Morre José Marques de Melo, o primeiro Doutor em jornalismo titulado no Brasil

O jornalista alagoano José Marques de Melo morreu, na tarde desta quarta-feira (20), aos 75 anos, após sofrer um infarto fulminante em sua residência, em São Paulo.

Em contato com o desembargador José Carlos Malta Marques, primo do jornalista, o portal TNH1 foi informado que Marques de Melo vinha sofrendo de mal de Parkinson há alguns anos, mas havia controlado a doença. Segundo ele, o jornalista estava bem e teve uma parada cardíaca após o almoço.

Natural de Palmeira dos Índios, o jornalista estudou na Universidade de Pernambuco, e em 1959, começou a exercer a função de jornalista em jornais de Maceió. Após anos na capital alagoana, Marques de Melo foi trabalhar jornais de outras cidades como São Paulo.

José Marques de Melo foi professor universitário, pesquisador científico e consultor acadêmico. Foi o primeiro Doutor em Jornalismo titulado por universidade brasileira (1973) e Docente-fundador da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Fonte: TNH1.

Governo do Pará publica edital do 1º concurso da Secom

A Secretaria de Estado de Administração (Sead) publicou nesta quarta-feira (13) o edital de realização do Concurso Público C-205 para preencher vagas de nível superior na Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). Esse é o primeiro concurso da Secom, que foi criada em 2007 e não dispunha de servidores efetivos. A seleção será coordenada pela AOCP Concursos Públicos e constará de três provas: objetiva, discursiva e avaliação de títulos. As provas já têm previsão de data: 2 de setembro.

As inscrições serão abertas a partir do dia 20 de junho e serão feitas exclusivamente pelo site www.aocp.com.br até o dia 24 de julho deste ano. Serão sete vagas para três cargos efetivos: Jornalista (5 vagas), Publicitário (1 vaga) e Relações Públicas (1 vaga), todos com remuneração, ainda sem somar as vantagens pessoais, de R$ 3.019, 27. Uma das cinco vagas em jornalismo é reservada às pessoas com deficiência. O edital prevê ainda que os candidatos nomeados poderão exercer as suas atividades em qualquer unidade da Secom, inclusive nas unidades instaladas nos Centros Regionais em funcionamento. No caso, Santarém e Marabá.

No edital também já estão disponíveis os temas que deverão ser abordados nas provas, de conhecimentos gerais e específicos. Para conferir o edital na íntegra, acesse: http://www.ioepa.com.br (ver página 11).

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O secretário de Comunicação do Estado, Daniel Nardin, anunciou a novidade no encerramento do Publicom Belém, encontro de comunicação que foi realizado entre os dias 11 e 12, no Teatro do Sesi, e reuniu centenas de estudantes e profissionais. De acordo com o secretário, o diálogo com a Sead foi fundamental para definir a estratégia que seria realizada. “Temos que seguir a legislação em vigor para provimento de cargos efetivos. E a lei da Secom é de 2007, com atribuições e perfis profissionais que não condizem mais com a realidade da comunicação, assim como outros que não estavam na lei, mas que hoje precisamos”, disse, dando como exemplo o fato de que na lei de criação da Secom o cargo de fotógrafo exige conhecimento específico em “revelar filmes”, prática há anos abolida da realidade da fotografia digital de mercado.

Segundo o secretário, foi feita a opção em se realizar o concurso com um determinado percentual de vagas, seguindo a legislação de 2007, para que se pudesse garantir a entrada de servidores efetivos na secretaria. E, agora, uma comissão irá trabalhar na proposta de atualização da lei que será encaminhada para avaliação da Assembleia Legislativa. “Precisamos reorganizar a estrutura da Secom e suas atividades, como já estamos fazendo, para se adequar a essa nova forma de comunicação. Porém, conseguimos avançar com o concurso. Agora, vamos preparar esse estudo para encaminhar à Alepa”, destaca.

 

Fonte: Agência Pará.

TVs legislativas aproximam cidadão do processo legislativo, afirmam jornalistas

O coordenador-geral da TV Senado, Érico da Silveira, afirmou que a emissora tem avaliado as formas de usar com eficiência cada vez maior o YouTube e as redes sociais, que não podem, segundo ele, ser meros repositórios de conteúdo. A afirmação foi feita na quinta-feira (7), durante seminário internacional na Câmara dos Deputados que discutiu as contribuições das TVs legislativas do Brasil e de outros países para aproximar os cidadãos do processo de discussão e elaboração das leis.

O debate, que comemorou os 20 anos da TV Câmara, foi promovido pela Secretaria de Comunicação (Secom) e pelo Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) da Câmara.

— Os nossos esforços nas redes sociais são de tentar produzir conteúdo em conjunto com o programa de TV, mas que não seja apenas um corte do programa que vai ao ar, o que seria tentador e mais fácil — explicou Érico.

