresas públicas têm exigido que seus prestadores de serviço tenham seus códigos próprios? Como as agencias devem se relacionar com fornecedores e prestadores de serviço?
Renato Cirne – Compliance Officer da FSB
Sandy Soares – consultor independente de sourcing

19/02
Como elaborar um Código de Conduta
Alessandra Gonsales – Sócia-fundadora da LEC e sócia de Compliance do W. Faria Advogados
Mario Ernest Humberg – consultor de gestão e ética

Mais informações sobre o evento e inscrições: https://abcpublica.org.br/diretor-da-abcpublica-participa-de-evento-da-abracom/

Fonte: Site Abracom

Em reestruturação, 45 são demitidos da EBC

EBC erá unificada à TV Nacional do Brasil (NBR)

Quatro dias depois de uma “inspeção surpresa” feita pelo ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Rio de Janeiro, a direção da empresa anunciou nesta segunda-feira, 28, reestruturação dos quadros e redução de 45 cargos em comissão.

As demissões atingem funcionários do Rio, Brasília, São Paulo e Maranhão. Nem todos deixarão a empresa por serem servidores de carreira, mas vão perder os cargos comissionados. “Vamos enxugar o quadro, deixá-lo mais eficiente, com menos custo, mas cabe ao presidente da EBC executar isso. Ele é quem vai definir quem e quando será cortado. A forma de executar cabe ao presidente da EBC”, disse Santos Cruz.

A nota da EBC comunicando os afastamentos informa ainda que a partir desta segunda, o Repórter Brasil Maranhão, programa jornalístico local da TV Brasil no Estado, deixará de ser exibido. A ideia é reduzir o quadro em 30%.

Inicialmente, o presidente Jair Bolsonaro havia anunciado que extinguiria a EBC. Agora, a intenção é juntar os quadros da TV Brasil, criada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a NBR, TV que faz as transmissões oficiais do governo em um só núcleo. Além disso, o governo quer limitar os cargos em comissão ao mínimo possível e colocar funcionários de carreira nos postos.

Na “visita surpresa” à EBC-Rio, na semana passada, o ministro encomendou, no departamento de Recursos Humanos, um relatório sobre quantas pessoas e cargos tem cada setor, a folha de ponto e a informação sobre quem é funcionário de carreira e quem é comissionado.

Em nota, a direção da EBC comunicou a reestruturação da empresa e informou que “o objetivo das mudanças é adequar a empresa à meta de otimizar despesas, com vistas à sustentabilidade até 2022, conforme estabelecida no Planejamento Estratégico”.

Fonte: Site Estadão

Em nota, ABCPública se manifesta sobre mudança na LAI

Profissionais de comunicação e sociedade podem encaminhar à ABCPública casos de restrição de acessos a tais informações

A Associação Brasileira de Comunicação Pública – ABCPública – vê com extrema preocupação as alterações feitas na regulamentação da Lei de Acesso a Informação (LAI), feitas por decreto presidencial nesta quinta-feira, 24.

A pretexto de desburocratizar a reclassificação de documentos reservados ou sigilosos o governo amplia demasiadamente o número de servidores públicos que podem impor restrição ao acesso de documentos governamentais. O espírito da lei – conquista da sociedade – é ter o acesso como regra e o sigilo como exceção.  Tal decisão pode ter como efeito abusos de autoridade para escamotear atos de corrupção e outras ilegalidades.

A ABCPública buscará, em diálogo com as autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, reverter tal decisão, e com esse propósito, irá monitorar o comportamento dos agentes públicos e o provável aumento das restrições ao acesso de informações de caráter público. Para tanto, solicitamos aos profissionais de comunicação e toda a sociedade que nos encaminhem casos de restrição de acessos a tais informações. Nosso e-mail é contato@abcpublica.org.br.

Nova regra iguala comunicação social a jardinagem e limpeza

Portaria que regulamenta terceirizações no governo federal foi assinada nos últimos dias da gestão Temer

Em um de seus últimos atos como presidente da República, Michel Temer assinou portaria regulamentando a terceirização de diversas áreas da administração pública. Entre elas está a Comunicação Social.

Publicada na edição do dia 28 de dezembro do Diário Oficial, a portaria 443 entra em vigor no dia 22 de janeiro deste ano. Para a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a medida representa um risco à liberdade de expressão e manifestação dos profissionais porque torna mais fácil ao governo “tolher as manifestações públicas de jornalistas terceirizados do que de servidores concursados e com estabilidade. A justificativa de reduzir custos implica delegar amplamente a terceiros uma atividade essencial que concretiza, na prática, o direito humano à comunicação, materializado em um sistema que deveria ser tripartite (público, estatal e privado)”.

