Os perigos da indiferença à verdade

Artigo de Armando Medeiros de Farias, vice-presidente da ABCPública

Apelos emocionais e que mobilizam crenças pessoais são mais eficazes para conquistar a opinião pública do que fatos objetivos. Este é o significado de post-truth (pós-verdade), a palavra emblemática do ano de 2016, de acordo com o Oxford Dictionaries.

Mas o que é realmente novo nesta definição?

O enfoque sobre as pessoas assimilarem conteúdos a partir de um processo de memorização e percepção seletivas, de acordo com seu repertório de convicções, está presente nas teorias de comunicação que buscaram, no século passado, desvendar os caminhos da persuasão.

A psicanálise demonstrou o poder dos aspectos subjetivos e inconscientes nas ações dos indivíduos. Mal entendidos também são frequentes na trajetória científica de teorias políticas, econômicas, sociais e seu confronto com a realidade social repleta de releituras e reinterpretações das certezas produzidas pelo conhecimento objetivo.

Na política brasileira, há uma antológica frase, cuja autoria é atribuída a várias raposas mineiras (Antônio Carlos de Andrade, José Maria Alkmin, Gustavo Capanema, Tancredo Neves) que diz: “em política, o que importa é a versão, não o fato”.

Embora não seja exatamente uma nova descoberta o conceito de pós-verdade foi revigorado a partir da explosão de informações geradas ou reproduzidas na web. O fenômeno produz sinais de alerta inquietantes. Nas mídias sociais, a ausência de uma instância para estabelece filtros, separar o joio do trigo e colocar em perspectiva visões distintas, cria um quadro propício para não acreditar em nada do que o outro diz, e se agarrar em sua própria convicção.

As novas tecnologias conectam núcleos familiares, amigos, grupos de discussões. Neste território – em que Facebook e Whatsapp são os principais vetores – descobrimos crenças, pensamentos e valores que referenciam pessoas e comunidades, sejam próximas ou distantes, inclusive parentes longínquos. Estabelecemos cumplicidade e memes esbanjam humor e irreverência. Mas surpresas e decepções se materializam também neste espaço. Discussões acirradas e ácidas são corriqueiras. Laços são desfeitos. Só mesmo os espíritos pacientes e imbuídos de avançado grau de tolerância conseguem se deliciar. O irreversível contextoda pós-verdade atropelaum espaço que poderia favorecer aconvivência e o diálogo.

Na era da pós-verdade, pródiga de acontecimentos marcantes como a saída da Grã-Bretanha da União Europeia e a disputada campanha eleitoral norte-americana, fica claro que guerrilheiros da “verdade” e guerrilheiros da “mentira” – ambos alternando posições – prosperam em contextos altamente inflamáveis e radicalizados. A disputa entre aqueles que gritaram “é golpe” e aqueles que gritaram “é constitucional”, no Brasil, durante a queda de Dilma Rousseff, cristalizam a ideia de um mundo movido a paixões e crenças. Onde a verdade não é mais necessária.

O fenômeno remete à pergunta de como o jornalismo, ou a imprensa, convive com novos tempos, extremamente polarizados, além de caracterizados por audiências fragmentadas e dispersas. 

O cenário brasileiro pré-impeachment da presidente Dilma Rousseff e a trajetória de Trump rumo ao cargo de presidente dos Estados Unidos – revela realidades distintas nas quais o novelo controvertido da pós-verdade envolveu fontes oficiais e a imprensa.

No Brasil, durante o processo de impeachment (fenômeno claramente recheado de verdades alternativas), as promessas de um futuro radiante, sobretudo na economia, alardeados pelos anti-dilmistas, foram endossadas com baixo grau de questionamento por significativa parte da mídia brasileira. A então presidente pouco investiu nesta disputa de narrativas e suas reações mais contundentes no campo da comunicação ocorreram somente no mês de março de 2016, três meses após o acolhimento do pedido de impeachment na Câmara dos Deputados.

Se a então presidente brasileira jamais colocou o dedo em riste em direção à imprensa, postura oposta tem sido adotada pelo atual presidente norte-americano. Fenômeno que se repete hoje, aqui, com o novo inquilino do Palácio da Alvorada.

Nos EUA, para sustentar sua narrativa, o candidato e hoje titular da Casa Branca disparou duras críticas sobre o comportamento da imprensa. Trump, conhecido por disseminar crenças e abordagens extremistas, utiliza amplamente as redes sociais, um ambiente onde a checagem tem critérios frouxos. E é exatamente nas redes sociais que o presidente e seu núcleo duro ecoam, aos quatro cantos, o que ele próprio dissemina como sua “verdade”: “a imprensa é mentirosa”. As tensões chegaram ao ponto de o próprio Trump declarar os jornalistas como as espécies mais desonestas do planeta.

Em ambos os casos, a disputa crucial é quem tem poder para é estabelecer a “verdade” numa era de (pós) verdade. É uma realidade na qual os emissores de notícias – na concepção de apurar, checar, ouvir diferentes vozes – não são mais facilmente identificáveis.

