Presidente da ABCPública fala sobre convergência de mídias para comunicadores dos TCEs

Evento foi transmitido ao vivo para Tribunais de Contas de todo país

Integrantes das equipes de comunicação dos Tribunais de Contas do país participaram nesta segunda-feira (11/02) de um seminário totalmente transmitido ao vivo pela internet para tratar dos desafios da comunicação no setor de contas públicas.

O presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Lincoln Macário, falou sobre convergência de mídias. Macário destacou três aspectos da convergência: a convivência entre várias mídias, a influências das linguagens entre as mídias e o consumo simultâneo de mídias. “Estes três aspectos têm exigido dos produtores de conteúdo um foco especial no público para o qual aquele conteúdo está direcionado, o que é muito desafiador e torna ainda mais importante as trocas de experiências intergeracionais, interinstitucionais e entre as diversas regiões”, afirmou.

O desenvolvimento de conteúdos embasados tecnicamente, com linguagem acessível e por meio de recursos interativos e dinâmicos tornou-se essencial para a aproximação com o cidadão. Com base nisso, temas como jornalismo digital no poder público e inovação nos processos de comunicação foram abordados pelos profissionais com atuação na Agência Senado e Câmara dos Deputados, Flávio Faria e Carol Nogueira.

O seminário, que foi mediado pelo editor do portal Pro Legislativo, também contou com palestras do ministro substituto do TCU, Marcos Bemquerer, do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), conselheiro Raimundo Carreiro, da conselheira substituta de Goiás, Heloísa Helena Godinho, e do consultor da Transparência Internacional, Fabiano Angélico.

Fonte: Com informações do site do TCE/MS

Agências e comunicadores: uma parceria pelo aprimoramento da comunicação pública

Tema foi abordado na palestra do diretor da ABCPública Jorge Duarte em evento da Abracom

Na palestra realizada na última terça-feira, 05, em São Paulo, em seminário organizado pela Abracom para agências de comunicação corporativa, Jorge Duarte apresentou a ABCPública para as agências e as convidou para juntarem forças na qualificação da comunicação pública feita no Brasil em benefício do cidadão.

Ele falou sobre os desafios e os pontos de convergência e destacou a necessidade de parceria entre prestadores de serviços de comunicação e profissionais da área pública para para qualificar a comunicação do Estado com a sociedade. Para Duarte, é fundamental uma comunicação integrada, de qualidade e voltada para o cidadão, evitando o personalismo, o desperdício, a promoção institucional, o que pode ser buscado com estratégias adequadas, planejamento e foco, questões em que as agências têm enorme contribuição para dar.

Jorge, que integra a diretoria da ABCPública, ressaltou a necessidade de valorizar o trabalho feito pela equipe de comunicadores públicos, de modo que as agências de comunicação trabalhem de forma integrada e complementar, contribuindo para a eficiência da comunicação do setor público com o cidadão. Em sua experiência, o padrão dos comunicadores públicos no Brasil é muito alto, mas muitos sofrem com falta de recursos, de equipes e, muitas vezes, de compreensão do papel e capacidade da comunicação contribuir para a elaboração e execução das políticas públicas. “Muitas vezes os comunicadores são vistos como simples divulgadores. A capacidade das agências de comunicação em dar suporte à gestão da comunicação é muito alta, mas elas precisam ajudar na área de inteligência de comunicação e não apenas na entrega de produtos e serviços”.

Para o diretor da ABCPública, “é fundamental a noção de que a agência que trabalha para um órgão público essencialmente também está ajudando a prestar um serviço público, ou seja, trabalha para o cidadão.” O diretor da ABCPública também chamou a atenção para o fato de que, “em um período de grande circulação de informações distorcidas ou mesmo falsas, o setor público tem que ser absolutamente rigoroso com a transparência e a prestação de informação verdadeira, útil e nas condições do cidadão. Ele deve ser um porto seguro na orientação do cidadão”.