A Fenaj também considera que a portaria mais um movimento no sentido de viabilizar a concretização da extinção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Proposta defendida pelo próprio presidente Jair Bolsonaro ainda na época da campanha eleitoral.

“A comunicação pública vem sendo privatizada há muito tempo. Os jornalistas contratados de forma terceirizada têm seus direitos aviltados, sobretudo o da jornada de trabalho”, afirmou a presidenta da Federação, Maria José Braga.

Leia a íntegra da portaria 443

Fonte: Site Portal Imprensa


Unisc terá especialização em Comunicação Pública

Curso vai proporcionar conhecimento teórico e prático para qualificar a comunicação de interesse público

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) oferecerá um novo curso de especialização, intitulado Comunicação Pública e Desenvolvimento Regional.  A iniciativa se destina a profissionais da área de Comunicação que atuem ou desejam atuar na comunicação do setor público, em mídias independentes e alternativas, ou junto ao terceiro setor (ONGs, sindicatos, associações, cooperativas, consórcios regionais, entre outros).

Segundo a universidade, o objetivo é proporcionar conhecimento teórico e prático para qualificar a comunicação de interesse público (ou comunicação pública) desenvolvida pelo Estado, organizações privadas e sociedade civil, considerando-se a sua centralidade estratégica para o desenvolvimento regional ao informar, oportunizar espaços de diálogo e de participação e na qualificação do debate público. As aulas iniciam em março e se encerram em fevereiro do próximo ano. Além disso, serão presenciais, com encontros programados para ocorrer a cada três ou quatro semanas, nas sextas-feiras à noite e sábados durante o dia, no campus de Santa Cruz do Sul, além de atividades orientadas à distância.

Os professores têm atuação em instituições privadas, públicas e em Universidades de diversos Estados do Brasil. As disciplinas estão distribuídas em quatro eixos de formação principais: um em Comunicação Pública, um em Desenvolvimento Regional, um Comunicação de Estado e ou em Comunicação e Organizações da Sociedade Civil. Dentre as quais, incluem-se Teorias do Desenvolvimento, Comunicação Pública, Estado e Formação Sócio-política e Espacial do Brasil, Comunicação Pública Digital, Relações Públicas Governamentais, Radiodifusão Pública, Assessoria de Imprensa, Media Training, Propaganda de Interesse Público, Jornalismo Independente, Empreendedorismo em Comunicação, Comunicação e Acessibilidade, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda em organizações do terceiro setor.

O curso será coordenado pelas professoras Ângela Felippi e Patrícia Schuster, da Unisc. Mais informações podem ser obtidas no link http://www.unisc.br/pg/lato-sensu.html ou pelos e-mails de Ângela Felippi (angelafe@unisc.br) e Patrícia Schuster (pati.jornalista@gmail.com), coordenadoras do curso.

Fonte: Site Unisc

Curso avançado de comunicação pública terá início em março

O curso é organizado em parceria pela Aberje e ABCPública e será realizado em São Paulo, com 10 módulos ao longo de 2019

A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e a ABCPública (Associação Brasileira de Comunicação Pública) promoverão um curso avançado de Comunicação Pública. Voltado particularmente para profissionais de comunicação da área pública e terceiro setor, o programa busca subsidiar os participantes para que possam construir práticas de comunicação que atendam as necessidades de informação e interação de governos com os cidadãos e os diversos segmentos da sociedade.

As informações sobre as inscrições estão no site aberje.com.br/compublica. Aberje e ABCPública reuniram uma equipe de pesquisadores e de profissionais com diferentes trajetórias e formações e larga experiência na interação entre Estado, mercado e sociedade e sólida formação acadêmica. O curso será realizado na Aberje, em São Paulo e terá dez módulos, sempre aos sábados, totalizando 80 horas. A programação prevê seminários, debates, palestras e aulas em que serão discutidos modelos, casos e apresentadas visões e práticas “em busca de uma comunicação estratégica, protagonista, atualizada e eficiente, voltada para um cidadão cada vez mais ativo e exigente”.