Os novos capítulos na equação comunicativa Estado, Imprensa e Cidadãos talvez sejam caracterizados pela apropriação do burburinho digital das redes sociais e de escancaradas lutas em torno da “verdade” (brigas com a imprensa).

Para o jornalismo a pós-verdade significa ameaça e oportunidade.

Em um primeiro momento, o jornalismo sai enfraquecido neste cenário no qual “todo mundo” é produtor de conteúdo e cujo imperativo é compartilhar nas redes sociais imediatamente. Ler a íntegra de um post raramente é a prática. Verificar a credibilidade da fonte, questionar o teor ou levantar dúvidas, são comportamentos ignorados. O importante é dar um clique e transmitir manchetes que, via de regra, apontam culpados, criam bodes expiatórios e oferecem soluções rasas para temas complexos.

Mas em um segundo momento, com tantas informações desencontradas, espera-se o triunfo da apuração rigorosa sobre as inconsistências do relato. O exercício trivial de checar a veracidade da informação – na concepção do jornalismo como um bem social e serviço ao público – poderá restaurar o papel do jornalismo como fonte confiável de informação, mesmo que num modelo adaptado aos novos tempos, em que a multiplicação e emissão dos fatos estejam sob a égide das novas redes. O desafio determinante é a capacidade do jornalismo de enfraquecer os construtores interessados em meia-verdades, ou falsidades inteiras.

Para o jornalismo retomar seu referencial de verdade circunstancial é necessário investimento, inovação, equipes estruturadas. O quadro atual é de uma indústria em crise financeira e de identidade, cuja redução de custos se faz à custa de demissões que fragilizam as esperanças do surgimento de combatentes da pós-verdade. Ao contrário, o que assistimos hoje, inclusive no noticiário televisivo, é um jornalismo debilitado que acaba por jogar mais gasolina no território incendiado das paixões e crenças.

Seja como for, o momento de separar o joio do trigo abre a oportunidade de desmontar ardis de spin doctores, ou de interesses políticos e ideológicos, dispersos no anonimato das redes. Existem atores ávidos para estimular crenças radicais, cultivar preconceitos e posições extremas que são abraçadas com fervor, principalmente nas redes onde os haters, trollers, portais fakes ou páginas especializadas em boatosseproliferam. Sem falar que muitos ainda gozam do anonimato nas profundezas e subterrâneos da web.

Nas conjunturas polarizadas, quando a maioria da sociedade fica à mercê de agentes cuja habilidade é criar cortinas de fumaça e manipular informações, vale pensar em mecanismos de proteção social. É necessário avançar em regulações que possam punir os inventores de mentiras e meias-verdades.

Saudável, portanto, a iniciativa do Conselho de Comunicação Social, registrada no portal de notícias do Senado Federal (07/10/2019), de recomendar que “o Parlamento e a sociedade devem discutir a responsabilização judicial de plataformas digitais como Facebook e Whatsapp, entre outras. Segundo os conselheiros, as empresas recebem enormes receitas publicitárias, mas não são submetidas às mesmas obrigações das mídias tradicionais, responsáveis pelo conteúdo que ofertam”.

Apresentar convicções com base em desinformações pode ser compreensível, mas oferece riscos. Quando ninguém acredita mais que exista uma verdade, ou algo aproximado, quando o que vale é simplesmente acreditar na sua própria razão, parece que a verdade está sendo abolida ou expulsa da convivência social.

As consequências sociais deste contexto são inquietantes. Na política, o enfraquecimento da noção e do valor da verdade é um perigo para a sociedade. O roteiro previsível aponta o acirramento da intolerância e o estímulo ao totalitarismo.

A pós-verdade pode custar caro.

*  Armando Medeiros de Faria, vice-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública, mestrado em Ciências da Comunicação pela USP-Escola de Comunicações e Artes, e especialista em ciências políticas pela UFMG-Fafich.

Obs. artigo publicado originalmente na revista “Uno” (2017, número 27)  editada pela divisão de Desenvolvendo Ideias da LLorente & Cuenca.

Bibliografia:

ALMEIDA, Rodrigo de. À sombra do poder: bastidores da crise que derrubou Dilma Rousseff. São Paulo: Leya, 2016

GIANNETTI, Eduardo. O Mercado das Crenças. São Paulo, Cia. das Letras, 2003.

MARCONDES. Ciro. Sociedade Tecnológica. São Paulo, Scipione. 1994.

Afiliada da Cultura corta programas infantis, estreia jornal policial e é alvo de protestos

Entidades e parte do público protestaram contra a nova atração, cujo apelo de audiência não combina com os propósitos de uma televisão pública

A TBC, afiliada da TV Cultura em Goiás, cortou abruptamente a programação infantojuvenil da cabeça-de-rede para veicular um jornalístico local de conteúdo policial. Desde segunda (14), o canal exibe o programa Goiás Contra o Crime nos fins de tarde, horário ocupado nacionalmente pelo desenho O Clube das Winx e pela série nacional Valentins.