O painel sobre Ética e Compliance foi foi compartilhado com o professor e articulista Eugênio Bucci, que falou sobre as premissas fundamentais do desempenho da atividade dos comunicadores: verdade, ética e integridade.

Mais informações e inscrições aqui.

Fotos: Abracom


Diretor da ABCPública fala sobre ética e compliance em evento da Abracom

Jorge Duarte, diretor de Relações Acadêmicas, fará palestra sobre
ética, riscos e compliance para agências de comunicação corporativa

A Abracom promove, em fevereiro, o Seminário Agências de Comunicação e o Compliance – Riscos e Propostas. O objetivo é sensibilizar as associadas para a necessidade mercadológica e ética das ações de compliance internas e indicar como construir seus próprios códigos de conduta.

O evento será realizado em São Paulo, com a possibilidade de participação presencial ou acompanhamento por transmissão simultânea.

Serão três aulas, em três manhãs em semanas consecutivas:

05/02
Ética, riscos e compliance para agencias de comunicação corporativa
Eugênio Bucci – professor da USP e jornalista
Jorge Duarte – da ABCPública

12/02
O Código de Ética na visão dos clientes
Quanto a iniciativa privada, órgãos de governo e empresas públicas têm exigido que seus prestadores de serviço tenham seus códigos próprios? Como as agencias devem se relacionar com fornecedores e prestadores de serviço?
Renato Cirne – Compliance Officer da FSB
Sandy Soares – consultor independente de sourcing

19/02
Como elaborar um Código de Conduta
Alessandra Gonsales – Sócia-fundadora da LEC e sócia de Compliance do W. Faria Advogados
Mario Ernest Humberg – consultor de gestão e ética

Mais informações sobre o evento e inscrições: https://abcpublica.org.br/diretor-da-abcpublica-participa-de-evento-da-abracom/

Fonte: Site Abracom

Em reestruturação, 45 são demitidos da EBC

EBC erá unificada à TV Nacional do Brasil (NBR)

Quatro dias depois de uma “inspeção surpresa” feita pelo ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Rio de Janeiro, a direção da empresa anunciou nesta segunda-feira, 28, reestruturação dos quadros e redução de 45 cargos em comissão.

As demissões atingem funcionários do Rio, Brasília, São Paulo e Maranhão. Nem todos deixarão a empresa por serem servidores de carreira, mas vão perder os cargos comissionados. “Vamos enxugar o quadro, deixá-lo mais eficiente, com menos custo, mas cabe ao presidente da EBC executar isso. Ele é quem vai definir quem e quando será cortado. A forma de executar cabe ao presidente da EBC”, disse Santos Cruz.

A nota da EBC comunicando os afastamentos informa ainda que a partir desta segunda, o Repórter Brasil Maranhão, programa jornalístico local da TV Brasil no Estado, deixará de ser exibido. A ideia é reduzir o quadro em 30%.

Inicialmente, o presidente Jair Bolsonaro havia anunciado que extinguiria a EBC. Agora, a intenção é juntar os quadros da TV Brasil, criada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a NBR, TV que faz as transmissões oficiais do governo em um só núcleo. Além disso, o governo quer limitar os cargos em comissão ao mínimo possível e colocar funcionários de carreira nos postos.

Na “visita surpresa” à EBC-Rio, na semana passada, o ministro encomendou, no departamento de Recursos Humanos, um relatório sobre quantas pessoas e cargos tem cada setor, a folha de ponto e a informação sobre quem é funcionário de carreira e quem é comissionado.

Em nota, a direção da EBC comunicou a reestruturação da empresa e informou que “o objetivo das mudanças é adequar a empresa à meta de otimizar despesas, com vistas à sustentabilidade até 2022, conforme estabelecida no Planejamento Estratégico”.

Fonte: Site Estadão

Em nota, ABCPública se manifesta sobre mudança na LAI

Profissionais de comunicação e sociedade podem encaminhar à ABCPública casos de restrição de acessos a tais informações

A Associação Brasileira de Comunicação Pública – ABCPública – vê com extrema preocupação as alterações feitas na regulamentação da Lei de Acesso a Informação (LAI), feitas por decreto presidencial nesta quinta-feira, 24.