Entre os instrutores do curso estão Fábio Santos, ex-Secretário Especial de Comunicação da capital paulista; consultores como Thomas Traumann, que foi Ministro da Comunicação e porta-voz da Presidência da República e Armando Medeiros, que foi diretor de comunicação do Banco do Brasil; Cláudia Lemos, que foi chefe de Comunicação da PGR/MPF e hoje atua na Câmara dos Deputados; Suzel Figueiredo, especialista em pesquisa de mercado; Paulo Henrique Soares, que está na lista dos 100 comunicadores mais influentes do mundo; Erica dos Santos, que é estrategista de mídias sociais de vários órgãos públicos federais.

Os curadores do curso são Jorge Duarte, diretor da ABCPública e ex-diretor de Comunicação Pública da Presidência da República, hoje gerente de comunicação estratégica da Embrapa e Emiliana Pomarico, gerente-executiva da Escola Aberje.

ABCPública vê com apreensão medidas de desmonte da comunicação pública

Entidade buscará mapear medidas e ampliar contatos com os governos para esclarecer equívoco e demonstrar as consequências

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) acompanha com apreensão as notícias sobre o desmantelamento das estruturas de comunicação criadas para ampliar a transparência e o diálogo entre Estado e sociedade, tanto na esfera federal quanto estadual.

A pretexto de racionalizar os gastos públicos – medida que sempre apoiamos – atividades importantes estão ameaçadas de descontinuidade. Acesso a informações e prestação de contas são deveres previstos na Constituição Federal e devem ser tratados como uma política de Estado, e não de governo.

Ao desmontar tais estruturas, as autoridades não produzem a economia que desejam. Ao contrário, podem aumentar os gastos por se verem diante da necessidade de contratação de empresas privadas.

Estamos buscando mapear tais medidas e ampliar os contatos com os governos recém-empossados para esclarecer sobre o equívoco que representa negligenciar a comunicação pública e sua importância para o fortalecimento da cidadania, da democracia, e de uma governança moderna e eficaz.

Solicitamos a todos os associados e trabalhadores da Comunicação Pública que auxiliem nessa tarefa urgente, enviando notícias sobre as medidas tomadas nos respectivos estados e indicando interlocutores para contato. Nosso e-mail é contato@abcpublica.org.br.

Exército leva blindados à EBC por “segurança de transmissão da posse”

O governador Rodrigo Rollemberg reagiu à medida nas redes sociais, assim como o Sindicato dos Jornalistas

O esquema de segurança organizado para a posse do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro (PSL), colocou, neste domingo (30/12), carros de combate do Exército na entrada da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no início da Asa Sul. De acordo com o Estado-Maior, os veículos foram levados ao local para “garantir a transmissão das imagens para o Brasil e o mundo”. No entanto, após repercussão negativa, os militares retiraram os veículos do local.

Segundo Gilberto da Silva Brevilieri, chefe do Estado-Maior da 3ª Brigada de Infantaria Mecanizada, ligada ao Comando Militar do Palácio do Planalto, o local onde a sede da EBC está localizado em “um ponto sensível” para a segurança da posse de Bolsonaro. “Os carros são apenas mais um dos instrumentos que fazem parte do esquema de segurança como um todo”, completou o coronel.
Servidores da EBC, que desde a vitória de Jair Bolsonaro têm sido ameaçados com o fim da empresa pública, manifestaram-se contra a medida. A reportagem do Metrópoles conversou com ao menos três funcionários da empresa – eles falaram em condição de anonimato por medo de represálias. De acordo com os jornalistas, em nenhuma das posses presidenciais anteriores foi necessário a presença de militares na porta ou dentro da sede.

No fim início da noite deste domingo (30), o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), foi às redes sociais criticar a medida do futuro governo federal. Segundo ele, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) poderia garantir a segurança do local.

Em nota, Victor Ribeiro, coordenador do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF), criticou a medida do Exército. “Nós, do Sindicato dos Jornalistas ficamos bastante espantados com essa tentativa de demonstração de força com manobras do Exército no Setor de Rádio e TV Sul. O uso do estacionamento da EBC é exagerado, desnecessário, inadequado e inédito. A EBC é um órgão civil, uma empresa pública de comunicação. Ela foi criada para ser o símbolo da redemocratização e a gente tem certeza de que a EBC voltará a ser sinônimo de democracia quando retomar a autonomia”, afirmou.

A reportagem do Metrópoles esteve na sede da EBC na noite deste domingo (30) e constatou que os veículos foram retirados por volta das 21h. O Comando Militar do Palácio do Planalto não se manifestou sobre a saída dos carros de guerra. O governador Rollemberg foi, novamente, às redes sociais para comunicar a mudança de entendimento.