O jornalista informou que, além das transmissões ao vivo, a TV dá ênfase à cobertura jornalística do Senado e aos programas de debates e entrevistas. Ele comparou a rotina de produção da TV Senado com a dos canais esportivos, que também transmitem eventos ao vivo e têm noticiários, programas de entrevistas e debates sobre os fatos que acabaram de acontecer.

— Nós aproximamos o setor de transmissão o máximo possível da cobertura de jornalismo, para fazer o ‘pós-jogo’ da transmissão do Plenário.

O representante da TV Senado também falou sobre o problema das fake news, as notícias falsas.

— A crise das fake news dá, aos nossos canais legislativos, uma oportunidade de posicionamento nas redes sociais. Um perfil oficial ligado ao Parlamento brasileiro garante o porto seguro da informação à sociedade — salientou.

México

Blanca Ibarra, ex-diretora do Canal do Congresso do México, que, assim como a TV Câmara, completou 20 anos de atuação, ressaltou a importância das emissoras públicas para aumentar a transparência dos parlamentos.

— Estamos convencidos de que a comunicação legislativa é fundamental para ampliar a participação popular, colocando o cidadão no centro das principais decisões. Há muitos desafios nessa luta — afirmou Ibarra, que fez um histórico das leis mexicanas que contribuíram para a maior divulgação de informações de interesse público, como a Lei Federal de Transparência, de 2002. Segundo ela, um parlamento aberto se constrói com transparência, participação cidadã, inovação no uso de tecnologias e fortalecimento da integridade e responsabilidade parlamentar.

Democracia no Brasil

Gérson Inácio de Castro, gerente-executivo da TV e Rádio Assembleia do Rio Grande do Norte e diretor da Associação Brasileira de Rádios e Televisões Legislativas, destacou a importância da TV Câmara para fortalecer a democracia e divulgar os atos dos agentes públicos.

— A nossa transparência não é perfeita, mas hoje a população que quer conhecer o seu Legislativo tem muito mais informações do que tinha há 20 anos, quando o Parlamento era muito mais fechado. Esse conhecimento se deve, em grande parte, ao trabalho das tevês legislativas — afirmou.

A diretora da TV e da Rádio Câmara, Alessandra Anselmo, ressaltou a necessidade de haver regulamentos para proteger os critérios jornalísticos usados pelos veículos de comunicação do Poder Legislativo.

— Já tivemos momentos de grande interferência e de menos interferência política — observou.

Experiência britânica

Ao falar sobre os desafios da comunicação pública, Peter Knowles, diretor da BBC Parliament, canal de TV do Parlamento do Reino Unido, disse que, apesar de eventuais desgastes causados pela reputação da classe política, a população britânica tem plena confiança na imparcialidade da cobertura jornalística feita pela emissora.

— Há uma expectativa natural de que vamos agir honestamente — resumiu Knowles.

Segundo ele, a TV vem se adaptando gradativamente às mudanças do Parlamento britânico, que se tornou mais representativo da diversidade social da população nas últimas décadas. A linguagem usada pelos parlamentares durante as votações, de acordo com Knowles, é de fácil compreensão e, por isso, não há necessidade de comentaristas explicando o processo de votação, o que contribui para manter os custos da TV reduzidos.

— Temos uma equipe pequena, e o público admira o fato de que não somos caros — ressaltou.

Por outro lado, ele explicou que a atuação da BBC Parliament nas redes sociais é cautelosa e conservadora.

— Sabemos que essas redes são importantes. O referendo [sobre a saída do Reino Unido da União Europeia] teve grande repercussão no Twitter; mas somos cuidadosos ao tuitar — afirmou.

 

Fonte: Agência Senado.

Consulta pública

A Associação Brasileira de Comunicação Pública convida todos os interessados no tema a colaborar na construção de um documento a ser apresentado aos candidatos majoritários e proporcionais nas eleições de 2018, com um duplo propósito: 1. informá-los sobre as melhores práticas no setor; 2. colher seu compromisso – se houver interesse – quanto as diretrizes para o fortalecimento da comunicação pública e seus princípios fundamentais, como a transparência, o direito à informação, a diversidade, entre outros.
As contribuições deverão ser enviadas até o dia 15 de agosto de 2018, para o email contato@abcpublica.org.br
Segue abaixo uma versão sucinta do documento base e, após ela, o link para download de uma versão mais ampla. Sua contribuição pode ser feita a ambos os documentos, a seu critério.
Desde já o nosso muito obrigado.

 

CARTA-COMPROMISSO EM DEFESA DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA

A comunicação é um direito assegurado pela Constituição Federal. No Governo e no Poder Legislativo, é caminho para garantir transparência, acesso e diálogo permanente com o cidadão. Quando a comunicação pública passa a fazer parte dos mandatos e das políticas de governo, todos ganham. Parlamentares e gestores públicos conquistam o cidadão como aliado para criar, aprimorar e validar políticas públicas em benefício da sociedade.