Entidades não-governamentais e parte do público protestaram contra a nova atração, cujo apelo de audiência não combina com os propósitos de uma televisão pública. A TBC é mantida pelo governo do Estado de Goiás.

Leia a matéria completa publicada pelo site UOL:
https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/afiliada-da-tv-cultura-diminui-espaco-de-programas-infantis-estreia-jornal-policial-e-e-alvo-de-protestos-30152

Nota de defesa dos princípios da comunicação pública na TV Brasil Central, em GO

Divulgação do programa, previsto para ser lançado dia 14 de outubro, traz indícios de espetacularização e sensacionalismo

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), por meio de suas diretorias nacional e seccional goiana, dirige-se à Secretaria de Comunicação do Estado de Goiás e à Agência Brasil Central para expressar sua apreensão quanto ao programa “Goiás Contra o Crime”, cujo início de exibição foi anunciado para 14 de outubro de 2019.

Um dos motivos para tal apreensão é que a peça publicitária do programa já traz indícios claros de espetacularização e sensacionalismo, fórmula conhecida e fartamente utilizada por canais comerciais para alavancar a audiência em detrimento de direitos humanos básicos, como presunção de inocência, direito ao contraditório e à privacidade.

Por isso, consideramos por bem ressaltar os seguintes princípios da comunicação pública como norteadores de qualquer produção feita com recursos públicos:

  1. A comunicação gerida pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deve seguir os princípios previstos na Constituição Federal, zelando especialmente pela “qualidade da programação visando ao respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família” (Art. 221, IV, CF).
  2. Segundo Declaração da Unesco (1978) do qual o Brasil é signatário, os meios de comunicação têm  “uma participação essencial na educação dos jovens dentro do espírito da paz, da justiça, da liberdade, do respeito mútuo e da compreensão, a fim de promover os direitos humanos, a igualdade de direitos entre todos os seres humanos e as nações, e o progresso econômico e social[i].
  3. O Código de Ética dos Jornalistas impõe o respeito ao “direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão” (Art. 6º, VIII).

A ABCPública intercede, desse modo, para que se garanta o diálogo e o debate público sobre o referido programa, solicitando a abertura de processo de consulta a especialistas em Comunicação Pública e Jornalismo sobre sua produção e exibição pela TBC.

Tal ação se alinha ao esforço do Governo de Goiás em submeter a área de Comunicação do Estado ao seu programa de compliance, definido como  “conjunto de procedimentos e estruturas destinados a assegurar a conformidade dos atos de gestão com padrões morais e legais, bem como garantir o alcance dos resultados das políticas públicas e a satisfação dos cidadãos, fomentando a ética, a transparência, a responsabilização e a gestão de riscos” (Art. 2º, I, decreto nº 9.406/ 2019)

Diretoria da ABCPública
Coordenação da ABCPública em Goiás

______________
[1] Art. 4º, Declaração sobre os Princípios Fundamentais relativos à Contribuição dos Meios de Comunicação de Massa para o Fortalecimento da Paz e da Compreensão Internacional, para a promoção dos Direitos Humanos e a Luta contra o Racismo, o Apartheid e o Incitamento à Guerra

ABCPública promove bate-papo sobre impulsionamento nas redes sociais

Profissionais de órgãos públicos e de agência que presta serviço para o setor público foram convidados para a conversa com associados no DF

A seção do DF da ABCPública organizou um bate-papo para discutir o impulsionamento nas redes sociais por órgãos público.

Para compartilhar experiências foram convidados profissionais de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ana Cristina Rosa e Neri Accioly; Jorge Paulo, da Câmara dos Deputados e Érica Abe, da FSB Comunicação.

Veja um resumo do que foi esse bate papo no vídeo publicado no nosso canal no YouTube e no Facebook.

Heloiza Helena Matos e Nobre é a nova sócia-honorária da ABCPública

Doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora, Heloiza passa a integrar a Associação Brasileira de Comunicação Pública

A Heloiza Helena Matos e Nobre é a mais nova convidada a integrar a ABCPública como sócia-honorária. Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), ela realizou estágio pós-doutoral junto ao GRESEC (Groupe de Recherche sur les Enjeux de la Communication), Université Stendhal, Grenoble III, em 1995 e 2007.

Em 1995, sua pesquisa abordou temas relacionados ao processo eleitoral na França. Em 2007, desenvolveu pesquisa sobre Capital Social, Comunicação e Tecnologia, que deu origem ao livro “Capital Social e Comunicação: interfaces e articulações”.

Até 2002 foi docente e pesquisadora na ECA-USP atuando nas áreas de Comunicação Política e Opinião Pública, e até junho de 2010 foi docente do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero, na linha de pesquisa Processos Midiáticos, Tecnologia e Mercado. Nesta mesma instituição liderou o grupo de pesquisa do CNPq, Capital Social, Tecnologia e Processos Políticos.

