A pandemia de covid-19 desencadeou uma desinfodemia caracterizada pela disseminação massiva de fake news, prejudicando a saúde na era digital. Este artigo tem como objetivo analisar os nexos entre infodemia, desinformação e fake news. O método utilizado foi a revisão integrativa de artigos científicos de 2020 a 2025, combinando diferentes Descritores de Ciências da Saúde (DeCS/MESH) como “Infodemia”, “Covid-19”, “Fake news” e “Notícias falsas” nas duas maiores bases científicas de acesso aberto no Brasil (BVS e SciELO). Os resultados destacaram desafios na comunicação pública em saúde e estratégias para mitigar os efeitos da desinformação, evidenciando fortalezas e fragilidades de uma racionalidade comunicativa em saúde. Observou-se que a desinfodemia agravou a hesitação vacinal, gerou desconfiança nas instituições, impactou a adesão às medidas de proteção e afetou o cotidiano dos sujeitos e suas práticas na relação entre a oferta da atenção e as demandas por cuidado no país. Foi identificada a necessidade de fortalecer políticas de letramento digital e comunicação pública no SUS, além de estratégias de Educação Popular em Saúde e participação popular. Conclui-se que o enfrentamento da desinfodemia exige ações intersetoriais e coordenadas entre governo, mídia e sociedade, além de discussões amplas a respeito da responsabilização das plataformas digitais. (…)

(Des)infodemia na pandemia de covid-19 e a racionalidade comunicativa em saúde no Brasil: uma revisão integrativa
OLIVEIRA, Iago Marafina de; PINHEIRO, Roseni; ORTEGA, Francisco. (Des)infodemia na pandemia de covid-19 e a saúde pública. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 30, n. 4, e210074, 2021.
OLIVEIRA Iago Marafina de, ORTEGA Francisco, e PINHEIRO Roseni
