Comunicação eficiente nas redes sociais foi assunto de um deles
Por Fernando Souza – Relações Públicas
ABC Pública Maranhão
Fazer comunicação pública no Brasil ainda constitui um grande desafio para os profissionais da área, situação que ganha contornos ainda mais críticos quando o assunto é se comunicar no ambiente digital. Qual melhor formato? Quais estratégias? Como produzir conteúdo relevante e engajar o público?
A busca de respostas a essas inquietações foi tratada nesta quarta-feira (16/9), durante o 4º Congresso de Brasileiro Comunicação Pública (Compública), realizado na Câmara Federal, em Brasília. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABC Pública) e, como parte da programação do 4º Compública, contou com a oficina Comunicação pública eficiente nas redes, ministrada pelo superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Fernando Miranda Junior.

Sob a perspectiva da experiência dos conteúdos digitais da EBC, a oficina contou com dinâmica para discutir questões relacionadas à gestão de redes sociais, fomentando a reflexão sobre aspectos como falta de pessoal, falta de técnica e ferramenta, não conhecimento do público, canal de relacionamento e entrada e a liderança. Apesar dos desafios, foi demonstrado que, com planejamento, é possível avançar na consolidação de canais digitais como estratégia discursiva de interação da instituição com a sociedade.
Conforme destacou Fernando Miranda, as redes gerenciadas pela EBC saltaram de 7 milhões em 2022 para 150 milhões de interações em 2025. Outro dado interessante revela que as redes juntas somaram mais de 3 bilhões de visualizações também em 2025.
Para o alcance do expressivo resultado, Fernando Miranda destacou que um dos aspectos mais essenciais foi conhecer o público, o que pode ser feito a partir dos dados disponibilizados pela própria plataforma digital. Segundo o superintendente, o perfil do Instagram ocupa a 1ª posição no ranking federal de engajamento, espaço onde 70% dos seguidores são mulheres, com predominância para idade entre 45 e 54 anos. Já no YouTube, o público masculino se sobressai, com 66% dos 1,6 milhão de inscritos.
“Eu acho que a pergunta essencial é sempre para que público estamos falando. A partir desse conhecimento é possível definir e testar os tipos de conteúdo. Daí, é fazer uma análise do que está dando mais resultado, que pode não ser aquele conteúdo testado no momento. As redes sociais têm uma dinâmica que muda no dia a dia. É preciso compreender o feedback do seu público, que vai permitir compreender o que está dando certo e o que está dando errado, possibilitando rever o planejamento das ações”, destacou Fernando Miranda.
A exposição também contou com a contribuição do professor e assessor da Superintendência da EBC, Leandro Rolim da Silva, que falou sobre a identidade de cada veículo e perfil, que está ligado ao propósito do canal. “Cada veículo precisa ter sua cara. Nenhum perfil tem identidade sozinho e essa identidade é definida na relação aos outros”, disse.
Rolim ainda lembrou que as estratégias de comunicação digital estão mudando a forma como os profissionais atuam nas assessorias. “Cada vez mais o profissional precisa ter habilidades diversas áreas, como captar imagens, editar e publicar o conteúdo de forma dinâmica e atraente”, disse.
A programação do 4º Compública seguirá nesta quinta e sexta-feira (17 e 18/9), com palestras, debates em plenária e grupos de trabalho, apresentação de cases e ações de promoção de relacionamento entre os profissionais participantes.
Foto: Fernando Souza