A partir de 2010 retorna à ECA-USP, onde integra o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM-USP) como docente permanente e pesquisadora sênior. Coordena o grupo de pesquisa Comunicação Pública e Comunicação Política vinculado à Comissão de Pesquisa e sediado no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP).

Maria José da Costa Oliveira é a nova sócia-honorária da ABCPública

Autora de diversos livros, ela é uma das pioneiras na literatura sobre Comunicação Pública

A ABCPública recebe a pós-doutora em Comunicação pela Universidade de São Paulo Maria José da Costa Oliveira como sócia-honorária, se juntando a outros nomes: Alberto Dines (in memoriam), Antonio Barros, Bob Vieira da Costa, Eduardo Ribeiro e Maria Helena Weber.

Maria José da Costa Oliveira deu continuidade à saga de outros pioneiros da comunicação pública quando, em 2004, lançou o livro Comunicação Pública. O foco, nesta obra clássica, foi refletir sobre o papel da Comunicação no espaço público democratizado, com uma abordagem aberta para envolver todos os setores da sociedade – e não só as instâncias estatais – em torno do interesse público.

Currículo
Com mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade São Paulo (1994) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2001), Maria José é Pós-Doutora pelo CRP/ECA/USP.

Foi professora titular, em tempo integral na DeVry/Metrocamp/IBTA e coordenadora dos cursos de Comunicação Social (Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Produção Audiovisual e Design Gráfico), contando com 15 anos na instituição. Tem experiência profissional-acadêmica em comunicação pública, relações públicas, cidadania, comunicação e meio ambiente.

Atua como docente no Ensino Superior desde 1985. Organizou o livro “Comunicação Pública”, pela Editora Alínea, em 2004. Publicou em 2015 o livro “Novas Relações Públicas: Comunicação entre o setor privado e público”, pela Editora GlobalSouth Press, que também conta com a versão em inglês e e-book. Co-autora do livro “Vida Sustentável e Comunicação, o diálogo necessário entre Estado, mercado e sociedade”, pela editora Appris, em 2018. Participa do COMPOL – Grupo de Pesquisa em Comunicação Pública e Política – ECA/USP, sob coordenação da profa. Dra. Heloiza Matos. Foi presidente da ABRAPCORP (Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação Organizacional e Relações Públicas) entre 2016 a 2018.

Comunicadores debatem implantação da regional em MG

Representantes de seis órgãos públicos na primeira reunião da ABCPública em Minas Gerais

O primeiro encontro de comunicadores realizado pela ABCPública, realizado na sede do Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte, reuniu representantes de instituições dos três poderes. Na pauta, a implantação da regional da Associação Brasileira de Comunicação Pública em Minas Gerais.

À mesa, representantes as assessorias, coordenadorias e núcleos de comunicação de entidades públicas ligadas ao Executivo, Legislativo e Judiciário: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Ministério Público do Trabalho, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Fundação Ezequiel Dias (Funed).

O encontro, realizado no dia 22 de julho, entre 16 e 18 horas, buscou apresentar aos presentes a ABCPública, suas diretrizes, princípios e campos de atuação. Os participantes se apresentaram e expuseram suas expectativas em relação à regional, às possibilidades de atuações conjuntas e também um conjunto de dúvidas e indagações.

Entre as questões pontuadas, destacou-se a necessidade de estabelecer diálogo entre os participantes do grupo para a construção de consenso em torno do conceito de comunicação pública, tendo como norte as perspectivas política e instrumental que o conceito abarca. Outra perspectiva abordada foi a possibilidade de ampliar nas instituições o conhecimento sobre o conceito de comunicação pública, possibilidades de
aplicação prática e a importância de seu funcionamento nos diversos níveis hierárquicos de cada órgão.

Os participantes fizeram relatos de práticas, expuseram preocupações em relação à prática da comunicação em um cenário de restrição de recursos nas entidades públicas e destacaram dificuldades para a prática da comunicação pública, entre elas a manutenção de projetos e ações em instituições que frequentemente mudam a gestão. Para os presentes, como dar perenidade para a prática da comunicação a partir de premissas sólidas em um cenário de intensas mudanças.

Frentes de trabalho –  O grupo apontou algumas frentes de trabalho que devem e podem ser realizadas de forma cooperativa, principalmente a partir da troca de experiências.

Uma das questões é em relação às Políticas de Comunicação. É consenso entre os integrantes que as ações de comunicação não podem ser pontuais, ou seja, há a necessidade de uma ordenação para a prática das coordenadorias, assessorias e núcleos de comunicação. Mas questionou-se a pertinência de investimentos, que têm sido expressivos, na contratação de consultores externos para a elaboração de documentos que acabam em repouso em gavetas e armários.

Outra frente de atuação será a busca de aprofundamento no campo teórico, tanto por meio de mapeamento de trabalhos acadêmicos sobre o tema Comunicação Pública, como da aproximação com profissionais pesquisadores, por meio de palestras e debates.

