Não fale mais de mim desse jeito

Diz-se que mulher vende qualquer coisa, especialmente se a propaganda for sensual. E isso tem de mudar.

A ideia para a campanha #WomenNotObjects surgiu quando a co-fundadora e chefe de criação da agência americana Badger&Winters, Madonna Badger, fez uma pesquisa no Google sobre “objetificação da mulher”. O resultado foi um monte de anúncios, de marcas conhecidas – de fast food a carro – onde a mulher-objeto é o chamariz para o consumidor. Ela coletou as peças das campanhas e transformou num filme de impacto, onde os abusos contra a mulher são pontuados um a um. E convidou todo mundo para debater o machismo na Publicidade usando a #WomenNotObjects. Desde o dia 11/01 no ar,  o vídeo já tem mais de 373 mil visualizações e soma milhares de posts no Facebook.

 

A iniciativa de Badger também ganhou repercussão no noticiário internacional – do britânico Daily Mail ao portal brasileiro da revista Exame. A UN Women, o departamento da ONU que luta pelos direitos das mulheres, fez um tweet com o vídeo. Madonna Badger é uma executiva muito conhecida do mercado publicitário americano e, inclusive, admite ter feito campanhas em que a mulher era colocada como objeto. Uma das mais famosas é a da Calvin Klein com Mark Whalberg e Kate Moss seminua, dos anos 90, considerada a propaganda mais sensual da marca até hoje. “O sexo vende”, admite a executiva nas várias entrevistas.  Com clientes como Avon, Vera Wang, Diane von Furstenberg Nordstrom, garante que pelo menos sua agência não fará mais campanhas desse tipo.

Segundo ela, a necessidade de mudar as coisas veio após uma tragédia pessoal. Em 2011, num incêndio, perdeu o companheiro e as três filhas. “Queria que minha vida tivesse um propósito. Esta é uma forma de honrar minhas filhas”, disse Wall Street JournalWall Street Journal.  A publicitária alerta que tipo de propaganda é prejudicial para as meninas e jovens mulheres em especial, minando a sua autoconfiança e a autoestima.

Fonte: Blog de Comunicação de Interesse Público da Nova/SB Comunicação. Saiba mais em: http://www.comunicaquemuda.com.br/nao-fale-mais-de-mim-desse-jeito/

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