Temos acompanhado e participado do processo que abrange o ensino, a pesquisa e a prática do Jornalismo Ambiental desde o curso de graduação em Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP nos anos 60 e 70. Já nessa época, motivado pelo fato de também estar matriculado em outro curso da mesma universidade (Matemática), conciliamos, por um bom tempo, as duas perspectivas (Humanidades e Ciências Exatas), o que, certamente, contribuiu para que fossemos apresentados para a área de Jornalismo Especializado, em particular o Jornalismo Científico. Essa condição, obrigatoriamente, despertou a minha atenção para a temática ambiental, que já ganhava, nas últimas décadas do século passado, grande destaque, pela emergência de temas relevantes, como insegurança alimentar (transgênicos e agrotóxicos), ameaça à biodiversidade, à sociodiversidade, poluição em suas diversas modalidades (ar, solo, água), aquecimento global e mudanças climáticas, para só citar alguns deles.
Já como docente da ECA/USP, ainda no século passado, dedicamo-nos ao
Jornalismo Especializado, ministrando disciplinas voltadas para o Jornalismo Cientifico, o Jornalismo Ambiental e o Jornalismo em Saúde, o que representava, naquele momento, uma postura pouco comum, quase pioneira na educação brasileira. Como consequência desse nosso interesse, no final da década de 80, tornei-me o primeiro doutor em Jornalismo Científico no Brasil e assumi, em duas oportunidades, a presidência da Associação Brasileira de Jornalismo Científico.