Também esteve em debate a necessidade da discussão em torno de conceitos para branding, reputação, imagem e suas aplicações práticas; pensar formas de ampliar a escuta sobre o que os diversos interlocutores esperam da comunicação profissional dentro dos órgãos públicos; promoção e ampliação das noções sobre o conceito de comunicação inclusiva e conhecimento de ações possíveis, como audiodescrição e audionarração.

Ainda foi debatida a importância de a comunicação pública pensar ações que possam contribuir para o delineamento ou dar mais visibilidade ao rol de informações públicas sob a guarda dos respectivos órgãos. Passando por definição de pautas com foco no interesse público e tentando estabelecer uma via de mão dupla na escolha das pautas e na construção textual: interesse público x visibilidade do órgão.

Participaram deste primeiro encontro: Alexandre Vilaça e Luana de Oliveira Assis, da ALMG; Fernanda Magalhães, Márcia Cristina Salazar e Tércia Ornelas, do Ministério Público do Estado de MG; Lilia Gomes Ferreira, do Ministério Público do Trabalho; Marcílio Lana (Centro de Comunicação) e Marcos Vinícius dos Santos (ICB), da UFMG; Rogério Tavares, Renata Raphaele e Priscila Ladeira Robini, do TRE; e Priscila
Fujiwara, da Funed.

Últimos dias de inscrição para curso sobre Comunicação Pública

O curso é composto de 10 módulos mensais; o primeiro será dia 03 de agosto, em São Paulo

Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e ABCPública (Associação Brasileira de Comunicação Pública) estão atuando juntas no objetivo de valorizar e construir práticas de comunicação que atendam as necessidades de informação e interação da sociedade com o Estado e do Estado com a sociedade. Um dos primeiros resultados da parceria é este programa de longa duração (80 horas) com 10 aulas sobre comunicação na área pública, voltado para profissionais da área.

Para isso, Aberje e ABCPública reuniram uma equipe de pesquisadores e de profissionais com diferentes trajetórias e formações, com larga experiência na interação entre Estado, mercado e sociedade. Eles vão discutir casos e apresentar visões e práticas a partir do novo ecossistema informativo em busca de uma comunicação estratégica, protagonista, atualizada e eficiente, voltada para um cidadão cada vez mais ativo e exigente.

O curso terá aulas, seminários, debates e produção de conteúdo para acesso público sobre experiências e conhecimento de professores e alunos e será realizado na sede da Aberje, em São Paulo.

Programação 2019:

  1. Comunicação Pública: novos olhares, novas práticas – 3 de agosto de 2019 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  2. Estratégia e Planejamento em Comunicação Pública – 21 de setembro de 2019 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  3. Comunicação Pública e relações com as mídias: muito além de assessoria de imprensa – 05 de outubro de 2019 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  4. Gestão de riscos e crises em comunicação: uma agenda permanente – 09 de novembro de 2019 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  5. Comunicação Pública Digital: gestão, estratégias e operacionalização – 7 de dezembro de 2019 (sábado), das 9h às 18h
  6. Mensuração da Comunicação na área pública – 18 de janeiro de 2020 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  7. Gestão da Comunicação Interna: informação e diálogo com empregados da área pública – 08 de fevereiro de 2020 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  8. Gestão de equipes, estruturas e processos de comunicação pública – 21 de março de 2020 (sábado), das 9h às 18h
  9. Gestão de publicidade, marketing e patrocínio – 18 de abril de 2020 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)
  10. Seminários de Comunicação Pública – 16 de maio de 2020 (sábado), das 9h às 18h (8 horas)

Instrutores

Jorge Duarte (curador do programa)
Jornalista, relações-públicas, mestre e doutor em Comunicação. Atua na Embrapa desde 1990, onde é Gerente de Comunicação Estratégica na Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas. Escolhido por profissionais de comunicação organizacional e jornalistas em 2015, 2016 e 2017, um dos cinco Executivos de Comunicação Corporativa do Centro-Oeste. Atuou em jornais e rádios e foi proprietário de agência de comunicação. Durante oito anos (2004-2012) atuou na Secom da Presidência da República, onde foi assessor especial e Diretor do Núcleo de Comunicação Pública. É autor/organizador dos livros “Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia” e “Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação”, “Ciência para comunicação, comunicação para ciência”, “No Palácio, com a Imprensa” e “Comunicação Pública: Estado, mercado, sociedade interesse público”. É diretor da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública).

Emiliana Pomarico (curadora do programa)
Relações-públicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e tecnóloga em Produção Audiovisual pela Universidade Paulista. É doutora e mestre pelo Programa de Pós-Graduação da ECA-USP (PPGCOM) em Ciências da Comunicação. Trabalha como Gerente Executiva da Escola Aberje de Comunicação na Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

Paulo Nassar (coordenador do programa)
Diretor-Presidente da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. Professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e pós-doutor pela Libera Università di Lingue e Comunicazione, Milão, Itália. Integra o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (PPGCOM-ECA/USP). É Coordenador do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN ECA-USP). Autor de inúmeras obras no campo da Comunicação.