Na busca de criar as condições para promover uma comunicação voltada para o cidadão, nós, da Associação Brasileira de Comunicação Pública – ABCPública, propomos àqueles que se candidatam às eleições de 2018:

1. No exercício do mandato, seja ele executivo ou legislativo, as estratégias do marketing político, naturais nas campanhas eleitorais, devem dar lugar ao entendimento da informação como bem público e direito do cidadão;

2. Governos, representantes e dirigentes públicos tem obrigação de informar sobre as ações de governo e de representação, dando acesso facilitado ao público, nas condições de cada cidadão e a partir de seus interesses e níveis de conhecimento;

3. A legislação deve estimular e garantir o diálogo entre cidadão e todas as instâncias de governos e parlamentos;

4. Serão garantidas a consulta, o diálogo e o debate público sobre a elaboração e implantação políticas públicas;

5. Deve ser estimulada a criação de canais para efetiva participação do cidadão nas diferentes instâncias de governo e de representação, incluindo ouvidorias, audiências públicas, serviços de atendimento, conselhos, ombudsman;

6. Governos e legisladores devem estimular políticas de valorização e promoção da educação para a comunicação;

7. No governo, a comunicação que faz promoção partidária ou pessoal de autoridades ou de gestores deve ser abolida;

8. Não haverá publicidade institucional. Publicidade paga com recursos públicos terá apenas conteúdo e características educativas e de utilidade pública;

9. Nesse sentido, não serão usadas marcas de gestões de governo;

10. Haverá valorização das emissoras públicas e estímulo ao acesso dos grupos organizados a esses veículos, mediante mecanismos que assegurem a pluralidade de representação social e diversidade de conteúdo;

11. Vídeos e fotos de autoridade ou dirigente público em veículos de comunicação governamentais não terão destaque ou volume que sugira desproporção com relação a outros agentes públicos ou cidadãos;

12. O planejamento de mídia dos governos e órgãos públicos deve valorizar a comunicação comunitária, regional e segmentada;

13. Os usuários e os trabalhadores em serviços públicos são considerados públicos prioritários na comunicação de governo. Eles merecerão políticas que garantam conhecimento prioritário e esclarecimentos detalhados sobre decisões e ações;

14. Instituições públicas tem o compromisso de estimular a capacitação em Comunicação Pública e atualização para profissionais da área;

15. Órgãos públicos têm a responsabilidade de preservar a memória da comunicação desenvolvida durante todas as gestões.

A Associação Brasileira de Comunicação Pública – ABCPública – é uma organização dedicada ao estudo, aprimoramento e difusão de conceitos e técnicas de comunicação entre Estado e sociedade. Participam da ABCPública profissionais, pesquisadores, professores e estudantes.

Clique aqui para baixar a Carta ABCPública.

A extinção da Fundação Piratini é luto para a comunicação pública

A comunicação pública é indicador de qualidade das democracias. E hoje é um dia de lamentos sobre a democracia no Rio Grande do Sul, quando o governo engaveta, através do decreto no 54.089, tantas conquistas culturais, artísticas, jornalísticas, comunicacionais e profissionais permitidas nos espaços da Fundação Piratini, à qual pertenciam a TVE e da Rádio FM Cultura.

O governador José Ivo Sartori contribui, decisivamente, para a diminuição da qualidade do Estado e da democracia, na sua sanha por enxugamento financeiro dirigido particularmente a instituições com autonomia e identidade para além da política, como FEE, Fundação Zoobotânica e Fundação Piratini. Enxugamento questionável, quando comparamos os valores expostos pelo movimento em defesa da TVE. Mas esse governo se mostrou impermeável a todas as mobilizações, abaixo-assinados, reuniões e manifestações. E assim deixa seu legado: próximo das cifras e distante do interesse público.

O propalado enxugamento, associado a um conceito ultrapassado denominado Plano de Modernização do Estado, não leva em conta nenhum tipo de investimento para a melhoria das instituições e de seus profissionais. Assim, a extinção da Fundação Piratini atesta, também, a incompetência em lidar com a coisa pública de uma gestão submetida ao capitalismo.

Acabar com esse privilegiado espaço de informação pública e transformá-lo em órgão governamental é facilitar a propaganda no lugar do jornalismo; é abrir espaço para promover a cultura e a educação sob interesses privados; é excluir um espaço diferenciado de ver a sociedade, sua cultura e a sua história e, finalmente, é amplificar a comunicação de governos, geralmente o objetivo único de uma secretaria estadual de comunicação. É emblemático que isto aconteça em um ano eleitoral, quando há especial urgência por informações produzidas com a autonomia que o interesse público requer.

