Como gerenciar essa relação para colher bons resultados foram assuntos da aula três do Curso Completo em Comunicação Pública: gestão, estratégias e operacionalização da comunicação pública digital
Equipes pequenas, múltiplas funções, ingerência de gestores sobre as estratégias de comunicação nas redes sociais, dificuldade de ampliar a base de seguidores, baixo monitoramento de resultados… Esses foram alguns dos cenários mais comuns, descritos pelos alunos que participaram da aula três do Curso Completo em Comunicação Pública, ofertado pela Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje), com o tema Comunicação Pública: gestão, estratégias e operacionalização da comunicação pública digital.
Ao longo das mais de oito horas de aula, a jornalista e professora Érica Abe apresentou técnicas, referenciais teóricos e casos concretos para ajudar os alunos a atuar de forma mais estratégica na gestão das redes sociais. Uma das diretrizes mais enfáticas da professora para se alcançar melhores resultados foi “entrar em relação”: “a comunicação digital é sobre diálogo, é sobre sentar à mesa com olho no olho”.
Sempre buscando analogia entre os relacionamentos presenciais e os digitais, ela destacou que abrir uma rede social tem as mesmas implicações de se abrir as portas da sala para receber uma visita: “requer atenção, escuta, resposta atenta e imediata, gestão pacificadora de conflitos”, dentre outros cuidados.O tempo para reter atenção consegue ser ainda menor do que já foi, revela Érica: “antigamente os cinco primeiros segundos eram decisivos para definir ou não a aderência do interlocutor a um vídeo em redes sociais, hoje, esse dado caiu para 0,3 segundos”, ou seja, cada vez mais o gestor de redes sociais precisa conhecer em profundidade os públicos com os quais se relaciona, seja de modo perene ou sazonal, e estar pronto a entregar com criatividade o que o público demanda de modo explícito ou não. Daí a importância da escuta, da observação, do monitoramento contínuo dos indicadores das redes sociais, enfatizou Érica Abe.
Diversas possibilidade de aplicação do uso da IA como coadjuvante processos da gestão de redes sociais foram descritas durante as aulas, sempre com o alerta: eu tenho que pedir para a IA o que eu sei criticar”, se não tenho embasamento para ler criticamente a resposta, o risco de replicar inconsistências e até desinformação é alto. “Precisamos funcionar como dupla de criação”, enfatizou Érica.
Em tempos de redes sociais o desafio de lidar com o ego das pessoas foi potencializado. Nas assessorias de comunicação, relatam os profissionais, “no digital, o cenário é que todo mundo acha que sabe fazer”; “recebemos pessoas empolgadissimas apresentando logomarcas que fizeram em aplicativos de redes sociais e certas de que é arte ideal”; “recebemos textos feitos por IA”, “roteiros para vídeos”… E os profissionais da comunicação, precisam investir tempo e energia, para, como muita habilidade, explicar que não é bem isso. O que pode parecer perfeito para um leigo, falta técnica, falta visão estratégica, falta conhecimento sobre o público e não vai alcançar aderência.
Defender o nosso papel de técnico especializado na área dá trabalho. Sinto cada vez mais a importância de irmos para os debates de projetos e ações levando dados, levando cases, “para que as pessoas entendam que já temos uma estratégia montada com base sólida”, relata a comunicadora pública Dayanne Fernandes.
Também fizeram parte da formação assuntos como estratégias para criar pautas que correspondam às expectativas pontuais dos seguidores, escolha do formato mais adequado para cada informação, identificação da melhor métrica para cada informação que se busca, cases de sucesso. Érica chamou atenção para a importância de se compreender as particularidades de cada formato e, sobretudo, de disputar a atenção do público em meio ao excesso de informações. “É preciso pensar em como fazer com que o conteúdo seja visto e memorizado: quanto mais o conteúdo ocupar o espaço disponível na tela, maior a chance de ser percebido”, lembrou Érica.
A aula “Gestão, estratégias e operacionalização da comunicação pública digital” é ofertada em todas as edições do Curso Completo de Comunicação Pública da ABCPública e Aberje.
O curso ainda está em andamento e aulas isoladas podem ser contratadas.
Aula 8 – Gestão de Riscos e Crises em Comunicação: Uma Agenda Permanente;
Aula 9 – Gestão da Comunicação Interna: Informação e Diálogo Com Empregados da Área Pública
Saiba mais em: https://escolaaberje.com.br/curso/curso-completo-em-comunicacao-publica/
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