Hamilton dos Santos (coordenador do programa)
Diretor-geral da Aberje. Jornalista, graduado e pós-graduado em Filosofia pela USP, com atualização em Gestão de Negócios pela Stanford Global Business School. Atuou nas redações dos principais veículos do país antes de migrar para a área de RH da Editora Abril, onde trabalhou por 20 anos. Atualmente, é diretor geral da Aberje, membro do Conselho de Administração da Poiésis e um dos líderes do Tem Mais Gente Lendo, projeto que incentiva e estimula a leitura em espaços públicos. É também consultor editorial, autor de Lucio Cardoso – Nem Leviano Nem Grave (Editora Brasiliense), O Perigo da Hora (organizador e tradutor- Editora Scritta) e Enfim, Grávidos (Editora Best Seller).

Fábio Souza dos Santos
Secretário Especial de Comunicação do Governo Municipal de São Paulo

Andrew Greenlees
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Tem larga experiência em Comunicação Corporativa e Public Affairs, tendo atuado na Câmara dos Deputados e na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de S. Paulo. Foi editor de Política e correspondente da Folha de S. Paulo em Washington (EUA), além de vice-presidente da CDN Comunicação, onde coordenou planos de Relações Públicas para diversos clientes nacionais e internacionais. Foi membro do Conselho da Associação Brasileira de Agências de Comunicação. Foi duas vezes jurado na categoria Relações Públicas do Festival de Cannes. É sócio-fundador da FLAG Public Affairs.

Renato Janine Ribeiro
Ex-ministro da Educação e Professor Titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo e Professor Visitante da Universidade Federal de São Paulo.

Cláudia Lemos
Atua em comunicação nas organizações desde 1991. Coordenou equipes de portes variados em empresas, instituições públicas e no terceiro setor. Na Procuradoria-Geral da República foi assessora-chefe (2003-2005) e secretária de Comunicação (2013-2014); no Conselho Nacional do Ministério Público foi assessora-chefe de Comunicação (2010-2013); no Supremo Tribunal Federal, gerenciou o projeto de implantação da TV Justiça (2001-2003); na Secretaria de Comunicação da Presidência da República, foi assessora especial (2003), entre outros trabalhos. É funcionária da Câmara dos Deputados, onde atua na TV Câmara, como editora, e no Centro de Formação (Cefor), como professora e pesquisadora. Jornalista (1990), mestre (1997) e doutora (2001) em Estudos Literários pela UFMG, foi pesquisadora visitante na Northwestern University, nos Estados Unidos, como bolsista Fulbright (2004). É autora de capítulos de livros técnicos e de artigos publicados em periódicos especializados. Sócia fundadora do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça e da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)

Bob Vieira da Costa
Formado em Administração Pública pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, foi ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Fernando Henrique Cardoso, é sócio-fundador e presidente da Agência nova/sb, pioneira na área de Comunicação de Interesse Público, sua especialidade.

Suzel Figueiredo
Mestre em Ciências da Comunicação, pela ECA-USP e especialista em Pesquisa de Mercado, Opinião e Mídia, pela ESPM. Professora convidada no GESTCORP, da ECA-USP, no Programa de Comunicação Estratégica e Gestão de Marcas da FACOM/UFBA, e no MBA da ABERJE – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. É conselheira na ABEP – Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa e sócia fundadora da Ideafix Pesquisas Corporativas, empresa que desenvolve pesquisas aplicadas no campo na mensuração de resultados em Comunicação, Marketing, Recursos Humanos e Sustentabilidade.

Vivian Rio Stella
Sócia-fundadora e principal consultora da VRS Cursos, Palestras e Coaching (www.vrscursos.com.br). Professora de cursos de extensão da Unicamp e de disciplinas de graduação na Uniancheta. Ministra cursos, workshops e disciplinas de MBA na Aberje, na Atingire e na Integração Escola de Negócios. Graduada e doutora em Linguística pela Unicamp. Pós-doutora pelo LAEL/PUC-SP e membro do Grupo de Estudos Linguagem, Enunciação e Trabalho. Coach certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching e habilitada a aplicar a ferramenta Big Five.

Paulo Henrique Soares
Graduado em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC – Minas (1995); Especialização em Comunicação Organizacional pela Universidade Federal do Maranhão (2001); Especialização em Comunicação Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005). Mestre em Comunicação na PUC Minas (2014). Profissional com ampla experiência na área de Comunicação Empresarial já tendo atuado em todas as atividades da área: comunicação interna, externa, assessoria de imprensa, relações institucionais, eventos e relacionamento com clientes. Trabalhou durante 21 anos na área de Comunicação da Vale onde ocupou a posição de Diretor de Comunicação e Relações Externas entre março de 2014 e novembro de 2016. Membro do LiderCom da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e foi diretor do Capítulo Regional Rio de Janeiro da associação. Membro do IABC (Associação Internacional de Comunicadores Empresariais). Membro do Instituto de Reputação Brasil. Possui o título de ABC (Accredited in Business Communication) conferido pelo IABC. Foi eleito profissional do ano pela Aberje em 2013 e 2015. Está na lista do “100 Comunicadores Mais Influentes do Mundo” segundo o The Holmes Report nos anos de 2015 e 2016. Em novembro de 2016 assumiu a Diretoria de Comunicação do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração com o desafio de trabalhar a reputação do setor. É professor de Comunicação, palestrante e já escreveu vários artigos sobre a área.