Que o acervo desta importante instância não seja jogado ao lixo, porque ali estão os registros do trabalho diferenciado e inovador que marcou a história da radiodifusão no país. Ali está o trabalho dos seus Conselhos Deliberativos, que tanto lutaram pela autonomia da Fundação independentemente dos governos, e fizeram história. Como homenagem a todos que construíram a Fundação Piratini, citamos Daniel Herz, que lutou incansavelmente pela democratização da comunicação neste país e pelo funcionamento do Conselho da TVE.

Porto Alegre, 30 de maio de 2018.

Fonte: OBCOMP.

Conteúdo e formato das notícias falsas variam de acordo com país

Facebook aceita realizar pesquisas. Notícias falsas cresceram na mídia. Leia o texto traduzido do Nieman Lab.

 

Como as notícias falsas diferem nas democracias ocidentais? Sensacionalismo? Partidarismo? Focando em atacar imigrantes ou políticos? Sem surpresa nenhuma, notícias falsas são “formatadas pelos ambientes nacionais de informação”, escreve Edda Humprecht, em novo artigo“Onde as ‘fake news ‘florescem: uma comparação através de 4 democracias ocidentais” (Informação, Comunicação e Sociedade). Ela olha para as notícias falsas nos Estados Unidos, Reino Unido, Áustria e Alemanha. Como “as notícias políticas variam significativamente em estilo, formato e qualidade nas democracias ocidentais”, Humprecht acredita que notícias falsas também seguem esse padrão. Ela queria testar se A) “em países com [serviços públicos de transmissão] a parcela de desinformação partidária republicada por checadores de fatos é menor” e B) se a “parcela de desinformação partidária é maior em países com menores níveis de confiança em veículos profissionais e no governo”.

Humprecht olhou especificamente para a atividade em sites de checagem de notícias nos 4 países, assumindo que “sites de checagem de notícias coletam todas as histórias falsas que tem um impacto em termos de rapidez e intensidade de difusão dentro de seus ambientes nacionais”. Algumas das coisas que ela descobriu:

No Reino Unido e nos Estados Unidos, atores políticos são fontes de desinformação com mais frequência e eles são mais frequentemente acusados de ser responsáveis por problemas atuais. Em contraste, nos países que falam alemão, rumores on-line prevalecem. Nesses países, a desinformação on-line frequentemente têm como alvo imigrantes ou se concentra nas consequências da crise dos refugiados. As hipóteses são largamente apoiadas: em países com fortes [serviços de transmissão pública](com exceção do Reino Unido, assim como com maiores níveis de confiança em veículos e no governo, menores parcelas de desinformação partidária são encontradas.

Perceba que mais pesquisa é necessária para determinar se países com mídia pública mais forte tem menor compartilhamento de notícias falsas partidárias. Isso parecia ser o caso na Áustria e na Alemanha, mas havia muitas notícias falsas partidárias no Reino Unido, ainda que esse país tenha 1 sistema de mídia pública bem desenvolvido.

Facebook está pronto para propostas de pesquisadores de fake news. Facebook fez alguns anúncios sobre sua estratégia para parar notícias falsas em 23 de maio. Primeiro, há uma demanda de propostas de pesquisadores que estudam notícias falsas e que querem acessar dados do Facebook (a companhia tinha anunciado a iniciativa no mês passado; é financiada por organizações externas; as decisões não serão sujeitas à aprovação da plataforma; e a pesquisa será divulgada publicamente).

Em 2º lugar, existe uma “campanha para promover a literacia sobre notícias que provê dicas de como localizar notícias falsas e mais informações sobre as ações que estão sendo tomadas. Isso aparecerá no topo do Feed de Notícias e em anúncios impressos, começando nos EUA e atingindo outros países ao longo do ano”. A ação se assemelha com as propagandas sobre fake news nas eleições que o Facebook publicou em alguns jornais.

Em 3º lugar, um filme de 12 minutos chamado Facing Facts“, que é parte de uma série de posts nos quais o Facebook diz que demistificará como seu algoritmo funciona. Você não precisa assistir ao filme, pode ler a descrição no Wired.

“Uma explosão” em artigos sobre fake news. O BuzzSumo observa como a cobertura de notícias falsas explodiu depois das eleições presidenciais de 2016 –mas o interesse na verdade estava crescendo nos meses antes da votação. “Pode se dizer que, se Trump não tivesse sido eleito em 2016, não teria havido esta explosão em notícias sobre fake news, mas teriam sinais de que elas estavam prestes a se tornar um assunto de interesse”.

 

Fonte: Poder 360.

Com foco no direito do cidadão à informação, à participação e no dever do Estado de prestar contas de suas ações, foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Pública - ABCPública.