Fonte: Site Metrópoles

Jornalismo enfrentará credibilidade em baixa

Terceira edição do projeto realizado pelo Farol Jornalismo e pela Abraji indica que transparência, fortalecimento da colaboração e reaproximação com o público serão fundamentais em 2019

As eleições de 2018 ofereceram uma prévia do cenário a ser enfrentado pelo jornalismo brasileiro em 2019. As campanhas eleitorais, em especial a do presidente eleito, Jair Bolsonaro, aceleraram um processo de desintermediação característico da internet social. Impôs-se de maneira decisiva a máxima de que a informação precisa cada vez menos de mediadores tradicionais para circular, abalando a já fragilizada credibilidade do jornalismo.

Beneficiada por um cenário de polarização, intolerância e agressividade, a lógica de conexão ponta a ponta construiu uma realidade que muitas vezes esteve alheia aos fatos. Nesse novo ecossistema, atores políticos, de um lado, apresentam cenários que mais lhes interessam. Do outro, o público recebe uma narrativa que melhor representa o seu modo de pensar. Tudo isso passando ao largo do jornalismo e sua função mediadora.

As estratégias de comunicação do governo de transição e a sua postura em relação à imprensa acenam não só para o agravamento dessa realidade que emergiu ao longo de 2018, mas apontam para uma tendência que transcende o jornalismo político.

Em 2019, será trabalho do jornalismo estar atento a esse modus operandi. Expor as entranhas das plataformas sociais será essencial. No entanto, não será o suficiente para convencer novamente a sociedade da importância do nosso trabalho. Para responder à desintermediação, o jornalismo precisará aprofundar a sua relação com o público. Isso significará não apenas entendê-lo melhor. Será fundamental compreender que as pessoas estão cada vez mais atentas às contradições das nossas práticas. A resposta a essa desconfiança será aumentar a transparência e investir mais em diversidade e colaboração.

Pela terceira vez, Farol Jornalismo e Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) convidam jornalistas e pesquisadores para projetar o jornalismo no ano que se aproxima. Desafiados ao pensar 2019 em um momento no qual a poeira do pleito eleitoral estava longe de assentar, os autores desta edição do especial O jornalismo no Brasil esboçaram um quadro que contempla parte do cenário complexo que 2018 nos deixa. O horizonte é de grandes desafios, mas também de grandes oportunidades. Para aproveitá-las, entretanto, será preciso acordar.

Talvez o maior exemplo da dicotomia entre desafios e oportunidades esteja no que entendemos como credibilidade. A jornalista e pesquisadora Sílvia Lisboa buscou na filosofia subsídios para nos dizer: não basta um veículo jornalístico afirmar ser credível — a credibilidade construída em um único sentido não passa de estratégia mercadológica. É preciso demonstrá-la de maneira que a audiência a perceba.

Uma das possibilidades de garantir essa percepção, segundo Lisboa, é o veículo ser mais transparente em relação ao seu financiamento e à sua postura diante dos fatos. Outra, é que o jornalismo “saia da armadilha de ser um mero reflexo das guerras culturais que brotam no subterrâneo da internet e procure pautar uma agenda que se reconcilie com os pilares dos ideais modernos”, de acordo com a jornalista e pós-doutora em Comunicação Rosane Borges.

A transparência também permeia a reflexão do jornalista e editor do Projeto Comprova, Sérgio Lüdtke, sobre desinformação. Frente a um ecossistema marcado por bolhas de paredes cada vez mais espessas, para conter a desinformação, é imperativo que os atuais esforços de fact-checking sejam mantidos. Mas não bastará que os jornalistas sigam apenas expondo o problema. Será preciso convencer as pessoas de que a narrativa jornalística busca o bem comum. Para isso, o jornalismo necessita de “novo contrato de confiança com a sociedade”.

Esse novo contrato passa por um esforço maior para conhecer o público. No caso da checagem de fatos, a jornalista do Filtro Fact-Checking e pesquisadora Taís Seibt sugere a adoção de formatos que conversem melhor com os ambientes onde o brasileiro costuma se informar. Ela acredita que checagens em vídeo ou em áudio podem ter mais chance de circular no WhatsApp, por exemplo.

No caso do jornalismo realizado nas periferias, a pesquisadora Cláudia Nonato ressaltou o desafio de compreender os anseios de parte da população que votou em Jair Bolsonaro. Quase sempre de viés progressista, iniciativas jornalísticas que procuram dar visibilidade a camadas populares precisarão adaptar estratégias para se aproximar e acolher essas pessoas, mas sem deixar de lado os padrões éticos que regem a profissão.