Érica dos Santos Abe
Jornalista formada há 15 anos, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Brasília (2018), onde também se tornou especialista em Desenvolvimento Sustentável (2008). Com ampla experiência em ambientes digitais, trabalhou com cobertura em tempo real pelo Correio Braziliense e pelo G1.com.br. Atuou na formulação e reformulação de sites institucionais na Associação Nacional de Procuradores da República e na Confederação Nacional dos Transportes, onde também coordenou equipes multimídia de produção de conteúdo para sites e redes sociais. Na FSB desde 2014, tem ampla experiência na área pública, coordenando equipe de redes sociais da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República e do Ministério dos Transportes, com resultados expressivos de ampliação de presença digital, incluindo a coordenação de produção de hotsites. Atualmente, é diretora de Estratégia Digital da Vertical Pública da FSB Comunicação em Brasília (DF) e professora de Monitoramento, Métricas e Avaliação na Especialização em Jornalismo Digital do Centro Universitário Iesb.

Armando Medeiros de Faria
Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Especialista em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduação em Comunicação Empresarial e Governamental (Fafi-BH). Foi diretor de comunicação e marketing do Banco do Brasil, dirigente do Núcleo de Comunicação Pública da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e coordenador de comunicação da Autoridade Pública Olímpica (APO). Lecionou na PUC-MG, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Católica de Brasília, Iesb e Uniceb. Autor de diversos textos acadêmicos. É consultor e coordenador de projetos especiais da LS Comunicação, em São Paulo.

Inscrições: http://www.aberje.com.br/compublica/

Investimentos
Valores para o programa completo:
Associados da ABCPública ou Aberje: R$ 6.000,00 (associados Aberje e ABCPública)
Não associados: R$ 8.500,00

Também há opção de adquirir módulos:
Associados da ABCPública ou Aberje: R$ 880,00
Não associados: R$ 1.320,00

ABCPública organiza bate-papo em Cuiabá e Sinop

Primeiro encontro aproximou profissionais interessados em estudar e trocar experiências sobre comunicação pública

Esta semana profissionais da área de comunicação de órgãos públicos aceitaram o convite feito pela ABCPública e se encontraram para uma roda de conversa sobre comunicação pública em duas cidades de Mato Grosso: Cuiabá e Sinop.

Em Cuiabá, o bate-papo aconteceu na terça-feira, no Metade Cheio, em um espaço colaborativo de arte e entretenimento no centro da cidade. O encontro teve o objetivo de iniciar a discussão sobre os desafios do trabalho de comunicação nos órgãos públicos do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público, nas esferas federal, estadual e municipal.

Na chegada ao local do encontro, os participantes foram convidados a participar de uma dinâmica e deixar suas considerações sobre o que é comunicação pública e o que não é.

Neste primeiro encontro estiveram presentes comunicadores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, em um momento de integração entre os profissionais. Por telefone, a jornalista Cláudia Lemos, servidora da Câmara dos Deputados e uma das fundadoras da ABCPública, participou do encontro dando início ao bate-papo sobre os desafios para atender aos princípios constitucionais do serviço público e a necessidade de se comunicar com a sociedade.

Este foi o primeiro encontro realizado em Cuiabá para tratar de comunicação pública. Novas atividades serão agendadas pelas coordenadoras da seção da ABCPública em Cuiabá, Juliana Carvalho (Sema) e Caroline Lanhi (Procon). Já integram a seção regional comunicadores do Procon, Sema, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Segurança, Assembleia Legislativa e Gabinete de Comunicação do Estado.

Norte de Mato Grosso – Em Sinop, o coordenador da seção local, Gabriel Faria (Embrapa), reuniu profissionais de comunicação ligados à Prefeitura Municipal e à Embrapa para dar início às primeiras atividades na região.

O convite para falar sobre comunicação pública foi muito bem recebido pelos jornalistas, que também já planejam as próximas reuniões.






Biblioteca Digital é atualizada com artigos do Compolítica 2019

A curadoria da biblioteca sobre comunicação pública é colaborativa. As sugestões podem ser enviadas por e-mail

A biblioteca organizada pela ABCPública foi atualizada com 17 novos artigos sobre comunicação pública apresentados recentemente no evento Compolítica 2019. Entre eles está o artigo assinado pela Ana Javes Luz sobre a invisibilidade da comunicação governamental em período eleitoral.

Na categoria Monografias, dissertações e teses temos a tese de doutorado da Rachel Barreto sobre transmissão de plenários do Legislativo, apresentada na UFMG; e a tese de mestrado sobre o papel da comunicação pública na sociedade democrática apresentada por Jefferson Luís Daltro Monteiro da Silva, na UFMT.