A pretexto de desburocratizar a reclassificação de documentos reservados ou sigilosos o governo amplia demasiadamente o número de servidores públicos que podem impor restrição ao acesso de documentos governamentais. O espírito da lei – conquista da sociedade – é ter o acesso como regra e o sigilo como exceção.  Tal decisão pode ter como efeito abusos de autoridade para escamotear atos de corrupção e outras ilegalidades.

A ABCPública buscará, em diálogo com as autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, reverter tal decisão, e com esse propósito, irá monitorar o comportamento dos agentes públicos e o provável aumento das restrições ao acesso de informações de caráter público. Para tanto, solicitamos aos profissionais de comunicação e toda a sociedade que nos encaminhem casos de restrição de acessos a tais informações. Nosso e-mail é contato@abcpublica.org.br.

Curso avançado de comunicação pública terá início em março

O curso é organizado em parceria pela Aberje e ABCPública e será realizado em São Paulo, com 10 módulos ao longo de 2019

A Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e a ABCPública (Associação Brasileira de Comunicação Pública) promoverão um curso avançado de Comunicação Pública. Voltado particularmente para profissionais de comunicação da área pública e terceiro setor, o programa busca subsidiar os participantes para que possam construir práticas de comunicação que atendam as necessidades de informação e interação de governos com os cidadãos e os diversos segmentos da sociedade.

As informações sobre as inscrições estão no site aberje.com.br/compublica. Aberje e ABCPública reuniram uma equipe de pesquisadores e de profissionais com diferentes trajetórias e formações e larga experiência na interação entre Estado, mercado e sociedade e sólida formação acadêmica. O curso será realizado na Aberje, em São Paulo e terá dez módulos, sempre aos sábados, totalizando 80 horas. A programação prevê seminários, debates, palestras e aulas em que serão discutidos modelos, casos e apresentadas visões e práticas “em busca de uma comunicação estratégica, protagonista, atualizada e eficiente, voltada para um cidadão cada vez mais ativo e exigente”.

Entre os instrutores do curso estão Fábio Santos, ex-Secretário Especial de Comunicação da capital paulista; consultores como Thomas Traumann, que foi Ministro da Comunicação e porta-voz da Presidência da República e Armando Medeiros, que foi diretor de comunicação do Banco do Brasil; Cláudia Lemos, que foi chefe de Comunicação da PGR/MPF e hoje atua na Câmara dos Deputados; Suzel Figueiredo, especialista em pesquisa de mercado; Paulo Henrique Soares, que está na lista dos 100 comunicadores mais influentes do mundo; Erica dos Santos, que é estrategista de mídias sociais de vários órgãos públicos federais.

Os curadores do curso são Jorge Duarte, diretor da ABCPública e ex-diretor de Comunicação Pública da Presidência da República, hoje gerente de comunicação estratégica da Embrapa e Emiliana Pomarico, gerente-executiva da Escola Aberje.

ABCPública vê com apreensão medidas de desmonte da comunicação pública

Entidade buscará mapear medidas e ampliar contatos com os governos para esclarecer equívoco e demonstrar as consequências

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) acompanha com apreensão as notícias sobre o desmantelamento das estruturas de comunicação criadas para ampliar a transparência e o diálogo entre Estado e sociedade, tanto na esfera federal quanto estadual.

A pretexto de racionalizar os gastos públicos – medida que sempre apoiamos – atividades importantes estão ameaçadas de descontinuidade. Acesso a informações e prestação de contas são deveres previstos na Constituição Federal e devem ser tratados como uma política de Estado, e não de governo.

Ao desmontar tais estruturas, as autoridades não produzem a economia que desejam. Ao contrário, podem aumentar os gastos por se verem diante da necessidade de contratação de empresas privadas.