As estratégias de diversidade também serão importantes para o jornalismo em 2019. O pesquisador Gean Gonçalves sinaliza a possibilidade de as redações brasileiras adotarem editores de gênero, a exemplo do que fizeram El País e NYT neste ano. Caberá também ao jornalismo, ressalta Gonçalves, estar atento às pressões que grupos de mulheres e pessoas LGBT possam vir a fazer frente às políticas do novo governo, bem como “monitorar e reportar as violações que possam se agravar e afetar com mais afinco essas comunidades”.

A vigilância aos passos dados por Bolsonaro também vai nortear o jornalismo realizado na Amazônia. A jornalista Elaíze Farias chama a atenção para as dificuldades de se atuar de maneira independente em uma região estratégica, porém distante do centro econômico e político do país. Para combater a subserviência que normatiza a devastação, a cobertura precisará abraçar a complexidade amazônica, deixando de lado estereótipos e chavões.

O desafio a ser enfrentado pelo jornalismo na Amazônia não é apenas narrativo, mas também financeiro. A falta de recursos não estrangula apenas o jornalismo na região norte. Em todo o país, o jornalismo local sofre com modelos de negócio quebrados que inviabilizam a inovação, conforme observa Sérgio Spagnuolo, editor do Volt Data Lab e coordenador do projeto Atlas da Notícia. A distância em relação ao jornalismo realizado nos grandes centros aumenta. Com ela, a desintermediação. Sem veículos capazes de cobrir pequenas e médias cidades, a população fica à mercê da desinformação.

Uma das soluções, em termos de negócio, pode estar no que Patrícia Gomes, diretora de produtos no JOTA, chamou de “journalytics”. Olhar com atenção para os dados gerados pelos usuários pode ser um jeito de conhecê-los melhor. Adaptar os produtos jornalísticos ao comportamento de quem os consome ajudará a reestabelecer uma relação de confiança entre jornalismo e seu público.

Em 2019, o jornalismo brasileiro precisará reencontrar o seu público. Ao reencontrá-lo, precisará se desarmar. “A crise de credibilidade que a imprensa vive hoje deve mais e mais contribuir para que jornalistas se desencastelem, e perguntem aos seus leitores a razão de não confiarem no que leem na imprensa profissional”, escreveu Guilherme Amado, repórter do Globo e da Época.

A afirmação do jornalismo como mediador social relevante depende desse reencontro. Não apenas no ano que se avizinha, mas também nos outros que virão. Porque para vencer a guerra pela verdade, os guardiões — a Pessoa do Ano de 2018 da revista Time — vão precisar do público ao seu lado.

Fonte: Site Medium 
Este texto faz parte da série O Jornalismo no Brasil em 2019.

Evento da Aberje e ABCPública será transmitido pela internet

Evento será realizado na Câmara dos Deputados

O evento que será realizado nesta quinta-feira (06/12) pela Aberje e ABCPública, em Brasília, será transmitido ao vivo pelo youtube da Câmara dos Deputados (camara.leg.br/youtube).

Os palestrantes convidados apresentarão projetos e discutirão o uso de inteligência artificial e comunicação digital no relacionamento de órgãos públicos com os cidadãos.

O evento será realizado dia 6 de dezembro, das 9 às 13h, no auditório da TV Câmara, na Praça dos Três Poderes, Ala C. A iniciativa busca apresentar projetos de excelência em comunicação, informação e relacionamento de órgãos públicos brasileiros e contribuir com a formação de profissionais para trabalhar na área.

Veja a programação:

9h Boas-vindas
Paulo Henrique Soares, Diretor de Comunicação do Instituto Brasileiro de Mineração/IBRAM e Diretor do Capítulo Aberje Brasília
Lincoln Macário, Presidente da ABCPública, Associação Brasileira de Comunicação Pública
David Miranda, Diretor de Comunicação da Câmara dos Deputados

9h30 Mesa-redonda: Iniciativas de comunicação digital para relacionamento com a sociedade

– Virada digital
Patrícia Roedel, Gerente do projeto do novo portal da Câmara dos Deputados na internet

– Ulysses, inteligência artificial para oferecer informações legislativas ao público
Patricia Gomes Rêgo de Almeida, Coordenadora de Governança e Gestão de TIC da Câmara dos Deputados

– E-cidadania
Alisson Queiroz, Coordenador do Programa de Participação Digital do Senado Federal

11h Roda de conversa entre palestrantes e plateia

11h30 Visita guiada ao Congresso Nacional

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.

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