Outro conteúdo novo na Biblioteca Digital é o ato da Câmara dos Deputados que cria o Conselho Consultivo de Comunicação. Este arquivo na íntegra está disponível na categoria Relatórios e textos técnicos.

O acervo está disponível na Biblioteca Digital da ABCPública e a curadoria é colaborativa. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail  contato@abcpublica.org.br.

Clique aqui para conhecer a Biblioteca Digital http://abcpublica.org.br/biblioteca-digital/biblioteca/

Curadores falam sobre temas do Programa Avançado em Comunicação Pública

Aula inaugural do curso oferecido pela Aberje e ABCPública será dia 03/08; projeto final da capacitação será a elaboração de e-book sobre comunicação pública

Os desafios da comunicação pública, novas práticas, mensuração, gestão de risco e de crises são alguns dos temas das dez aulas do Programa Avançado em Comunicação Pública, oferecido pela parceria entre a Aberje e a ABPública a partir do dia 03 de agosto, em São Paulo.

O jornalista Jorge Duarte e a relações públicas Emiliana Pomarico Ribeiro são os curadores do programa de 80 horas de capacitação dividida em 10 aulas, aos sábados, uma vez ao mês. A programação do curso prevê seminários, debates, palestras e aulas, em que serão discutidos casos e apresentadas visões e práticas em busca de uma comunicação estratégica, protagonista, atualizada e eficiente, voltada para um cidadão cada vez mais ativo e exigente.

Jorge Duarte, que é mestre e doutor em Comunicação, explica que os temas escolhidos para as dez aulas têm uma relação direta com o dia a dia do profissional de comunicação que atua na área pública. “Tentamos oferecer temas que tratem desde a visão global, sistêmica e integrativa da comunicação até os grandes assuntos com os quais atuamos: planejamento, estratégia, relações com as mídias, riscos, crises, gestão, mensuração, comunicação interna, publicidade, marketing, patrocínio. Será um conteúdo muito voltado para a prática, com instrutores com formação de alto nível e muita experiência”.

Segundo Emiliana Pomarico Ribeiro, doutora em comunicação e gerente executiva da Escola Aberje de Comunicação, o curso foi pensado para tratar os principais desafios vivenciados pelo profissional de comunicação para atender à necessidade de interação entre a sociedade e o Estado e vice-versa.

Inscrições – As inscrições para o Programa Avançado em Comunicação Pública estão abertas e podem ser feitas para o programa completo ou por aula. Associados da ABCPública e da Aberje têm desconto.

A aula inaugural, dia 03 de agosto, trará discussões importantes como “novos olhares e novas práticas de comunicação pública”, com Renato Janine Ribeiro (ex-ministro da educação e professor titular de Ética e Filosofia da USP), “os desafios da comunicação brasileira na área pública”, com Eugênio Bucci (jornalista e professor titular da ECA-USP) e um debate sobre “governo, comunicação e cidadania”, com grandes nomes da área como Thomas Traumann (Consultor e Pesquisador associado do Departamento de Acompanhamento de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas), Andrew Greelees (sócio fundador da FLAG Public Affairs) e Fábio Souza dos Santos (ex-secretário especial de comunicação do Governo Municipal de São Paulo).

Emiliana explica que após essa aula inaugural em agosto, as aulas seguirão com dinâmicas bem práticas que falam sobre planejamento, relacionamento com a mídia, marketing, gestão de riscos e crises, comunicação digital, comunicação interna e gestão de equipes. Ao final, outro diferencial será a produção de um e-book, produzido pelos próprios alunos do programa.

RJ: profissionais se reúnem para criar seção regional da ABCPública

Grupo inicial inclui consultores e assessores da DPU, Ipea, MPF e UFRJ

A primeira reunião da ABCPública no Rio de Janeiro atraiu um grupo de assessores e consultores de comunicação atuantes em órgãos do sistema judicial e instituições de ensino e pesquisa. Reunido na tarde de 14 de maio na sede do Ministério Público Federal (MPF) na 2a Região (RJ/ES), o grupo fez planos para expandir e consolidar a seção fluminense, incluindo a realização de encontros com mais profissionais de comunicação pública e, em 2020, palestras voltadas a estudantes de Comunicação.

Participaram da criação da ABCPública-RJ os assessores de comunicação Gloria Melgarejo (DPU), Marina Nery (IPEA), Marcelo Del Negri, Mario Grangeia e Renne Barros (MPF) e Victor França (UFRJ), a consultora Joice Pacheco (2131 Conteúdo, ex-Secom/Presidência e TV Brasil). A reunião foi coordenada pelo vice-presidente da ABCPública Armando Medeiros de Sá (LS Comunicação), que expôs a proposta da Associação e sua rede em outros Estados e no Distrito Federal. Nesse início, a regional do RJ vai ter como coordenadores Joice Pacheco, Mario Grangeia e Victor França.

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.