Estamos buscando mapear tais medidas e ampliar os contatos com os governos recém-empossados para esclarecer sobre o equívoco que representa negligenciar a comunicação pública e sua importância para o fortalecimento da cidadania, da democracia, e de uma governança moderna e eficaz.

Solicitamos a todos os associados e trabalhadores da Comunicação Pública que auxiliem nessa tarefa urgente, enviando notícias sobre as medidas tomadas nos respectivos estados e indicando interlocutores para contato. Nosso e-mail é contato@abcpublica.org.br.

Grupo de Pesquisa da UFSM lança dicionário sobre comunicação

Publicação traz definição sobre comunicação pública

Estrato de Verbetes: Dicionário de Comunicação Organizacional é o nome da publicação lançada no dia 30 de novembro pelo Grupo de Pesquisa EstratO – Estratégias Midiáticas Organizacionais (CNPq), que é orientado pelos professores Daiane Scheid, Jones Machado e Patrícia Milano Pérsigo, do Departamento de Ciências da Comunicação, da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen.

O grupo de pesquisa iniciou sua caminhada em 2015 e já colaborou com e para reflexões teórico-práticas de algumas dezenas de acadêmicos de graduação, por meio dos encontros quinzenais ou pelo saber partilhado em eventos acadêmicos tais como Abrapcorp e Intercom. Hoje, conta com uma equipe de cinco discentes colaboradores, os quais se envolveram diretamente nesta produção. ​​

A publicação contou também com agência DarUp – Comunicação Integrada, livraria Vitrola e gráfica Grafimax, patrocinadores locais da publicação. Bem como com o apoio institucional do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 4ª Região (CONRERP), da Associação Brasileira de Relações Públicas – RS/SC (ABRP), do Coletivo Todo Mundo Precisa de um RP e do blog Fantástico Mundo RP.

Acesse aqui a publicação.

Sites e inteligência artificial são temas de evento da Aberje e ABCPública em Brasília

O Capítulo Aberje Brasília, em parceria com a ABCPública, Associação Brasileira de Comunicação Pública, recebe convidados especiais para a 3ª edição do Encontro Aberje Brasília.

A iniciativa busca apresentar projetos de excelência em comunicação, informação e relacionamento de órgãos públicos brasileiros e contribuir com a formação de profissionais para trabalhar na área.

A proposta dos Capítulos Aberje distribuídos em vários estados brasileiros é divulgar as atividades nacionais da associação e incentivar a participação dos associados, bem como criar e implementar um calendário de ações locais com prioridades específicas e participativas. Com isso, também se deseja fazer uma mostra representativa e consistente dos talentos em comunicação empresarial pelo país.

A ideia é reunir associados e também colegas da academia e do mercado de comunicação interessados, buscando estimular uma rede de discussões temáticas que traga valor para a trajetória dos profissionais e de suas organizações.

O evento é aberto ao público, com inscrição prévia. As vagas são limitadas à capacidade do auditório.

Faça aqui sua inscrição.

Veja a programação completa.

*Foto: Secom Senado

Linchamento virtual de jornalistas na eleição alerta para risco à liberdade de imprensa

O candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, começa a emular a cruzada do presidente Donald Trump contra a imprensa tradicional. Ele lançou, na quarta-feira, uma ameaça direta ao principal jornal brasileiro em circulação no Twitter. “A mamata da Folha de S.Paulo vai acabar, mas não é com censura, não! O dinheiro público que recebem para fazer ativismo político vai secar e, mais, com sua credibilidade no ralo com suas informações tendenciosas são menos sérias [sic] que uma revista de piada!”, tuitou, seis dias depois de o jornal publicar uma reportagem em que aponta que empresários que o apoiam bancaram o disparo em massa de mensagens via WhatsApp contra o PT. E horas depois de a Folha anunciar que pediu para que a Polícia Federal investigue ameaças a seus profissionais por “indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa”.

O jornal denunciou nesta terça-feira a campanha que foi praticada contra quatro de seus profissionais, entre eles a jornalista Patrícia Campos Mello, autora da reportagem que revelou o esquema no WhatsApp, que pode indicar a existência de uma fraude eleitoral. Um dos números mantidos pela Folha recebeu mais de 220.000 mensagens de 50.000 contatos no WhatsApp. Patricia teve seu aplicativo hackeado e usado para disparar mensagens favoráveis a Bolsonaro, além de ter uma imagem falsa sua atrelada ao presidenciável Fernando Haddad divulgada na internet. Apoiadores de Bolsonaro também convocaram eleitores do capitão reformado à confrontá-la pessoalmente em um evento em 29 de outubro, em que a jornalista seria a mediadora.

Além de Patrícia, outros três colaboradores da Folha foram vítimas de ataques virtuais. Na noite da última sexta (19) outro repórter, desta vez de O Estado de S. Paulo, Ricardo Galhardo, teve seu celular divulgado no Twitter pelo empresário Luciano Hang, um dos empresários que, segundo a Folha, teria ajudado a bancar o disparo das mensagens, após questioná-lo para uma reportagem. A plataforma removeu a postagem por considerá-la abusiva, contudo o jornalista passou a receber mensagens agressivas de apoiadores do candidato.

Diante dos episódios, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu para que as autoridades brasileiras garantam a segurança dos jornalistas brasileiros que estão cobrindo as eleições no país. “Numa democracia turbulenta como a do Brasil, a liberdade de expressão é um direito fundamental, antes e depois das eleições”, disse a entidade pelo Twitter.

Em 2018, 137 profissionais da comunicação foram vítimas de alguma forma de agressão no país. As ocorrências aconteceram em contexto político, partidário e eleitoral. Agressões físicas correspondem a 62 registros, com 60 profissionais atingidos. Os demais ataques, 75, foram praticados via internet e afetaram 64 profissionais diferentes. O Brasil ocupa o 102º lugar, em uma lista de 180 países, na classificação de liberdade de imprensa mundial. O ranking realizado pela Organização Repórteres Sem Fronteiras aponta que o ambiente de trabalho para jornalistas no país é cada vez mais instável por conta de ameaças e agressões durante manifestações políticas e assassinatos de profissionais da comunicação instalados em regiões mais afastadas das metrópoles.

Para Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), a onda de linchamentos virtuais de jornalistas é uma tendência nova de intimidação e pode apresentar um sério risco à democracia.“O problema é o estímulo à intimidação, a ações coletivas para expor os profissionais e até suas famílias. Isso tudo não é condizente com a liberdade de expressão e com a liberdade de imprensa”, pontua. A ABRAJI lançou uma cartilha com orientações práticas sobre como lidar com ataques nas redes, prezar pela segurança e pelo uso consciente das redes sociais. “Espero não ter que usar o verbo no passado, mas até recentemente nos sentíamos seguros trabalhando nas capitais. É preciso que isso se mantenha, porque um jornalista que não trabalha com segurança, não trabalha com liberdade”, diz Bramatti.

Para além dos ataques à imprensa, o cenário nas redes sociais também aponta a equipe de Jair Bolsonaro como uma ameaça à liberdade de expressão. Segundo a apuração do The Intercept Brasil, o capitão reformado já moveu 17 processos contra o Facebook por compreender que existiam conteúdos contrários a suas propostas e difamação a ele. Uma característica interessante destas ações é que os advogados de Bolsonaro pedem além da remoção dos conteúdos, as informações cadastrais dos criadores e a exclusão de seus perfis.

Até o momento, a Polícia Federal e o TSE, onde a Folha protocolou o pedido de investigação, ainda não se posicionaram sobre o pedido do jornal. Daniel Bramatti alerta para importância de posicionamentos claros das autoridades brasileiras a fim de proteger o exercício do jornalismo no Brasil. “A impunidade de um crime contra jornalistas, quando esse crime visa calar alguém, é uma vitória das trevas e quem tem como obrigação constitucional a defesa da democracia precisa atuar com força nesse momento”, clama.

Fonte: El País

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.

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